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Em relação aos sinais de pontuação e sua função no texto...

Hospitais, as “casas da morte” do século 19

Doenças incuráveis. Longas filas de espera. E nenhum cuidado com higiene. Veja como era o dia a dia de médicos, enfermeiros e pacientes 200 anos atrás.

Por Rafael Battaglia


Em 1825, visitantes do hospital St. George, em Londres, encontraram fungos e larvas sob os lençóis de um paciente com uma fratura exposta. Normal: o homem, que esperava há dias para ser atendido, não reclamou para os funcionários, que pareciam não ligar para a situação.

Casos como esse eram regra, não exceção, dos hospitais do século 19. Eram lugares escuros, sujos e mal ventilados – ideais para a proliferação de doenças. Pacientes se amontoavam em salas apertadas e, não raro, saíam dali piores do que entraram: o índice de mortalidade de cirurgias hospitalares era de três a cinco vezes maior que o de operações que aconteciam em ambientes domésticos.

Não à toa, os hospitais tinham o apelido de ‘casas da morte’. Alguns deles, por exemplo, só aceitavam pacientes que pudessem cobrir as despesas de um funeral, destino comum de quem dava entrada por ali. A situação era pior em grandes centros urbanos como Londres, que em 1825 se tornou a metrópole mais populosa do mundo, com 1,3 milhão de habitantes (e chegaria ao século 20 com cinco milhões de pessoas). A sujeira da cidade, consequência do crescimento desordenado, se refletia nos hospitais. Os funcionários andavam com panos sobre o nariz para se proteger do mau cheiro. E o chefe dos catadores de inseto, que tiravam pulgas e percevejos dos colchões, costumava ganhar mais que um cirurgião.

[...]

Em 1882, o médico alemão Robert Koch formalizou a teoria dos germes. Ele descobriu o bacilo da tuberculose, que na época era responsável por uma em cada seis mortes no mundo, e descreveu sua propagação. Os acadêmicos e a sociedade começaram a entender que microrganismos existiam, que eram responsáveis por doenças e que era possível evitá-los – e o mundo, aos poucos, ficou mais antisséptico.

Os hospitais ganharam paredes brancas, que facilitam a detecção de sujeira. Os ambientes ficaram mais arejados, com limpeza constante e um número reduzido de pacientes por quarto. Os utensílios deixaram de ter ranhuras e cabos de madeira e passaram a ser de metal, mais fáceis de esterilizar. Aos poucos, nasceram os hospitais modernos.


Adaptado de: https://super.abril.com.br/historia/hospitais-as-casasda-morte-do-seculo-19/. Acesso em: 7 jun. 2024.

Em relação aos sinais de pontuação e sua função no texto, assinale a alternativa correta.


A

Em “Veja como era o dia a dia de médicos, enfermeiros e pacientes 200 anos atrás.”, a vírgula separa elementos que exercem a mesma função sintática, assim como a conjunção “e” subsequente.


B

Em “Não à toa, os hospitais tinham o apelido de ‘casas da morte’.”, a vírgula separa a oração principal de uma oração subordinada anteposta.


C

Em “Ele descobriu o bacilo da tuberculose, que na época era responsável por uma em cada seis mortes no mundo [...]”, a vírgula separa a oração principal da oração que remete à ideia de concessão


D

Em “Eram lugares escuros, sujos e mal ventilados – ideais para a proliferação de doenças.”, a meia-risca foi utilizada para isolar citação textual de terceiros, no caso, do médico alemão Robert Koch.


E

Em “[...] e o mundo, aos poucos, ficou mais antisséptico.”, as vírgulas foram usadas para intercalar uma oração explicativa em relação ao que foi mencionado anteriormente.