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Quanto à intertextualidade nos versos de Belchior, assinale a alternativa correta.
São relações de efeito poético, as quais desconsideram os cruzamentos de significados existentes em texto de estrutura linguística híbrida.
Essas interconexões linguísticas são alheias à ideia central do texto. Portanto, é possível concluir que os estrangeirismos provocam simplesmente efeitos estéticos.
Os termos em línguas distintas, embora apresentem similaridade de sentido, provocam efeitos antonímicos, ou seja, o paralelismo é por diferença e não por semelhança.
Há uma composição de um quadro panorâmico nos versos de Belchior, já que “blackbird” (pássaro preto), “raven” (corvo) e “assum preto” são expressões provenientes da poesia de Poe.
Os termos em inglês se entrecruzam em seus significados à interpretação geral do texto. Como se pode ver, há uma relação sinonímica provocada por alternância de línguas: “blackbird” (pássaro preto), raven (corvo), assum preto.
Observe a composição do trecho da canção “O último xote do ano” apresentado abaixo.
“Moça pra mim cê é final de libertadores
Uma obra-prima um Auto da Compadecida
Foguetes pra Nossa Senhora Aparecida
García Márquez, Gaza, Gozo, Gasolina
Moça bonita eu te quero todavia”
(Fi Barreto. O último xote do ano. 2021.)
A intertextualidade é estabelecida, nesta canção, por meio do uso da figura de linguagem denominada:
Ironia.
Eufemismo.
Metáfora.
Metonímia.
Paradoxo.
A maioria dos textos mostra um tipo de introdução qualquer, como uma preparação de terreno para o que vai ser abordado.
Observe o seguinte texto:
“’Quem joga bola é menino, menina brinca com boneca’, ‘Mulher que pratica esportes se masculiniza!’. Durante séculos pensamentos desse tipo afastaram as mulheres dos esportes”.
No caso desse texto, a introdução apresenta o seguinte tipo:
alusão histórica.
interrogação.
citação.
definição.
divisão.
Em uma situação hipotética, ao corrigir um texto produzido por um estudante do 2º ano do Ensino Médio, o professor de Língua Portuguesa observa a seguinte citação: “Quando a educação não é libertadora, o sonho do oprimido é ser o opressor” (Paulo Freire), iniciando o referido texto. Em razão do exposto anteriormente, adequadamente e observando as competências e habilidades esperadas do estudante, o professor registrou em suas observações:
O plágio não poderá ser empregado em quaisquer textos, incorrendo em violação e apropriação de autoria de terceiros.
Além da citação, tal como foi feita no texto, existe a possibilidade de que seja elaborada uma paráfrase com base na citação de Paulo Freire, o que não representaria intertextualidade.
A citação poderá ser utilizada desde que seu autor seja citado, tal como foi feito; tal recurso caracteriza a ocorrência de intertextualidade, válida na observação do repertório cultural apresentado.
Não é aconselhável iniciar o texto com o emprego do recurso da intertextualidade já que o assunto principal ainda não foi apresentado, ou seja, é necessário que o referente anteceda o recurso da intertextualidade.
Preencha corretamente as lacunas do texto a seguir.
Ao se analisar a linguagem usada pelo autor, observa-se que o emprego de expressões como “de supetão” e “enche a cara” sinalizam a presença de um registro __________. A associação entre linguagem __________ atende à finalidade de permitir ao leitor preencher lacunas de interpretação, além de associar a imagem a determinado ambiente onde ocorre o enredo do livro. No segundo parágrafo, a alusão a "Estorvo", comparando Ah Q ao protagonista da obra de Chico Buarque, e a referência à infância, pela menção “à pureza das primeiras leituras”, “ao encantamento”, “à curiosidade” e “à imaginação”, entre outras, caracteriza um tipo de __________. Em relação aos articuladores textuais, no enunciado “Com isso, a submissão e suas autojustificativas ficam históricas. E talvez tenham alcance social porque a vila inteira as aceita e compartilha.”, o termo destacado retoma o __________ do período simples.
A sequência que preenche corretamente as lacunas do texto é
formal / verbal e arcaica / homonímia / predicativo
formal / verbal e não verbal / paronímia / sujeito
informal / verbal e não verbal / intertextualidade / sujeito
formal e informal / verbal e arcaica / intertextualidade / predicativo
informal / verbal e não verbal / intertextualidade / predicativo
Há diferentes exemplos de intertextualidade. Todas as frases abaixo mostram intertextualidade; a opção em que é exemplificada uma alusão, é:
Minha terra tinha palmeiras, mas já mataram todos os sabiás;
Já que todos devem trabalhar e meus netos vão ficar sozinhos, digam a todos eles que fico;
É o que dizia meu pai: “Problema que se resolve com dinheiro, não é problema”;
O lema da campanha já era conhecido: “Senta a pua!”;
A nova cozinheira fazia pratos horríveis, mas dizia como o famoso chefe francês “Marravilha!”.
Segundo Sarmento (2013, p. 238) “A intertextualidade é o diálogo entre textos. Em outras palavras, é a criação de um novo texto a partir de outros já existentes”.
Texto I
“Suponho que o que vai pegar mesmo é o que já pegou, o corona”, diz Deonísio da Silva, escritor e professor.
Texto II

Estado de Minas, Juventude/Chantal, Caderno Cultura, 07 fev. 2022, p. 2. Adaptado.
Considerando-se os dois textos, é correto afirmar que neles a intertextualidade ocorre por meio da
interpretação do que foi dito com palavras próprias, mantendo seu sentido original.
coincidência de autoria, embora sejam textos distintos, publicados em suportes diferentes.
apropriação indevida do produto intelectual de dois autores sem lhes atribuir o devido crédito.
transcrição das palavras de outro autor, destacadas com aspas e com a identificação em cada um.
ideia comum desenvolvida em ambos relacionada a uma forma particular de ver e pensar o mundo.
Sobre a tirinha, é possível afirmar que:
há presença de intertextualidade ao considerar a complementação entre o texto não verbal e o texto verbal.
o garoto Armandinho entendeu de forma clara e coerente o uso das aspas.
na frase ‘há amigos e amigos’ a conjunção imprime o sentido de conclusão.
a palavra “Afinal” pode ser substituída pelo termo “inclusive,” sem alterar o sentido do texto.
pode ser tanto uma tirinha quanto uma caricatura, pois apresenta linguagem bem-humorada em vários quadros com introdução, desenvolvimento e conclusão.

Obra: Amnésia, 2015
Autor: Flávio Cerqueira
Tinta látex sobre bronze
A questão abordada na obra acima encontra correlações com a seguinte frase do texto de Jorge Senna:
Um dos pontos centrais de nossa conversa é pensar as relações de poder, a concepção de Estado e o desenvolvimento de políticas públicas de promoção da igualdade racial, dar respostas a setores da população carentes dessas políticas.
Geralmente, como militantes e movimentos, pensamos em formular diversas políticas com recorte racial, mas, como gestores, esquecemos de propor mudanças nas formações dos profissionais.
Ao longo da história, nossa identidade foi sendo desconstruída e, por mais que antropologicamente se diga que a origem do mundo foi em território africano, mesmo assim, muitos legados foram historicamente negados no reconhecimento de nossa ancestralidade.
Com esse entendimento, queremos mostrar como a ausência dessas políticas públicas reparadoras e de promoção da igualdade racial contribui para um processo de embranquecimento – entendendo que muitos símbolos são estruturados em uma ideologia que tem afetado a população negra – e, baseado nesse diagnóstico, desconstruir estereótipos e arquétipos negativos, mudando essa estrutura racista que tem atingido, psicologicamente, um processo de coisificação e embranquecimento de nossos corpos.
Assim, na historicidade, devemos buscar analisar realidades que não podem ser contestadas, porque fatos históricos são incontestáveis.
A citação de trecho do Manifesto Antropófago, de Oswald de Andrade, ilustra o emprego da intertextualidade a serviço da progressão textual e da coerência entre as ideias apresentadas a respeito dos “‘rapazes modernistas’” (linhas 20 e 21).
Certo
Errado
Leia a charge.

(Chargista Lute. Em: www.hojeemdia.com.br. 13.11.2021)
Analisando as informações da charge e comparando-as com a do texto Mais inflação, juros e dúvidas, é correto afirmar que há
diálogo entre ambos, uma vez que mostram a limitação econômica devido às altas taxas de desemprego na indústria.
aproximação entre a argumentação estabelecida em ambos, no que diz respeito às limitações dos gastos familiares.
uma relação de oposição de informações, pois na charge a situação da família é preocupante, ao contrário do texto.
um argumento comum entre ambos, referente à possibilidade da recuperação da economia mesmo com altos juros.
pouca relação de sentido entre ambos, uma vez que a charge não explicita a que tempos atuais está se referindo.
Observe as imagens abaixo.
Figura 1: Capa do livro “O pequeno príncipe”, de Antoine de Saint-Exupéry (1943).

"O Pequeno Príncipe", de Saint-Exupéry, completa 70 anos. Terra, 6 de abril de 2013.
Disponível em: https://www.terra.com.br/noticias/educacao/opequeno-principe-de-saint-exupery-completa-70- anos,a8a2b99cecbdd310VgnVCM5000009ccceb0aRCRD.html. Acesso em: 18 dez. 2021.
Figura 2: Tirinha “O pequeno vergonhoso” (tradução livre) (2021).

ITURRUSGARAI, Adão. A vida como ela yeah. Folha Cartum, 24 de novembro de 2021. Disponível em: http://f.i.uol.com.br/folha/cartum/images/2132714.jpeg. Acesso em: 18 dez. 2021.
Analisando-se os dois textos apresentados, percebe-se que o segundo traz elementos do primeiro. A esse fenômeno textual dá-se o nome de:
tipologia textual.
pressuposição.
gênero textual.
intertextualidade.
Subentendido.
Para Beaugrande e Dressler (1981), o texto é uma unidade de significação baseada em sete fatores de textualidade: informatividade, intencionalidade, aceitabilidade, situacionalidade, intertextualidade, coesão e coerência. Ainda, de acordo com os autores, cada um desses fatores está relacionado a um componente da situação comunicacional. Assinale, a seguir, a alternativa em que essa relação está equivocada.
Informatividade / tema.
Aceitabilidade / recebedor.
Situacionalidade / tipo textual.
Intertextualidade / outros textos.
Observe o trecho do texto:
“Mas vovó entendia que a gente não quer só comida, a gente quer comida, diversão e arte, a gente não quer só comida, a gente quer a vida como a vida quer.”
Esse período pode ser lido como uma alusão ao trecho da música "Comida” interpretada pela Banda Titãs.
Tal procedimento constitui o que se chama de:
coesão textual.
coerência textual.
intertextualidade.
extratextualidade.
enunciação.
O uso de máscaras pelas ovelhas constitui elemento não verbal que, aliado ao termo “pandemia”, aponta para um dos elementos da textualidade. Assinale-o.
intertextualidade
informatividade
intencionalidade
situacionalidade
aceitabilidade
É correto afirmar que
o texto de Jairo de Oliveira trata de modo irônico um tema bíblico, utilizando o “Pai Nosso” para expressar os sentimentos do eu poético sobre os livros.
“Livro” é um poema inspirado no “Pai nosso”, texto que, mesmo de gênero diverso, mantém com o segundo uma relação de intertextualidade.
“Livro” é um poema que lembra o “Pai nosso”, mas são textos diversos, que estabelecem entre si relações de intertextualidade e de multimodalidades.
o texto de Jairo Oliveira, que pertence ao gênero poema, mantém com o “Pai nosso”, que é uma prece, uma relação intertextual, respeitosa, mas de ironia.
“Pai nosso” é um texto em prosa, oriundo de um contexto religioso, existindo entre ele e “Livro”, que pertence ao gênero poético, relações multimodais.
O texto II apresenta o seguinte excerto: “Mas e a intolerância invisível? Ela se esconde em casos cotidianos, e, muitas vezes, nem nos damos conta de nosso comportamento ou comentário preconceituoso.” O que corrobora com essa afirmação, na intertextualidade apontada, é a seguinte afirmação:
Negros continuam recebendo salários menores do que os dos brancos.
E em um ranking com 83 países, o Brasil aparece em quinto lugar no número de homicídios de mulheres.
Os pais que não querem que seu filho brinque com uma criança adotada por homossexuais.
(...) em um Estado que pune os mais pobres, implícita em discursos de líderes religiosos, explícita em projetos de lei que querem abolir a discussão de gênero na educação (...)
Na atividade em sala de aula, o processamento textual permite abordar com os estudantes a intertextualidade
implícita no relato das tragédias e arbitrariedades que dizimaram as bibliotecas antigas.
explícita no diálogo do texto com outros, no caso, com a Ilíada e com a obra de Irene Vallejo.
implícita na divulgação da obra da historiadora espanhola como referência de veracidade dos fatos históricos.
explicita nas entrelinhas, tendo em vista que se omitem referências bibliográficas contemporâneas.
implícita na comparação dos livros de papel com os digitais, cuja produção é sensivelmente mais acelerada.
Leia os textos abaixo:
Texto 1
Canção do Exílio
Minha terra tem palmeiras
Onde canta o sabiá,
As aves que aqui gorgeiam
Não gorgeiam como lá.
Gonçalves Dias
Texto 2
Canto de Regresso à Pátria
Minha terra tem palmares
Onde gorjeia o mar
Os passarinhos daqui
Não cantam como os de lá.
Oswald de Andrade
Texto 3
Europa, França e Bahia
Meus olhos brasileiros se fecham saudosos
Minha boca procura a “Canção do Exílio”.
Como era mesmo a “Canção do Exílio”?
Ai terra que tem palmeiras
Onde canta o sabiá!
Carlos Drummond de Andrade
Analise as afirmativas abaixo sobre os textos apresentados.
1. Os três textos marcam a intertextualidade, em que o texto 2 faz uma paródia do texto 1.
2. O texto 2 e 3 possuem trechos de paráfrase do texto 1.
3. Não há relação entre os três textos, porque tratam de temáticas diferentes.
4. O texto 3 está parodiando o texto 1.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
É correta apenas a afirmativa 1.
É correta apenas a afirmativa 2.
É correta apenas a afirmativa 3.
É correta apenas a afirmativa 4.
São corretas apenas as afirmativas 1 e 4.

A imagem acima é uma propaganda do Leite Condensado Moça da Nestlé, e faz uma alusão à música "Mania de Você" da cantora Rita Lee.
Esse diálogo é chamado de:
Denotação.
Polifonia.
Intertextualidade.
Polissemia.