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Leia o texto a seguir para responder às questões de 1 a 10.
Com licença poética
Quando nasci um anjo esbelto,
desses que tocam trombeta, anunciou:
vai carregar bandeira.
Cargo muito pesado pra mulher,
esta espécie ainda envergonhada.
Aceito os subterfúgios que me cabem,
sem precisar mentir.
Não sou feia que não possa casar,
acho o Rio de Janeiro uma beleza e
ora sim, ora não, creio em parto sem dor.
Mas, o que sinto escrevo. Cumpro a sina.
Inauguro linhagens, fundo reinos
– dor não é amargura.
Minha tristeza não tem pedigree,
já a minha vontade de alegria,
sua raiz vai ao meu mil avô.
Vai ser coxo na vida, é maldição pra homem.
Mulher é desdobrável. Eu sou.
(PRADO, Adélia. Poesia reunida. São Paulo: Siciliano, 1995, p.11.)
No verso “ora sim, ora não, creio em parto sem dor.” (L10), o verbo “creio” está conjugado na:
Primeira pessoa do singular do pretérito perfeito.
Primeira pessoa do singular do futuro do presente.
Primeira pessoa do singular do pretérito imperfeito.
Primeira pessoa do singular do presente do indicativo.
Primeira pessoa do singular do presente do subjuntivo.