Imagem de fundo

a expressão com efeito polissêmico é:

Leia o poema a seguir para responder as questões 04 e 05.


De que histórias somos tecidos?

Tecidos de amor, de traumas, de dor ou de pavor?

De todas as cores, de alegria ou de tirania?

Do esperado e anunciado ou do desprezado e

equivocado?

Do enxoval bordado, do doado ou do negado?

Será que somos ainda tecidos, entrelaçados ou

entristecidos?

Recontados ou narrados?

Será que ainda amarram a nossa vida

Ou já conseguimos tecer com maestria?

Se tecemos – o que tecemos? Ou há tempos

desistimos de tecer?

Misturamos sentimentos ou nos apegamos apenas

em tecidos

ingratos que nos fizeram sofrer?

Se teço ou tecido – ter sido foi um prazer.

Prazer de viver.

Corro no tempo, paro no laço, remexo um abraço,

lembro do beijo,

Suspiro no espaço, me perco no passo.

É só mais um traço na linha do tempo que acabei de

viver.

Traço estratégias para guardar traços sagrados no

altar.

Guardo no coração o que me move e desfaço o que

me afeta,

Mesmo que venha doer.

Faço circo, danço no palco, choro no escondido ou

na multidão.

De drama ou de romance, de comédia ou de ação.

Sou narrativas.

Narro histórias. Invento Histórias. Me reinvento.

Da alma traçada pelo caminho que nasci,

Redescubro significados sem fim.

Não sou a mesma da história que contaram para

mim.

Agora, vivo

Sou tecido e tecelã da minha vida.

E você, tece o quê? ( Rosângela Morais)

a expressão com efeito polissêmico é:


A

“Do esperado e anunciado ou do desprezado e equivocado?”


B

“Do enxoval bordado, do doado ou do negado?”


C

Se teço ou tecido – ter sido foi um prazer.


D

Narro histórias. Invento Histórias. Me reinvento.


E

Guardo no coração o que me move e desfaço o que me afeta.