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Estrutura repetitiva dos versos cria um ritmo que reflete:

TEXTO 2


Tecendo a Manhã


Um galo sozinho não tece uma manhã:

ele precisará sempre de outros galos.

De um que apanhe esse grito que ele

e o lance a outro; de um outro galo

que apanhe o grito de um galo antes

e o lance a outro; e de outros galos

que com muitos outros galos se cruzem

os fios de sol de seus gritos de galo,

para que a manhã, desde uma teia tênue,

se vá tecendo, entre todos os galos.

E se encorpando em tela, entre todos,

se erguendo tenda, onde entrem todos,

se entretendendo para todos, no toldo

(a manhã) que plana livre de armação.

A manhã, toldo de um tecido tão aéreo

que, tecido, se eleva por si: luz balão.


(Do autor. MELO NETO, João Cabral de. Morte e vida severina e outros poemas. Rio de. Janeiro: Alfaguara, 2007. ______. A educação pela pedra e outros poemas.)

Estrutura repetitiva dos versos cria um ritmo que reflete:


A

A previsibilidade do fracasso dos galos tecerem a manhã.


B

A dinâmica da vida em grupo, na qual a colaboração é definitiva para alcançar grandes objetivos.


C

A independência dos indivíduos na construção de realidades paralelas.


D

Que a manhã é resultado da liderança de um galo, que ao conclamar os demais, consegue levar a comunidade ao avanço.


E

Como a realidade do mundo animal não se aplica à vida humana, pois o homem não é capaz de tecer a manhã.