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Releia a linha fina do artigo, observando o termo destacado...

INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir, publicado no jornal Folha de São Paulo, e responda às questões de 1 a 10.


Permanecer na escola ainda é desalio para estudantes brasileiros

Evasão e abandono escolar estão entre principais problemas da educação no país


18.jun.2024 às 13h30


Antonio Bara Bresolin - Diretor executivo do D3e (Dados para Um Debate Democrático na Educação).

Tereza Perez - Diretora-presidente da Roda Educativa (antiga Comunidade Educativa CEDAC), que faz gestão do índice de Oportunidades da Educação Brasileira (loeb).


Dois grandes problemas da educação pública são a evasão e o abandono. O Censo Escolar 2023 revelou que quase 80 mil alunos do 6º ano do Ensino Fundamental, 66 mil do 9° ano, 11 8,5 mil do 1° ano do Ensino Médio e cerca de 115 mil do 3° ano evadiram.

Quem mais deixa a escola são indígenas, pessoas com deficiência, quilombolas, pretos e pardos; moradores de áreas rurais e do gênero masculino. É inevitável pensar em qual qualidade de vínculo, de percepção de acolhimento e pertencimento a escola oferece a eles. Mas além de direcionar o olhar das políticas públicas para levá-los de volta as salas de aula, é importante entender o que faz os que estão na escola lá permanecerem. Fortalecendo essas estratégias podemos agir preventivamente.

A Síntese de Evidências Permanência de estudantes no ensino fundamental, publicada pelo D3e (Dados para um Debate Democrático na Educação), aponta variáveis a serem consideradas. *Livros didáticos e materiais pedagógicos afetam trajetórias escolares, daí a importância de garantir a revisão sistemática das políticas públicas de produção e distribuição, inclusive no que diz respeito à diversidade cultural e à representatividade em especial de negros e indígenas. Outros dois fatores, as Políticas de avaliação e de financiamento educacional, podem ser revistos à luz da equidade socioeconômica e étnico-racial.

As evidências indicam que é preciso oferecer propostas que apostam nas altas expectativas em relação aos estudante. Escolas com resultados acima do esperado contam com professores que têm altas expectativas sobre o rendimento e o desempenho dos seus alunos. Mas isso não se resume a aumentar a exigência sobre essas crianças, adolescentes e jovens sem criar as condições para que construam suas aprendizagens. Implica acreditar na sua capacidade, escutá-los e oferecer propostas em que possam se engajar, e assim se disponibilizar para aprender, atribuir sentido ao que aprendem e se corresponsabilizar pelo próprio percurso.

Manter altas expectativas exige acompanhar as diferentes aprendizagens e ir progressivamente complexificando as propostas para que sempre tenham problemas a resolver a partir do que já sabem. Requer, portanto, ter altas expectativas também para os educadores.

Em um pacto de descrédito, todos esperam pouco uns do outros, exige-se pouco do estudante e até do professor a capacidade e a sujidade de ambos não são respeitadas, cria-se um cenário estéril, por vezes hostil, retroalimentado pelos dois. É a profecia autorrealizável: os estudantes não conseguem aprender, não veem sentido no que é proposto e saem da escola. A exclusão e feita a priori e muitas vezes tem ápice na reprovação.

A educação requer bons insumos para ser a base dessa construção que garante a permanência escolar. O Índice de Oportunidades da Educação Brasileira (Ioeb) capta isso, considerando não só quem está na escola como aqueles que evadiram ou abandonaram, os resultados de aprendizagem e os insumos (condições das políticas públicas, como formação docente, jornada escolar mínima e tempo do diretor numa escola, considerando o impacto do sistema educativo sobre a trajetória escolar).

O Ioeb 2023 revela que o Brasil teve pequena variação nos últimos dois anos, passando de 5,0 na edição 2021 para 5,1 em 2023. Grosso modo, podemos dizer que, com o Ioeb nacional em 5,1, o país oferece metade do necessário para garantir as oportunidades de educação. Observa-se também queda no ritmo de crescimento do indicador: a variação positiva no quadriênio 2019-23 (4,3%) é menos da metade que a do quadriênio 2017-21 (8,9%). Isso mostra que estamos, na melhor das hipóteses, estagnados.

Há algumas pistas e muitos desafios para avançar no sentido de fazer com que todas as crianças, adolescentes e jovens permaneçam na escola e aprendam até concluir os estudos.


https://www1.folha.uol.com.br/colunas/desigualdades/2024/06/permanecer-na-escola-ainda-e-desafio-para-estudantes-brasileiros.shtml - Acesso em 18/06/2024

VOCABULÁRIO:

Abandono escolar: situação em que o estudante deixa de frequentar as aulas durante o ano letivo.

Evasão escolar: situação em que o estudante, seja reprovado ou aprovado, não efetua a matrícula para dar continuidade aos estudos no ano seguinte.

Releia a linha fina do artigo, observando o termo destacado que funciona como sujeito da oração:


Evasão e abandono escolar estão entre os principais problemas da educação no país.


A classificação desse sujeito SÓ se repete em:


A

Dois grandes problemas da educação pública são a evasão e o abandono escolar.


B

Livros didáticos e materiais pedagógicos afetam trajetórias escolares, daí a importância ...


C

As evidências indicam que é preciso oferecer propostas que apostam nas altas expectativas ...


D

Outros dois fatores, as políticas de avaliação e de financiamento educacional, podem ser revistos à luz ...