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Observe o enunciado abaixo e assinale a alternativa que apresenta o termo que preenche corretamente a lacuna:
A capacidade de relacionar textos diferentes, percebendo os efeitos de sentido que surgem dessas relações, está ligada ao domínio da __________.
coerência
intertextualidade
gramática
ortografia
pontuação
Considerando os fatores de textualidade, a análise do uso dos termos "mãe solteira" e "mãe solo" no texto indica que
a informatividade é reduzida, posto que o adjetivo "solo" é semanticamente mais vago do que a especificação jurídica do adjetivo "solteira".
a situacionalidade é anulada, pois a referência aos termos independe do contexto histórico e contemporâneo das lutas por reconhecimento de direitos femininos.
a intencionalidade reestrutura a coerência pragmática do termo “solo”, desviando o foco da chancela conjugal para a centralidade da sobrecarga feminina.
a intertextualidade é priorizada por meio de discursos conservadores, que mantêm a estrutura de julgamento moral pelo uso de um novo eufemismo linguístico.
A intertextualidade é o fenômeno pelo qual um texto retoma elementos de outros textos preexistentes. Considerando a relação entre o texto base e o ordenamento jurídico brasileiro (CF/88 e CDC), assinale a alternativa que descreve tecnicamente a modalidade de intertextualidade predominante quando o autor utiliza conceitos como "vulnerabilidade do consumidor" ou "dignidade da pessoa humana" sem citar artigos específicos.
Epígrafe, caracterizada pela inserção de uma frase curta de outro autor no início do texto para servir de tema ou mote para o desenvolvimento que se segue.
Intertextualidade Explícita, caracterizada pela menção direta à fonte e pelo uso de aspas ou citações formais que identificam a origem exata do dispositivo legal.
Intertextualidade Implícita, que ocorre quando o texto incorpora conceitos e ideologias de outros discursos (interdiscursividade) sem citação nominal, exigindo do leitor um conhecimento prévio do repertório jurídico para a plena construção do sentido.
Paráfrase Estilística, que se limita à reprodução da sonoridade ou do ritmo de textos legais, sem que haja uma adesão ao conteúdo semântico ou à carga normativa dos conceitos utilizados.
Intertextualidade por Paródia, em que o autor retoma os termos técnicos do Direito com o objetivo de subverter o sentido original e ironizar as instituições normativas vigentes.
Considerando as marcas de textualidade presentes no texto, marque com V as afirmativas verdadeiras ou com F as falsas.
(__)Em "Enquanto esperava, resolveu fazer um café. Pôs a água a ferver e abriu a porta..." , as ações do personagem são sequenciais, mostrando a ordem dos acontecimentos.
(__)Em "Pouco depois", "enquanto isso", "desta vez", "antes de mais nada", "agora", garantem continuidade temporal e progressão narrativa.
(__)Os parágrafos e frases não se conectam, tornando impossível acompanhar o fluxo da história, pois há interrupções do narrador para comentários internos.
(__)Em "Sempre a segurar nas mãos nervosas o embrulho de pão", a expressão "sempre" é marcador de intensidade/frequência, indicando que a ação do personagem é constante ou habitual naquele momento de tensão.
A sequência que preenche corretamente os itens acima, de cima para baixo, é:
F, V, V, F.
V, V, F, V.
V, F, F, V.
V, V, V, V.
V, V, F, F.
No texto “Uma revolução sem gramática”, a construção do sentido resulta da articulação entre diferentes fatores de textualidade. Considerando esse funcionamento, assinale a alternativa em que os dois fatores indicados estão CORRETAMENTE identificados e justificados.
Coesão e intertextualidade – A progressão temática ocorre exclusivamente por conectores formais, e a presença de nomes como Chaucer e Shakespeare configura intertextualidade explícita e dependente de citação direta.
Intencionalidade e informatividade – O texto organiza-se para explicar e problematizar as mudanças linguísticas, ao mesmo tempo que apresenta informações novas ao leitor, sem recorrer a excesso de tecnicismos.
Aceitabilidade e coerência – O texto é aceito pelo leitor porque apresenta vocabulário acessível, mas sua coerência depende apenas da linearidade das perguntas e respostas.
Situacionalidade e coesão – O sentido do texto independe do contexto de circulação, sendo garantido apenas pela retomada lexical de termos como internet e língua.
Intertextualidade e informatividade – A menção a autores literários funciona como citação acadêmica formal, elevando o grau de informatividade do texto sem exigir conhecimentos prévios do leitor.
Sobre a intertextualidade e a intencionalidade discursiva presentes no texto, assinale a alternativa correta.
O texto vale-se da intertextualidade ao citar episódios da vida de autores renomados, servindo à intenção de desmistificar o “gênio” literário e expor a crônica como um ofício marcado por contingências práticas e crises de inspiração.
A intertextualidade no texto é construída de forma implícita e crítica, com a intenção de esclarecer a falta de originalidade de Rubem Braga ao se apropriar de textos de Carlos Drummond de Andrade.
A intenção discursiva do autor é estritamente pedagógica, visando mostrar ao leitor as técnicas para elaborar uma crônica por meio da paráfrase.
O autor emprega a intertextualidade para estabelecer um confronto estético entre a literatura “deliciosa” do passado e a imprensa contemporânea, tendo como intenção lamentar o fim das “saídas brilhantes” no jornalismo atual.
A estratégia linguístico-discursiva usada na construção do primeiro parágrafo exige do leitor o estabelecimento da coerência por meio, sobretudo,
da focalização.
da intertextualidade.
do conhecimento de mundo.
do conhecimento partilhado.
Considerando os fatores de textualidade, analise as afirmativas a seguir sobre o Texto I.
I. A remissão ao artigo “A revista Era Nova na Paraíba: notas de um modernismo de Estado”, publicado na revista PÓS (UFMG), configura intertextualidade.
II. A indicação da data de publicação e da fonte contribui para a situacionalidade, pois ancora o texto em seu contexto de produção e circulação.
III. A retomada de “a revista Era Nova” por expressões como “a revista” e “a Era Nova” ao longo do texto é recurso de coesão referencial.
IV. O texto apresenta grau nulo de informatividade, pois se limita a repetir dados amplamente conhecidos pelo leitor.
Após análise, conclui-se que está correto o que se afirma em:
I e II.
I e IV.
II e III.
III e IV.
I, II e III.
O texto apresenta encadeamento lógico entre ideias, retomada conceitual de informações e progressão temática ao longo dos parágrafos, mantendo unidade de sentido do início ao fim.
Em relação às marcas de textualidade — coesão, coerência e intertextualidade — é correto afirmar que:
O texto constrói coerência global por progressão temática articulada e utiliza mecanismos coesivos lexicais e referenciais, sem recorrer a intertextualidade explícita.
A coerência textual é construída prioritariamente pela organização interna das ideias e pela progressão temática, dispensando o uso de referências externas diretas como requisito estrutural.
A coesão do texto depende exclusivamente do uso recorrente de conectores adversativos, responsáveis por estabelecer oposição constante entre os argumentos e, assim, garantir a coerência entre os parágrafos.
A intertextualidade é elemento predominante no texto, pois sua estrutura baseia-se na citação direta de estudos científicos, na transcrição de discursos especializados e na incorporação formal de vozes textuais externas.
Segundo Cavalcanti et al. (apud Marquesi, Pauliukonis, Elias (org.). Linguística textual e ensino), as relações intertextuais cumprem funções no texto, “colaborando para a (re)construção de seus sentidos”. Com base nessa afirmação, assinale a alternativa em que estão corretamente identificados o tipo de intertextualidade e a sua respectiva função.
A paródia tem o objetivo de reverenciar o texto-fonte, ressaltando suas qualidades de estilo.
A citação usa o texto-fonte como argumento de autoridade, para validar um ponto de vista.
A alusão traz explícito o texto-fonte, que usa para certificar a autenticidade do novo texto.
A paráfrase utiliza o texto-fonte como pano de fundo para a apresentação de contrapontos a ele.
A referência sugere a existência de um texto-fonte, com o objetivo de questionar-lhe a autoria.
Acerca dos elementos de textualidade, é CORRETO afirmar que a aceitabilidade:
diz respeito ao contexto em que ocorre determinada situação comunicativa, ou seja, aos elementos situacionais, como público-alvo, ambiente.
diz respeito ao que o produtor do texto pretende que o interlocutor faça, ou seja, tem a ver com o propósito do autor.
diz respeito aos recursos linguísticos empregados na superfície textual, ou seja, relaciona-se aos elementos que promovem a tessitura textual.
diz respeito à reação do leitor, ou seja, tem a ver com o modo que este reage ou se engaja nas intenções pretendidas pelo autor do texto.
diz respeito à adequação ao contexto e aos usuários, ou seja, refere-se às diferentes formas de uso da língua conforme a situação comunicativa.
Leia o texto a seguir.

Disponível em: https://brainly.com.br/tarefa/5338626. Acesso em: 04 jun. 2026.
Nesse texto, a intertextualidade com o conto de fadas e com o ditado popular contribui para a construção do humor ao
mostrar que o espelho responde à pergunta da personagem, repetindo uma fórmula típica dos contos de fadas.
reforçar a vaidade da personagem, que interpreta o silêncio do espelho como confirmação de sua beleza.
indicar que a personagem desconhece o sentido do ditado popular, empregando-o de forma inadequada na situação.
sugerir que a beleza da personagem é reconhecida pelos outros, embora seja negada pelo espelho no último quadrinho.
Leia a tirinha a seguir e assinale a alternativa que apresenta o tipo de relação estabelecida com o poema “O bicho”, de Manuel Bandeira.

Fonte: https://suburbanodigital.blogspot.com/2019/07/tirinha-do-armandinho-vi-ontem-um-bicho-na-imundicie-do-patio.html
Intertextualidade.
Plágio.
Intencionalidade.
Informatividade.
A intertextualidade refere-se às relações que um texto estabelece com outros textos previamente existentes, seja por citação explícita, alusão, paródia ou retomada implícita de temas, estilos e estruturas, ampliando os sentidos produzidos na leitura e exigindo do leitor repertório sociocultural para sua plena compreensão (KOCH, 2011).
Assinale a alternativa CORRETA.
A intertextualidade consiste no diálogo entre textos, no qual um retoma, transforma ou evoca outros já produzidos, contribuindo para a construção de sentido.
A intertextualidade caracteriza-se pela simples repetição mecânica de fragmentos textuais anteriores, sem transformação semântica ou adaptação ao novo contexto discursivo.
A intertextualidade ocorre apenas quando há citação literal de outro texto, com indicação formal da fonte original, preservando integralmente o conteúdo citado.
A intertextualidade limita-se exclusivamente ao âmbito da literatura, não se verificando em gêneros discursivos como textos jornalísticos, publicitários, acadêmicos ou midiáticos.
Como é possível, pergunta La Boétie, que a maioria obedeça a um só, não apenas lhe obedeça, mas o sirva, não apenas o sirva mas queira servi-lo?
A natureza e o alcance de tal questão excluem de saída que se possa reduzi-la a essa ou àquela situação histórica concreta. A possibilidade de formular uma interrogação tão destrutiva remete, simples mas heroicamente, a uma lógica dos contrários: se sou capaz de me espantar que a servidão voluntária seja a invariante comum a todas as sociedades, a minha, mas também aquelas sobre as quais me informam os livros, é evidentemente porque imagino o contrário de tal sociedade, é porque imagino a possibilidade lógica de uma sociedade que ignore a servidão voluntária. Heroísmo e liberdade de La Boétie: basta essa ligeira e fácil passagem da história à lógica, basta essa abertura no que é o mais naturalmente evidente, basta essa brecha na convicção geral de que não se poderia pensar a sociedade sem sua divisão entre dominantes e dominados. Ao espantar-se com isso, ao recusar a evidência natural, o jovem La Boétie transcende toda a história conhecida para dizer: outra coisa é possível.
(Adaptado de: CLASTRES, Pierre. Arqueologia da Violência. São Paulo: CosacNaify, 2004, p. 147-8)
Acerca dos textos de Pierre Clastres e de Franco-Moraes, considere:
I. Se, em Clastres, o que motiva a hipótese contrária às provas materiais é o uso da lógica, em Franco-Moraes, são provas materiais que subsidiam a percepção de diferenças em concepções de mundo.
II. Em Clastres, a lógica de La Boétie se contrapõe ao seguinte raciocínio indutivo: há dominantes e dominados em todas as sociedades observadas, logo, a hierarquia é imanente à sociedade.
III. Em Franco-Moraes, o fato de os indígenas terem permanecido na floresta como extrativistas e coletores corrobora o argumento de que a consideram como um ambiente cultural.
Está correto o que se afirma em
I e II,apenas.
I, apenas.
III, apenas.
II e III, apenas.
I, II e III.
Leia o texto a seguir.
“O que encontrei lá dentro, porém, mudou tudo, deixando-me sem fôlego.”
Considere que esse enunciado, quando inserido em um texto narrativo contemporâneo, pode dialogar implicitamente com uma tradição literária que explora a descoberta súbita como elemento estruturante da narrativa, recorrente em contos de mistério, romances psicológicos e narrativas de formação. Tal construção remete a outros textos nos quais o clímax se organiza a partir da revelação de um objeto, de uma informação ou de um segredo capaz de reconfigurar a percepção do narrador sobre si mesmo e sobre o mundo. A partir dessas considerações, assinale a alternativa correta quanto ao fenômeno da intertextualidade e às relações que se estabelecem entre textos.
O trecho apresentado configura exclusivamente intertextualidade explícita, uma vez que pressupõe a citação direta de um texto-fonte reconhecível pelo leitor, condição indispensável para a existência de diálogo entre textos.
O enunciado exemplifica intertextualidade formal, pois reproduz estruturas sintáticas idênticas às de textos canônicos, caracterizando imitação estilística obrigatória e consciente do autor em relação a um modelo anterior.
A relação estabelecida no trecho corresponde à paráfrase intertextual, visto que há repetição de conteúdo temático específico de um texto anterior, ainda que com alteração superficial da forma linguística.
O fragmento mobiliza intertextualidade implícita de natureza temática e discursiva, ao acionar, sem menção direta, um repertório narrativo compartilhado culturalmente, no qual a revelação funciona como eixo estruturador do sentido, exigindo do leitor competência intertextual para reconhecer esse diálogo.
A construção de sentido da tirinha baseia-se em um processo de intertextualidade, pois:
reproduz integralmente o sentido original da fala, sem alteração de contexto.
faz referência à obra Hamlet, de William Shakespeare, reinterpretando-a de forma humorística em um contexto contemporâneo.
apresenta uma crítica direta à linguagem teatral clássica, em diálogo com o texto original, pois ele perde o sentido em contextos atuais.
elimina completamente o sentido do texto de Shakespeare, criando uma mensagem independente, característica comum da intertextualidade.
utiliza linguagem técnica para explicar um conceito filosófico.
Analise as asserções que seguem acerca dos elementos de textualidade.
I- Enquanto a coesão é considerada um critério cotextual, a situacionalidade é considerada um critério contextual.
II- A coesão é critério determinante para que um aglomerado de palavras seja considerado um texto.
III- A coesão não é critério necessário e nem suficiente para a textualidade, ou seja, a sua presença não garante a textualidade e a sua ausência não a impede.
IV- Os critérios de textualidade incluem a aceitabilidade, a metatextualidade e a intertextualidade.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
I, III e IV.
I e III.
II e IV.
I e II.
IV.
O Nascimento de Vênus
O quadro O Nascimento de Vênus, criado entre 1482 e 1485, é de autoria do pintor italiano Sandro Botticelli (1445-1510). A tela é um ícone incontornável do Renascimento.

A obra, cujas dimensões são 1,72 m x 2,78 m, está atualmente no Galleria degli Uffizi (Florença, Itália).
Disponível em: https://www.culturagenial.com/quadro-o-nascimento-de-venus-botticelli/. Acesso em: 05 fev. 2026.
Considere os excertos do romance Diva, de José de Alencar:
“surgiu mulher da espuma das ondas”
“lembrava o gracioso mito da beleza”
Essas expressões estabelecem um diálogo intertextual com O Nascimento de Vênus, de Sandro Botticelli, pintura que representa a deusa emergindo das águas. Considerando o funcionamento desse diálogo no texto literário e na obra pictórica, assinale a alternativa que melhor interpreta o efeito estético produzido.
A evocação do mito de Vênus opera como procedimento de idealização, convertendo a personagem em imagem simbólica de beleza atemporal, em consonância com o modelo clássico retomado tanto pelo Renascimento quanto pelo Romantismo.
A referência à pintura de Botticelli introduz uma tensão entre o ideal clássico de beleza e o contexto social burguês do romance, sugerindo um distanciamento crítico do narrador em relação à idealização feminina.
O diálogo interartes funciona como recurso descritivo autônomo, cuja função principal é enriquecer o repertório cultural do texto, sem interferir na construção simbólica da personagem.
A alusão mitológica desloca o foco da beleza ideal para a reação coletiva que ela provoca, aproximando a personagem mais da observação social do que do plano simbólico.
A retomada do mito clássico relativiza o valor da beleza feminina ao submetê-la à moral do pudor, o que dissolve o sentido idealizante da referência pictórica.
Ocorre intertextualidade quando um texto dialoga com outro, retomando ou transformando elementos dele para produzir novos sentidos.
Tendo por base essa explicação, compare as imagens a seguir. A primeira é a pintura “A Moça com Brinco de Pérola”, de Johannes Vermeer; a segunda é uma releitura contemporânea da obra.

Ao comparar as duas imagens, é correto afirmar que a relação intertextual estabelecida na segunda imagem ocorre por meio de
plágio, porque apropria-se integralmente da ideia alheia, apresentando-a como própria.
paráfrase, porque preserva o sentido original da obra, por meio de uma relação de fidelidade ao conteúdo.
paródia, pois mantém a forma reconhecível, mas transgride o sentido. É uma relação de ruptura intencional.
citação, por ser uma reprodução literal da obra original, assumindo explicitamente os aspectos da pintura, com identificação da fonte.
pastiche, pois imita o estilo da obra original, sem intenção crítica ou efeito de humor. O objetivo é homenagear ou recriar uma estética reconhecível.