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Atenção: Para responder às questões de números 6 a 10, considere o poema abaixo do escritor Alberto da Cunha Melo (1542-2007), natural de Jaboatão dos Guararapes.
Ontem, encontrei-me, por acaso,
com velhos amigos e velhas amigas.
Eles estranharam minhas respostas
às suas simples perguntas, abraçando-os.
— Como vai você? Pergunlaram-me. um à um.
— Aparentemente bem. respondilhes, um a um.
As vezes, ser verdadeiro é ser uma forma de ser estúpido,
como o foi um jovem japonês nos EUA
que respondeu à pergunta = How are you'?*
com uma desenição de suas cólicas infesiinais.
Acredito que, ontem, minha estupidez
foi maior que minha fatuidade.
Ninguém quer mais
do que uma simplicissima resposta:
— Vou bem, obrigado.
Ninguém quer saber, sequer suspeiar
que cortaram a água de sua casa, a energia elétrica,
o crédiio, e que só resta meia dúzia de ovos na geladeira.
Quando o amigo, mesmo o mais velho, pergunta-lhe: - Como vai?
— Bem, responda sempre assim.
E sabe por qué?
Porque todos os seus amigos
sabem que você vai aparentemente bem,
e até admiram a extensão de sua desgraça.
mas já estão cheios de saber que você vai mal.
Não perca seus novos ou velhos amigos.
para elas e para o mundo,
diga apenas que vai bem, obrigado.
(Adaptado) de: MELO, Alberto da Curha. Poesia completa. Rio de Janairo: Record, 2017)
*How are you?: Como vai você?
- Como vai você? Perguntaram-me, um a um.
Ao se transpor o trecho acima para o discurso indireto, o verbo sublinhado assume a seguinte forma:
iria.
vou.
ia.
foi.
fora.