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Texto para os itens de 11 a 15.
Os bancos contam histórias
1 Numa tarde ensolarada de domingo, as folhas
das árvores dançavam suavemente com a brisa no parque
da cidade. Entre os caminhos ladeados por grama verde,
4 havia bancos de madeira e ferro fundido, testemunhas
silenciosas das histórias diárias de transeuntes.
João, um homem dos seus quarenta, com
7 um semblante pensativo, caminhou até um desses
bancos e fez uma observação audível para si mesmo:
“Dá pra sentar, mas deitar, não!” Era um comentário
10 sobre a estrutura do banco, com barras de metal
dispostas de tal forma que impedia uma pessoa de se
esticar completamente.
13 A seu lado, Lucas, seu filho curioso de dez anos,
que tinha se acomodado no banco, olhou para o design
com uma sobrancelha arqueada e falou com a inocência
16 de uma criança: “Eles não pensaram nisso?”.
João, acariciando a cabeça do menino,
respondeu com uma mistura de humor e melancolia:
19 “Pensaram, filho”. Sua voz trazia um peso, uma crítica
velada aos criadores daquele espaço público.
Lucas, com os olhos arregalados, esperava mais
22 uma de suas explicações fascinantes. João, inspirando
profundamente o ar fresco do parque, continuou:
“É uma arquitetura hostil, meu querido. É para sentar,
25 mas não para relaxar plenamente, não para se entregar
ao repouso.
Diógenes Majela. In: Histórias modernas.
Em relação aos aspectos gerais do texto, julgue os itens abaixo.
O sujeito de “pensaram” (linha 16), apesar de poder ser recuperado semanticamente pelo contexto, é sintaticamente indeterminado.
Certo
Errado