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Leia o poema abaixo, de augusto dos Anjos, para responder às questões 36, 37 e 38:
Debaixo do tamarindo
No tempo de meu Pai, sob estes galhos,
Como uma vela fúnebre de cera,
Chorei bilhões de vezes com a canseira
De inexorabilíssimos trabalhos!
Hoje, esta árvore de amplos agasalhos
Guarda, como uma caixa derradeira,
O passado da flora brasileira
E a paleontologia dos Carvalhos!
Quando pararem todos os relógios
De minha vida, e a voz dos necrológios
Gritar nos noticiários que eu morri,
Voltando à pátria da homogeneidade,
Abraçada com a própria Eternidade,
A minha sombra há de ficar aqui!
No primeiro verso da última estrofe, em destaque, temos o uso de acento indicativo de crase pela seguinte regra:
Antes de palavra feminina.
Locução adverbial feminina.
Locução prepositiva conjuntiva.
Uso facultativo.