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Leia o texto para responder às questões 3 e 4.
Favela
Barracos
montam sentinela
na noite
Balas de sangue
derretem corpos
no ar.
Becos bêbados
sinuosos labirínticos
vela o tempo escasso
de viver.
Fonte: EVARISTO, Conceição. Favela. In: Poemas de recordação e outros movimentos. Rio de Janeiro: Malê, 2017.
A figura de linguagem constante nos versos “Barracos / montam sentinela / na noite”, do poema de Conceição Evaristo, é:
Hipérbole, pois exagera a função dos barracos ao sugerir que eles têm a capacidade de vigiar.
Prosopopeia, pois atribui uma ação humana a objetos inanimados, os barracos.
Comparação, ao comparar os barracos a soldados, sugerindo que eles realizam a ação de montar guarda.
Antítese, pois contrapõe a ideia de barracos com a ação de montar guarda.
Ironia, ao sugerir que barracos frágeis poderiam realizar a função de proteção e vigilância.