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Texto para as questões de 1 a 10.
Combate à evasão escolar exige compromisso público
1 No mês passado, foram divulgados os dados do Censo Escolar da Educação Básica 2023 e da Pesquisa Nacional por
Amostra de Domicílios Contínua 2016-2023 (Pnad), realizada pelo IBGE.
Segundo a Pnad, mesmo com sinais de melhora em alguns indicadores, aproximadamente 8,8 milhões de jovens de
18 a 29 anos não completaram o ensino médio e não estão inscritos em nenhuma instituição de ensino básico (educação
5 infantil, ensino fundamental e ensino médio). Considerando todas as idades, o país tem mais de 68 milhões de pessoas sem
formação básica.
Dados do Censo Escolar indicam que o ensino médio é o nível com maior índice de evasão. Entre 2020 e 2021, 7%
dos estudantes do 1º, ano do ensino médio deixaram a escola, e 4,1% foram reprovados. Além disso, entre 2022 e 2023,
observou-se uma queda de 7% nas matrículas da Educação de Jovens e Adultos (EJA).
10 Esses dados alertam para a necessidade urgente de políticas voltadas para a retenção de jovens e adolescentes
nos anos finais. Um estudo do Instituto Ayrton Senna afirma que a reprovação é um dos principais motivos para o abandono
dos estudos na educação básica, mas há outros fatores a serem observados, tais como a falta de transporte, vestuário,
alimentação e material para estudos.
Entre os possíveis prejuízos decorrentes dessa alta taxa de evasão estão desde o despreparo profissional — e
15 consequente dificuldade para arrumar emprego — até problemas de saúde mental, complementa a pesquisa. Segundo o IBGE,
o indice de desemprego entre jovens periféricos chegou a 23% em 2022.
Diante da persistência das desigualdades educacionais, organizações da sociedade civil vêm promovendo iniciativas
para apoiar jovens nessa faixa etária a encontrar caminhos para se desenvolver, seja por meio da educação e oferecimento
gratuito de tecnologias, seja pelo incentivo a processos educativos e construção de conhecimento comunitário em regiões
20 periféricas urbanas e rurais do país.
O Programadores do Amanhã, por exemplo, uma iniciativa criada em 2019 por Cleber Guedes, tem o objetivo de apoiar
jovens periféricos de todo o Brasil que desejem ingressar na área de tecnologia. Para impulsionar o crescimento profissional
desses jovens, o projeto conta com processos de ensino de programação, aulas de inglês e acompanhamento psicológico.
Além disso, o coletivo cria conexões entre seus alunos e o mercado de trabalho.
25 O programa já formou mais de 300 jovens em todo o país, tendo gerado mais de R$ 1 milhão em renda. A idade média
de conquista de emprego para os estudantes do programa é 18 anos, e sua remuneração média é de cerca de R$ 3.600, ou
seja, mais de dois salários mínimos, o que representa uma elevação média de 245% na renda familiar dos alunos. Para 2024,
a previsão é formar mais 300 jovens.
Em outra vertente, a Fundação 1 Bi, instituição social que nasceu em 2019 com o objetivo de utilizar o poder das
30 ferramentas digitais para promover novas oportunidades aos jovens brasileiros, atua diretamente com jovens em situação de
vulnerabilidade por meio do AprendiZAP.
À iniciativa oferece ferramentas aos professores de escolas públicas para que encontrem novas estratégias para
despertar a atenção dos estudantes, com mais de 10 mil conteúdos e atividades disponíveis de forma gratuita, auxílio na
construção de planos de aulas de acordo com a BNCC (Base Nacional Comum Curricular), metodologias ativas que inserem
35 o estudante no centro da aprendizagem e uso de inteligência artificial em sala de aula.
Mas, ainda que a tecnologia possa ser um caminho para reduzir desigualdades, não conseguiremos ter o impacto que
desejamos com ações isoladas. Para alavancar o desenvolvimento dos estudantes e reduzir a evasão escolar, é preciso haver
investimentos em políticas públicas que aliem o uso da tecnologia a programas sociais.
(Kelly Baptista. https:/www1.folha.uol.com.br/colunas/desigualdades/2024/03/combate-a-evasao-escolar-exige-compromisso-publico.shtml. 16.mar.2024)
Leia o trecho:
“Diante da persistência das desigualdades educacionais (1), organizações da sociedade civil vêm promovendo iniciativas para apoiar jovens nessa faixa etária a encontrar caminhos para se desenvolver, seja por meio da educação e oferecimento gratuito de tecnologias (2), seja pelo incentivo a processos educativos e construção de conhecimento comunitário (3) em regiões periféricas urbanas e rurais do pais”. (linhas 17 a 20)
Em 1, 2 e 3, respectivamente, os termos desempenham função sintática de
adjunto adnominal, adjunto adnominal e complemento nominal.
adjunto adnominal, adjunto adnominal e adjunto adnominal.
complemento nominal, complemento nominal e complemento nominal.
complemento nominal, complemento nominal e adjunto adnominal.
adjunto adnominal, complemento nominal e complemento nominal.