Questões de Concurso sobre Intertextualidade

 
 
Disciplina
Assunto 1
Banca
Instituição
Cargo
Ano
Carreira
Área de formação
Escolaridade
Dificuldade
 
Comentários:
Professores
Alunos
Meus Comentários
Vídeo
 
Minhas questões:
Resolvidas
Não resolvidas
Certas
Erradas
 
Tipo de questão:
Certo e errado
Múltipla escolha
Incluir questões:
Anuladas
Desatualizadas
 
Questões:
Todas as questões
 
Filtro simplificado
 
Questões
Todas as questões
 
555 questões encontradas
Questões por página
20
Mais recentes
 

Considere o conceito de intertextualidade.

Segundo Bakhtin, a intertextualidade pode ser entendida como o princípio de que todo enunciado é dialógico e estabelece uma relação com outros discursos já existentes. Para ele, a linguagem é essencialmente interativa e nenhum texto é autônomo ou isolado, pois sempre carrega ecos, referências e diálogos com vozes passadas e contemporâneas. Assim, a intertextualidade não é apenas uma técnica literária, mas uma característica fundamental da comunicação humana, em que cada palavra está impregnada de outras palavras e significados anteriores.

Considerando o texto IV e correlacionando-o ao conceito descrito acima, assinale a opção em que NÃO ocorreu a intertextualidade.


A

Os versos “Quem briga com a natureza / Envenena a própria mesa” (l. 33 e 34) estabelecem intertextualidade com o dito popular: “Aqui se faz, aqui se paga”.


B

O verso “O que será o futuro que hoje se faz” (l. 13, 28, 37 e 39) estabelece intertextualidade com o samba-enredo O Amanhã, da União da Ilha do Governador, apresentado em 1978, nos versos: “O que será do amanhã / Responda quem puder”.


C

Os versos “Os campos risonhos um dia tiveram mais flores / E os bosques tiveram mais vida e até mais amores” (l. 31 e 32) estabelecem intertextualidade com o Hino Nacional Brasileiro em “Nossos bosques têm mais vida / Nossa vida no teu seio mais amores”.


D

Os versos “Não adianta soprar a fumaça do ar / As chaminés do progresso não podem parar” (l. 22 e 23) estabelecem intertextualidade com um trecho do Manifesto Antropofágico, de Oswaldo de Andrade (1928): “Só me interessa o que não é meu. Lei do homem. Lei do antropófago."

Para Bakhtin, linguista russo, a linguagem é, por natureza, dialógica. Dessa forma, a intertextualidade usada pela articulista Vivian Whiteman, ao dialogar com o trecho a seguir de Hamlet, de William Shakespeare, configura uma intertextualidade, especialmente, por


“Estar ou não estar, ser ou não ser, eis a questão: haverá mais nobreza de espírito em sofrer os lances e as lanças do infortúnio ou enfrentar um mar de distúrbios e, armando-se, dar-lhes fim?”


Hamlet, Ato 3, Cena 1.


A

citação.


B

paródia.


C

epígrafe.


D

pastiche.


E

bricolagem.

A imagem abaixo faz uma referência à pintura “A Última Ceia”, de Leonardo da Vinci. Assinalar a alternativa que descreve o recurso utilizado e que amplia o conhecimento de obras já existentes.


Imagem associada para resolução da questão


A

Sintaxe.


B

Antítese.


C

Metonímia.


D

Intertextualidade.

Observe os dois textos:


SER PAI [Eno Teodoro Wanke]

Ser pai, é desdobrar, libra por libra,

a bolsa, amanhecer com o fedelho

ao colo — ir trabalhar de olho vermelho,

mas agüentar a provação com fibra!


Ser pai (melhor diria o velho Coelho)

é ouvir a gritaria como vibra,

não ver quando o orçamento se equilibra,

pegar até mania de conselho...


Ser pai é dar palmadas em fundilhos,

depois se arrepender, mimar os filhos,

e ver que assim não adiantou palmada...


Ser pai é padecer dando um sorriso,

ser pai é ter a vida abagunçada,

ser pai é ter carência de juízo!


SER GENRO [Álvaro Armando]

Ser genro é arrebentar fibra por fibra

o Tesouro. Ser genro é ter o alheio

bolso do sogro como um farto seio

onde ouro, aos borbotões, palpita e vibra.


Ser genro é ser morcego que se libra

sobre o Estado dormindo. É ser anseio.

Construir quitandinhas sem receio,

pensando que a roleta se equilibra!


É bem do genro o bem que o sogro goza,

é a própria vida noutra retratada,

luz que lhe faz os dias cor-de-rosa.

Ser genro é andar gozando num sorriso.

Fazer por Niterói menos que nada,

ser genro é enriquecer num paraíso!...


Com base na relação entre os dois textos, observa-se o procedimento de:


A

Sobreposição.


B

Paragrafação.


C

Intertextualidade.


D

Substituição.


E

Associação.

Em qual dos trechos a seguir, extraídos do texto, é possível identificar o emprego de uma intertextualidade explícita?


A

“Uma pesquisa encomendada pela Câmara Brasileira do Livro (CBL) e divulgada no fim do ano passado apresentou um dado estarrecedor, mas que acabou sendo pouco discutido.” (1º parágrafo)


B

“Afinal, livros não são meros acervos de palavras: são janelas para outros mundos, portadores de experiências e ensinamentos acumulados ao longo dos séculos.” (3º parágrafo)


C

“Eles são um dos principais dispositivos que a humanidade dispõe de transmissão de conhecimento ao longo de gerações, e são ferramentas fundamentais para o aprendizado e a educação.” (3º parágrafo)


D

“Mudar o cenário de baixo interesse pelos livros e ampliar a base de consumidores e leitores no Brasil é possível, mas não será simples.” (4º parágrafo)


E

“Outras ações para o incentivo à leitura, como programas educacionais, campanhas de conscientização e parcerias entre governos, empresas e organizações da sociedade civil também podem desempenhar um papel vital nesse esforço conjunto e devem ser considerados.” (5º parágrafo)

Considerando o texto “Olhos d'água”, assinale a alternativa que melhor exemplifica a presença de intertextualidade, ou seja, a relação do texto com outras obras, culturas ou tradições.


A

A intertextualidade no texto é construída pela repetição de frases populares brasileiras, como “chorar como um rio” e “olhos de fogo”, que são usadas para construir a emoção da personagem, mas sem fazer referência a outras obras ou culturas específicas.


B

A intertextualidade no texto é estabelecida apenas por meio da referência a um texto religioso cristão, como as orações balbuciadas pela mãe em momentos de medo, que ligam a narrativa à tradição cristã brasileira.


C

O texto não apresenta intertextualidade, já que se trata de uma história pessoal e isolada, sem conexão com outras tradições ou obras literárias. O foco está exclusivamente na experiência da narradora e de sua mãe.


D

O texto faz referência à figura de Mamãe Oxum, uma divindade do candomblé, estabelecendo uma relação intertextual com a cultura afro-brasileira e suas mitologias, o que enriquece a compreensão dos sentimentos e das experiências da personagem, além de atribuir um significado simbólico às lágrimas da mãe.


E

O texto se baseia apenas em um único conto literário e não faz uso de qualquer intertextualidade. A história é construída de forma completamente independente, sem influências externas de outras obras ou culturas.

Com relação à intertextualidade, assinale a afirmação que caracteriza procedimentos e efeitos de reescritura.


A

Paródia retoma matriz para reforçar conteúdo original e sustenta reverência integral ao texto-fonte.


B

Paráfrase propõe reorganização formal com mudança completa de sentido e substituição de tópico global.


C

Colagem textual exige transcrição literal integral e suprime autoria ao compor mosaicos de citações.


D

Alusão ecoa traços reconhecíveis da matriz, convoca repertórios do leitor e articula sentidos por pistas discretas.


E

Pastiche impõe censura temática e converte estilo alheio em enredo documental, com preservação de contexto histórico único.

Analise o fragmento de texto a seguir, que simula uma postagem em rede social: "Vi o filme novo. Achei ok. O diretor tentou fazer um ‘cidadão kane’ moderno, mas faltou profundidade. A trilha sonora, pelo menos, é boa. Mas, assim, não gastem o ingresso."

Para que um aluno compreenda plenamente a coerência deste texto e a crítica nele embutida, é essencial que ele ative seu conhecimento de mundo para compreender o mecanismo de intertextualidade presente em:


A

"não gastem o ingresso", que funciona como coesão referencial ao retomar a ideia do filme ser "ok".


B

''mas faltou profundidade", que estabelece uma relação de oposição coesiva com o adjetivo "moderno".


C

"A trilha sonora, pelo menos, é boa", que atua como um mecanismo de coerência ao justificar a avaliação "ok".


D

"um ‘cidadão kane’ moderno", que funciona como uma alusão intertextual que estabelece um paradigma de "obra-prima cinematográfica" para, em seguida, desqualificar o filme atual por comparação.

Assinale a alternativa que apresenta um exemplo de intertextualidade por meio da paródia:


A

"Minha terra tem palmeiras onde canta o sabiá." (Gonçalves Dias)


B

"Meus olhos brasileiros sonham com as palmeiras de minha terra." (Casimiro de Abreu)


C

"Minha terra tem Corinthians onde o time joga mal." (Juca Kfouri)


D

"As palmeiras se debruçam sobre as águas da lagoa." (Machado de Assis)

Examine a tirinha Os Bichos, de Fred Wagner, abaixo:


Imagem associada para resolução da questão


Sobre a intertextualidade, assinale qual a classificação correta.


A

alusão


B

citação


C

epígrafe


D

pistache


E

paródia

Leia as sentenças abaixo:


1. A República, para mim, exige atenção!

2. Cada macaco no seu galho, mas meu galho é melhor do que o seu!

3. A voz do povo é a voz de Deus, mas Deus anda meio calado ultimamente.

4. Água mole em cabeça dura tanto bate até que, finalmente, esclarece.


Há intertextualidade em qual(ais) sentença(s):


A

Apenas em 2 e 3.


B

Apenas em 3 e 4.


C

Apenas em 1, 2 e 4.


D

Apenas em 2, 3 e 4.


E

Em 1, 2, 3 e 4.

A intertextualidade revela o “diálogo” entre textos. É comum haver esse fenômeno na música brasileira.


O caso abaixo é bastante emblemático na letra de Caetano Veloso, que conversa com vários elementos.


SAMPA


“Alguma coisa acontece no meu coração/ Que só quando cruzo a Ipiranga e Avenida São João/ É que quando eu cheguei por aqui eu nada entendi/ Da dura poesia concreta de tuas esquinas/ Da deselegância discreta de tuas meninas/ Ainda não havia para mim Rita Lee/ A tua mais completa tradução/ Alguma coisa acontece no meu coração/ Que só quando cruza a Ipiranga e Avenida São João/ Quando eu te encarei frente a frente e não vi o meu rosto/ Chamei de mau gosto o que vi, de mau gosto, mau gosto/ É que Narciso acha feio o que não é espelho (…)”


VELOSO, Caetano, 1978.


No trecho “É que Narciso acha feio o que não é espelho” há referência ao mito de Narciso, que retrata a história do belo rapaz que, ao abaixar-se para beber água do rio, apaixona-se pela própria imagem, enamora-se de si.


Ao fazer tal referência, Caetano empregou:


A

paródia.


B

alusão.


C

citação.


D

bricolagem.


E

epígrafe.

No cartum, a crítica ao aquecimento global é produzida a partir do recurso da intertextualidade com um programa televisivo. Essa intertextualidade é feita especificamente por meio da


A

citação.


B

alusão.


C

estilização.


D

hipertextualidade.

A intertextualidade e a interdisciplinaridade são conceitos que desempenham um papel crucial na compreensão de textos, pois envolvem a relação entre diferentes textos e disciplinas, enriquecendo a interpretação e ampliando o entendimento do conteúdo. A intertextualidade, por exemplo, se baseia na ideia de que um texto não existe isoladamente, mas faz referência a outros textos ou contextos.


Analise as assertivas abaixo e a seguir, assinale a alternativa CORRETA sobre intertextualidade e interdisciplinaridade nos textos.


I. A intertextualidade, ao estabelecer conexões entre diferentes textos, permite uma interpretação mais profunda, enriquecendo o significado de um texto ao integrá-lo a outros contextos culturais, históricos e literários.

II. A interdisciplinaridade se limita à incorporação de conceitos de outras disciplinas em um texto, sem influenciar a maneira como o conteúdo é interpretado ou o significado do texto em questão.

III. A intertextualidade pode ser observada tanto em textos literários quanto em textos técnicos e acadêmicos, com o objetivo de estabelecer diálogos entre diferentes formas de discurso e expandir a compreensão do leitor.

IV. A interdisciplinaridade não se aplica a textos acadêmicos ou científicos, uma vez que esses textos devem manter um foco exclusivo na disciplina em questão, sem considerar a aplicação de conhecimentos externos.


A

Estão corretas apenas as assertivas I e III.


B

Estão corretas apenas as assertivas I e II.


C

Estão corretas apenas as assertivas II e IV.


D

Estão corretas apenas as assertivas III e IV.


E

Estão corretas todas as assertivas.

Considerando as noções de intertextualidade e polifonia, assinale a alternativa correta:


A

A presença de dados acadêmicos e estatísticos compromete a polifonia, já que substitui o ponto de vista do autor por citações de autoridade.


B

A partir da intertextualidade, o autor mobiliza o discurso jurídico-constitucional como referência externa para reforçar seu argumento.


C

Não há intertextualidade, pois o texto é autossuficiente e não se apoia em nenhuma outra fonte ou referência externa.


D

A presença de dados estatísticos impede a ocorrência de polifonia, já que o texto assume uma única voz comprobatória.

Entre o personagem machadiano Bentinho e Otelo, de Shakespeare, há relação intertextual.


Machado de Assis constrói Bentinho como uma figura que remete ao Otelo de Shakespeare, aliás, relação assinalada no Texto 2. Ambos são consumidos pelo ciúme e pela dúvida sobre a fidelidade da mulher amada. Em Dom Casmurro, há, inclusive, uma cena em que Bentinho assiste à peça Otelo, o que reforça essa conexão.

No entanto, Machado não copia a estrutura da tragédia — ele reinterpreta o drama sob uma ótica psicológica e irônica. Por isso, essa relação é considerada uma .............................. , pois evoca Otelo para questionar e reformular o arquétipo do homem ciumento.


Assinale a alternativa que completa corretamente a lacuna do texto, conforme a intertextualidade.


A

alusão


B

citação


C

paráfrase


D

paródia


E

aversão

Leia os trechos abaixo:


Via-Láctea – Olavo Bilac


“Ora (direis) ouvir estrelas! Certo

Perdeste o senso!” E eu vos direi, no entanto,

Que, para ouvi-las, muita vez desperto

E abro as janelas, pálido de espanto…


Divina Comédia - Belchior


Estava mais angustiado que um goleiro

na hora do gol

Quando você entrou em mim como um

Sol no quintal

Aí um analista amigo meu disse que desse

jeito

Não vou ser feliz direito

Porque o amor é uma coisa mais profunda que um

encontro casual

Eu quero gozar no seu céu, pode ser no seu inferno

Viver a divina comédia humana onde nada é eterno

Ora direis, ouvir estrelas, certo perdeste o senso

Eu vos direi no entanto

Enquanto houver espaço, corpo, tempo e algum modo

de dizer não

Eu canto, ora direis


Imagem associada para resolução da questão


A intertextualidade assinala a conversa, o diálogo entre textos, no qual haverá um texto-fonte, que servirá como referência. A relação de intertextualidade ocorre de forma explícita ou implícita e não se restringe apenas a textos verbais, uma vez que pode acontecer em outras linguagens, como filmes, músicas, pinturas.


Assinale a alternativa correta sobre os trechos acima.


A

Há intertextualidade, mais precisamente alusão do músico em relação ao poema de Bilac.


B

O músico empregou o fenômeno da intertextualidade conhecido como pastiche.


C

Belchior emprega o que na intertextualidade se chama paródia do texto de referência.


D

Os textos guardam claramente o fenômeno da intertextualidade: o músico usa a citação do poema de Bilac.


E

Como o trecho empregado pelo músico sofre alterações do texto original, não há intertextualidade.

De acordo com a intertextualidade, analisar os textos abaixo (texto-fonte e intertexto) e assinalar a alternativa que corresponde à classificação do intertexto.


TEXTO-FONTE:

Minha terra tem palmeiras

Onde canta o sabiá;

As aves que aqui gorjeiam,

Não gorjeiam como lá.


Nosso céu tem mais estrelas,

Nossas várzeas têm mais flores,

Nossos bosques têm mais vida,

Nossa vida mais amores.


(“A Canção do Exílio”, de Gonçalves Dias)


INTERTEXTO:

Minha terra não tem palmeiras...

E em vez de um mero sabiá,

Cantam aves invisíveis

Nas palmeiras que não há.


Minha terra tem relógios,

Cada qual com sua hora

Nos mais diversos instantes...

Mas onde o instante de agora?


Mas onde a palavra "onde"?

Terra ingrata, ingrato filho,

Sob os céus da minha terra

Eu canto a Canção do Exílio!


(“Uma Canção”, de Mario Quintana)


A

Alusão.


B

Paráfrase.


C

Paródia.


D

Epígrafe.

   
Gerar simulado