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O sujeito no trecho “certos ácidos adoçam a boca murcha dos...

Leia o texto abaixo para responder às questões de 01 a 05.


O amor bate na aorta


Cantiga de amor sem eira nem beira, vira o mundo de cabeça para baixo,

suspende a saia das mulheres,

tira os óculos dos homens,

o amor, seja como for,

é o amor.


Meu bem, não chores,

hoje tem filme do Carlito.


O amor bate na porta

o amor bate na aorta,

fui abrir e me constipei.

Cardíaco e melancólico,

o amor ronca na horta

entre pés de laranjeira

entre uvas meio verdes

e desejos já maduros.


Entre uvas meio verdes,

meu amor, não te atormentes.

Certos ácidos adoçam

a boca murcha dos velhos

e quando os dentes não mordem

e quando os braços não prendem

o amor faz uma cócega

o amor desenha uma curva

propõe uma geometria.


Amor é bicho instruído.


Olha: o amor pulou o muro

o amor subiu na árvore

em tempo de se estrepar

Pronto, o amor se estrepou.

Daqui estou vendo o sangue

que escorre do corpo andrógino.

Essa ferida, meu bem,

às vezes não sara nunca,

às vezes sara amanhã.


Daqui estou vendo o amor

irritado, desapontado,

mas também vejo outras coisas:

vejo corpos, vejo almas

vejo beijos que se beijam

ouço mãos que se conversam

e que viajam sem mapa.

Vejo muitas outras coisas

que não ouso compreender…


(Carlos Drummond de Andrade)

O sujeito no trecho “certos ácidos adoçam a boca murcha dos velhos”:


A

tem como núcleo a palavra ácidos, classificando-se como sujeito composto;


B

tem como núcleo a palavra certos, classificando-se como simples;


C

é um sujeito oculto, estando na terceira pessoa do plural;


D

como o verbo está na terceira pessoa do plural, logo o sujeito é indeterminado;


E

tem como núcleo a palavra ácidos, classificando-se como simples.