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Observe os dois textos:SER PAI [Eno Teodoro Wanke]Ser pai...

Observe os dois textos:


SER PAI [Eno Teodoro Wanke]

Ser pai, é desdobrar, libra por libra,

a bolsa, amanhecer com o fedelho

ao colo — ir trabalhar de olho vermelho,

mas agüentar a provação com fibra!


Ser pai (melhor diria o velho Coelho)

é ouvir a gritaria como vibra,

não ver quando o orçamento se equilibra,

pegar até mania de conselho...


Ser pai é dar palmadas em fundilhos,

depois se arrepender, mimar os filhos,

e ver que assim não adiantou palmada...


Ser pai é padecer dando um sorriso,

ser pai é ter a vida abagunçada,

ser pai é ter carência de juízo!


SER GENRO [Álvaro Armando]

Ser genro é arrebentar fibra por fibra

o Tesouro. Ser genro é ter o alheio

bolso do sogro como um farto seio

onde ouro, aos borbotões, palpita e vibra.


Ser genro é ser morcego que se libra

sobre o Estado dormindo. É ser anseio.

Construir quitandinhas sem receio,

pensando que a roleta se equilibra!


É bem do genro o bem que o sogro goza,

é a própria vida noutra retratada,

luz que lhe faz os dias cor-de-rosa.

Ser genro é andar gozando num sorriso.

Fazer por Niterói menos que nada,

ser genro é enriquecer num paraíso!...


Com base na relação entre os dois textos, observa-se o procedimento de:


A

Sobreposição.


B

Paragrafação.


C

Intertextualidade.


D

Substituição.


E

Associação.