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Texto 2 para responder às questões de 6 a 10.
O Morcego
(Augusto dos Anjos.)
Meia-noite. Ao meu quarto me recolho.
Meu Deus! E este morcego! E, agora, vede:
Na bruta ardência orgânica da sede,
Morde-me a goela ígneo e escaldante molho.
“Vou mandar levantar outra parede...”
— Digo. Ergo-me a tremer. Fecho o ferrolho
E olho o teto. E vejo-o ainda, igual a um olho,
Circularmente sobre a minha rede!
Pego de um pau. Esforços faço. Chego
A tocá-lo. Minh’alma se concentra.
Que ventre produziu tão feio parto?
No que se refere ao trecho do poema “O morcego”, assinale a alternativa que corresponde à análise adequada da coerência do texto.
O poema supracitado mostra coerência ao descrever uma sequência lógica de sentimentos e ações em relação ao morcego; há uma conexão evidente entre sentir calor e levantar uma parede.
Ao usar metáforas consistentes que comparam um morcego com um olho e um parto, que refletem uma experiência visual e subjetiva, o poema mantém sua coerência.
O citado poema mostra incoerência ao fazer uma mudança abrupta entre a descrição da sensação de calor e a tentativa de levantar uma parede, sem que essas ações estivessem ligadas umas às outras.
O exposto poema é coerente ao usar uma descrição direta e razoável das ações do eu-lírico, sem usar metáforas ou representações poéticas.