Imagem de fundo

Em “estima‑se” (linha 15), o emprego da partícula “se”...

Texto para os itens de 1 a 20.


1 A utilização da natureza para fins terapêuticos é tão antiga quanto a civilização humana e, por muito tempo,

produtos minerais, vegetais e animais foram fundamentais para a área da saúde. Historicamente, as plantas medicinais são

importantes como fitoterápicos e na descoberta de novos fármacos, estando no reino vegetal a maior contribuição para

4 os medicamentos.

O termo fitoterapia foi dado à terapêutica que utiliza medicamentos cujos constituintes ativos são plantas

ou derivados vegetais e cuja origem está no conhecimento e no uso popular. As plantas utilizadas para esse fim são

7 tradicionalmente denominadas medicinais. A terapia com medicamentos de espécies vegetais é relatada em sistemas de

medicinas milenares em todo o mundo, como na medicina chinesa, tibetana ou indiana‑ayurvédica.

No Brasil, a magnitude de sua biodiversidade – conjunto de todos os seres vivos com a sua variabilidade genética

10 integral – não é conhecida com precisão tal a sua complexidade, estimando‑se mais de dois milhões de espécies distintas de

plantas, animais e micro‑organismos. Isso coloca o país como detentor da maior diversidade biológica do mundo.

Apesar de toda a diversidade de espécies existentes, o potencial de uso de plantas como fonte de novos

13 medicamentos é ainda pouco explorado. Entre as 250 mil e 500 mil espécies de plantas estimadas no mundo, apenas pequena

porcentagem tem sido investigada do ponto de vista fitoquímico, fato que ocorre também em relação às propriedades

farmacológicas, que, em muitos casos, contam apenas com estudos preliminares. Em relação ao uso médico, estima‑se

16 que apenas 5 mil espécies tenham sido estudadas e, no Brasil, com cerca de 55 mil espécies de plantas, há relatos de

investigação de apenas 0,4% da flora. Estima‑se que pelo menos 25% de todos os medicamentos modernos sejam derivados

diretamente ou indiretamente de plantas medicinais, principalmente por meio da aplicação de tecnologias modernas ao

19 conhecimento tradicional.

Considerando as plantas medicinais como importantes instrumentos da assistência farmacêutica, a Organização

Mundial da Saúde (OMS), por meio de vários comunicados e resoluções, expressa sua posição a respeito da necessidade de

22 valorizar sua utilização no âmbito sanitário ao observar que 70% a 90% da população nos países em vias de desenvolvimento

depende delas no que se refere à atenção primária à saúde. Em alguns países industrializados, o uso de produtos fitoterápicos

é igualmente significante, como no Canadá, França, Alemanha e Itália, onde 70% a 90% da população tem usado essa terapia

25 medicamentosa sob a denominação de medicina complementar, alternativa ou não convencional. De forma semelhante, no

Brasil cerca de 82% da população utiliza produtos à base de plantas medicinais nos seus cuidados com a saúde, seja pelo

conhecimento tradicional na medicina indígena, quilombola, entre outros povos e comunidades tradicionais, seja pelo uso

28 na medicina popular, de transmissão oral entre gerações, ou nos sistemas oficiais de saúde, como prática de cunho científico

orientada pelos princípios e diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS), que incentivam o desenvolvimento comunitário, a

solidariedade e a participação social.


RODRIGUES, Angelo Giovani; AMARAL, Ana Cláudia Fernandes. Aspectos sobre o desenvolvimento da fitoterapia in: Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Práticas integrativas e complementares: plantas medicinais e fitoterapia na atenção básica. Brasília: Ministério da Saúde, 2012 (com adaptações).


Em relação a aspectos linguísticos do texto, julgue os itens a seguir.

Em “estima‑se” (linha 15), o emprego da partícula “se” indica que o sujeito da oração é indeterminado.


C

Certo


E

Errado