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Leia o poema a seguir, de Gonçalves de Magalhães:
Adeus à Europa
Adeus, oh terras da Europa!
Adeus, França, adeus, Paris!
Volto a ver terras da Pátria,
vou morrer no meu país.
Qual ave errante, sem ninho,
oculto peregrinando,
visitei vossas cidades,
sempre na Pátria pensando.
De saudade consumido,
dos velhos pais tão distante,
gotas de fel azedavam
o meu mais suave instante.
As cordas de minha lira
longo tempo suspiraram,
mas alfim frouxas, cansadas
de suspirar, se quebraram.
Oh lira do meu exílio,
da Europa as plagas deixemos;
eu te darei novas cordas,
novos hinos cantaremos.
Adeus, oh terras da Europa!
Adeus, França, adeus, Paris!
Volto a ver terras da Pátria,
vou morrer no meu país.
Fonte: https://www.cervantesvirtual.com/obra-visor/suspiros-poeticos-esaudades--0/html/. Acesso em 14/10/2024
Esse poema é representativo da:
primeira geração do Romantismo Brasileiro
segunda geração do Romantismo Brasileiro
terceira geração do Romantismo Brasileiro
primeira fase do Modernismo Brasileiro