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A partir da leitura dos textos V e VI, percebe-se que há entre eles certa distinção que os situa entre as estéticas Realista e Naturalista. Aliás, essa dicotomia se coloca, em muitos casos, como um dos problemas apresentados na discussão teórica da historiografia literária. Mesmo assim, nota-se que há uma necessidade comum entre elas, aproximando-as, pois ambas possuem uma espécie de comprometimento com o real, mas que assume formas distintas, pois:
Como desdobramento de um período de desenvolvimento industrial, com uma maior “depuração das classes sociais”, as correntes de pensamento associam-se. Contudo, os resquícios de um romantismo saudosista descomprometem a arte e o artista com a realidade circundante.
Para o romancista Realista, a observação do narrador deve centrar-se na ação do personagem, e, principalmente, na sua particularidade. Ao buscá-la, através da descrição, visa encontrar os mecanismos essenciais para o entendimento das ações e intenções dele.
No Naturalismo, o real não está na dimensão da experimentação, mas na captação máxima da descrição. Os elementos que compõem o fenômeno apresentado encontram-se na ideia de que os mecanismos exteriores cobrem muito pouco qualquer possibilidade de intervenção transformadora do personagem.
Por concebê-lo como um experimento, o escritor naturalista enveredará para a concepção de romance social, daí muitas vezes uma espécie de didatismo que parece haver em obras deste tipo.
A preocupação com o social e a crítica (intenção inicial) assumem no Naturalismo a dimensão profunda da apresentação de personagens e situações episódicas, com possibilidade de subjetividade e imobilismo.


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