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O desafio de tratar a endometriose, condição dolorosa que não tem cura

Comecei a sentir dores de menstruação quando tinha cerca de 14 anos de idade. Eu usava bolsas térmicas para ir à escola, esperando que elas me ajudassem a enfrentar o dia. (...)
(...) Em casos raros, já foram encontrados tecidos nos pulmões, nos olhos, na coluna vertebral e no cérebro. Acreditava-se que o único lugar do corpo não atingido pela endometriose seria o baço, até que partes do revestimento uterino foram encontradas nesse órgão em 2020.
Seus sintomas incluem dores fortes que chegam a ser incapacitantes, frequentemente na região pélvica, além de fadiga e fortes fluxos menstruais.
Existem muitas condições de saúde menos conhecidas que não são objeto de pesquisas e financiamento. Mas poucas são tão comuns quanto a endometriose, que atinge cerca de 176 milhões de pessoas em todo o mundo. E não há cura conhecida.
Estima-se que a endometriose afete uma em cada 10 mulheres em idade reprodutiva. Os Estados Unidos investem cerca de US$ 16 milhões (cerca de R$ 79,7 milhões) em pesquisas sobre esta condição todos os anos.
Comparativamente, a doença de Crohn, que afeta uma em cada 100 pessoas nos Estados Unidos, recebe US$ 90 milhões (cerca de R$ 448 milhões). (...)
(Aimée Grant Cumberbatch Role,BBC Future. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cd14v9v30z5o.)
É possível inferir do texto que:
Quem possui endometriose fica incapacitado de realizar suas tarefas diárias.
Por mais que não seja divulgado, a endometriose é uma doença comum que atinge 1 a cada 100 mulheres, o que gera um impacto de 90 milhões de dólares na economia dos EUA.
Toda adolescente descobre a endometriose aos 14 anos, caso avance dessa idade, a probabilidade de desenvolvê-la é nula.
Os Estados Unidos entendem a importância da pesquisa sobre a endometriose e emprega US$ 16 milhões em pesquisas, diferentes de outros países que não fazem pesquisa sobre o assunto.
Acreditava-se que o único órgão que não seria afetado pela endometriose era baço, porém já foram encontrados tecidos ectópicos nessa parte do corpo em 2020.