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Leia o texto para responder às questões de números 06 a 09.
Iniciativas para garantir dignidade
e autonomia à população de rua
Hoje, no Brasil, há um número crescente de iniciativas individuais e coletivas no sentido de se aproximar das pessoas em situação de rua, compreender de perto suas necessidades e se mobilizar na busca do resgate da dignidade e da autonomia dessa população, seja no campo assistencial, na valorização social e também no acesso às artes e à cultura.
É o caso do projeto Pagode na Lata, criado em 2017 com o intuito de aproveitar o potencial da música, mais especificamente do samba e do pagode. O grupo usa a música para reduzir danos causados pelo uso de drogas e gerar renda para a população de rua e dependentes químicos na região central de São Paulo.
“O samba e o pagode são caminhos para estabelecer vínculos com as pessoas da região e o melhor insumo para a redução de danos, para dar encaminhamento e cuidar. Quando estamos juntos no Pagode, eles não estão usando drogas, e o cachimbo vira baqueta no tamborim”, descreve o sociólogo Marcos Maia, um dos líderes do projeto.
O Pagode na Lata, como explica o sociólogo, organiza a vida das pessoas, porque é um trabalho: “tem ensaio, reunião, tudo com hora marcada – isso é organizador”. O território onde o projeto é realizado abrange os bairros da Luz, Santa Ifigênia e Bom Retiro e possui equipamentos culturais que passaram a abrir espaço para as pessoas em situação de rua. O Pagode na Lata, por exemplo, já se apresentou no Museu da Língua Portuguesa e no Sesc Bom Retiro. O valor do cachê recebido é dividido igualmente entre os músicos.
Foi em uma dessas apresentações que Jurandir, um dos integrantes do grupo, e que vive há 30 anos na região, decidiu usar o dinheiro para comprar um pandeiro. “Ele pensou na música, e não em comprar drogas”, relembra Maia. E foi na primeira apresentação do Pagode na Lata, na Pinacoteca do Estado, que Jurandir se emocionou. “Por um ano, ele viveu na calçada em frente ao museu e, com os olhos marejados, disse que nunca imaginou que um dia entraria em um lugar como aquele. ‘Entrei, toquei e fui ovacionado’”, relembra Maia.
(Karla Dunder. Revista E. Dezembro de 2023. Adaptado)
Em “Entrei, toquei e fui ovacionado” (5o parágrafo), a vírgula foi utilizada pelo mesmo motivo que em
... iniciativas individuais e coletivas no sentido de se aproximar das pessoas em situação de rua, compreender de perto suas necessidades... (1o parágrafo)
É o caso do projeto Pagode na Lata, criado em 2017 com o intuito de aproveitar o potencial da música... (2o parágrafo)
... o cachimbo vira baqueta no tamborim”, descreve o sociólogo Marcos Maia... (3o parágrafo)
Foi em uma dessas apresentações que Jurandir, um dos integrantes do grupo... (5o parágrafo)
Por um ano, ele viveu na calçada em frente ao museu... (5o parágrafo)