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Na sequência, apresentam-se três excertos de uma matéria de cunho científico sobre a vida das abelhas: o texto que serve de chamada para a leitura (I); o parágrafo que inicia o texto (II) e o parágrafo que o finaliza (III). Leia-os para responder às questões de (03) a (06).
A mente das abelhas (Maurício Brum e Bruno Garattoni)
I. Elas sabem contar. Se comunicam por meio de danças. Medem distâncias e horários, aprendem a usar ferramentas, transferem conhecimento aos descendentes – e também brincam, por puro divertimento. Podem até ser capazes de metacognição: a habilidade, rara, de refletir sobre si próprio. Veja o que a ciência está descobrindo sobre esses insetos.
II. Em 1914, quando tinha apenas 28 anos, o zoólogo alemão Karl Von Frisch colocou sua carreira em jogo: questionou, de forma radical, o que a ciência sabia sobre as abelhas. Ele afirmou que não faria sentido existirem tantas flores, com cores tão diferentes, se isso não tivesse a função de atrair insetos polinizadores. Von Frisch demonstrou, em um estudo pioneiro, que as abelhas não só enxergavam cores, como aprendiam quais delas identificavam as flores com mais néctar – a solução açucarada que é sua principal fonte de energia. Elas podiam até ser treinadas para preferir determinada cor (no teste, o cientista alemão usou a cor azul).
A habilidade de criar representações simbólicas só existe em dois seres vivos: humanos e abelhas.
III. [...] A única garantia é que a cada nova descoberta, outro enigma se abre. “Essas são questões que certamente vão me ocupar pelo resto de minha carreira”, admite o zoólogo alemão Lars Chittka, especialista em cognição de insetos e autor do livro The Mindo of a Bee. É como a metáfora usada por Karl Von Frisch nos anos 1950, quando ele já se tornara uma sumidade na área, ao dizer: “A vida da abelha é como um poço mágico: quanto mais você tira, mais ele se enche de água novamente”.
Fonte: Revista Superinteressante, ed. 459, jan. 2024.
No excerto III, no período que finaliza o parágrafo, o autor associa a vida da abelha a um poço mágico: “A vida da abelha é como um poço mágico: quanto mais você tira, mais ele se enche de água novamente”. Como se denomina a segunda estrutura oracional, utilizada para esclarecer a metáfora?
Coordenada explicativa.
Adverbial comparativa.
Coordenada conclusiva.
Adverbial de proporção.
Adverbial consecutiva.