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O poema de Chico Buarque é uma releitura do clássico conto Chapeuzinho Vermelho. A esse recurso de escrita dá-se o nome de:
Reescritura.
Intertextualidade.
Referência.
Homenagem.
Sátira.
Inúmeros são os exemplos de textos que se valem de fatos, personagens, citações de outros textos para a composição de novos enredos. Machado de Assis, por exemplo, escreveu o romance “Esaú e Jacó”, o qual conta a história de Pedro e Paulo. Ou seja, o título de seu texto é uma referência aos personagens bíblicos e não propriamente aos personagens de sua obra. Identifique como denominamos este recurso tão empregado por nossos escritores.
Semântica textual.
Dialogismo.
Intertextualidade.
Interdiscursividade.
Figura de linguagem.
Da leitura do Texto 01, observe o seguinte trecho: "quando você ultrapassa o limite permitido, as consequências são irreversíveis". Levando-se em conta o contexto em que se insere, pode-se concluir, dessa mensagem, que:
Ao usar o termo "você", fica evidente o grau de intimidade entre o publicitário e o seu público, conseguindo, assim, um melhor impacto na conscientização.
"ultrapassar limites permitidos" faz associação explícita ao comportamento dos jovens brasileiros, em razão da intensidade com que enfrentam a vida contemporânea.
Ao se dirigir ao público alvo, com o uso do termo "você", a peça publicitária usa do medo para provocar uma mudança de postura nas atitudes de quem lê tal anúncio.
Ao usar o termo "limite permitido", há uma referência implícita aos limites legais que o condutor de veículos deve seguir, agindo, assim, com prudência e responsabilidade.
"consequências irreversíveis" fazem relação explícita à conduta positiva daqueles que ingerem bebidas alcoólicas.
“O mais importante não é o número de ideias agrupadas em sua mente, mas o vínculo que as une.”
Considerando essa afirmação em relação à estruturação do texto, o vínculo mencionado se refere a:
coesão e coerência;
coerência e informatividade;
informatividade e intertextualidade;
intertextualidade e correção;
correção e coesão.
Sobre as estratégias de intertextualidade para a citação da fala de terceiros, é CORRETO afirmar sobre o texto jornalístico que:
O primeiro parágrafo apresenta a polifonia por meio de discurso indireto, trazendo a fala de Eduardo Fregonesi parafraseada e sem uso de aspas.
O terceiro parágrafo apresenta polifonia por meio do discurso direto livre, uma vez que há intercalação das citações diretas das falas de Eduardo com a fala do jornalista que está narrando a matéria jornalística.
O título apresenta um enunciador indefinido devido ao uso das aspas que denotam citação direta, embora não haja referência ao seu autor.
O segundo parágrafo não apresenta polifonia porque suspende a citação indireta da fala de Eduardo Fregonesi para referir-se a dados estatísticos.
Em relação ao internetês, de acordo com o Texto 1, pode-se afirmar que:
ele foi criado devido ao surgimento da internet.
ele é usado exclusivamente em seu habitat natural.
a sua ocorrência em concursos públicos é abundante.
é fácil para o cérebro alternar entre o internetês e o português culto.
o adolescente tem facilidade para abrir mão do internetês quando necessário.
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto a seguir para responder às questões que a ele se referem.
Texto 2

Disponível em: https://bichinhosdejardim.com/. Acesso em: 20 out. 2021.
Sobre a construção do Texto 2, é CORRETO afirmar que se verifica o uso de
registro formal e registro informal.
função apelativa e função emotiva.
linguagem verbal e linguagem não verbal.
frase nominal e frase verbal.
intertextualidade.
Na tradição literária de Língua Portuguesa, a obra de Fernando Pessoa destaca-se pelo conceito de heteronímia. A esse respeito, é correto afirmar que:
I- O que se impõe também como fato inegável, é a importância que Fernando Pessoa atribuiu ao mito, ou à consciência mítica para o poeta. E isso, não só porque tal "consciência" aparece, desde cedo, em seus escritos (o projeto de "Mensagem" em já se encontra registrado em suas anotações, desde os anos 10), mas principalmente pelo cunho de perenidade que tentou imprimir a cada produção heterônima, com a matéria poética em grau maior, com que as construiu passo a passo. Perenidade de mito, que o poeta tentou, de certa maneira, neutralizar diante do leitor, pela invenção das biografias, com que pretendeu fixar, no cotidiano, algo que ele sabia pertencente ao intemporal.
II- Pessoa criou "autores" que ele próprio não poderia sê-lo, atribuindo-lhes de características físicas, psicológicas, políticas, religiosas. Dotoulhe de características detalhadas em seus pormenores, como data e local de nascimento. Assim, Fernando Pessoa, ao transformar-se no outro, ao "outrar- se", dá ao seu mundo a possibilidade de convivência com "colegas" que demonstram estados de consciência distintos dos seus e, por vezes, infinitamente diferentes. O "eu" de Pessoa assume outra personalidade, inventa uma nova individualidade, como forma essencial de construção de sua vida, de seu mundo.
III- Na arte moderna, a poesia está liberta de qualquer finalidade utilitária. O poema possui seu valor em si mesmo, em sua perfeição formal e temática, e não no seu assunto. Não há vínculos com as questões sociais da época. Os poetas modernistas mantêm sua poesia à parte do contexto ao qual estão inseridos. Em vista disso, teremos diversas poesias em que se descreve um determinado objeto ou uma determinada cena. Vemos, no final do século XIX, o decréscimo da influência das doutrinas racionalistas, até então vigentes. O progresso industrial segue a todo vapor comandado pela alta burguesia, que aumenta cada vez mais o seu poder econômico e sua influência política.
I e III estão corretas.
II e III estão corretas.
I e II estão corretas.
I, II e III estão corretas.
Analise a charge e o texto a seguir e responda as questões:
Texto 1

Texto 2
Alegoria da Caverna
Por Lucas Martins
A Alegoria da Caverna é o texto mais conhecido de Platão, que levanta muitas questões sobre a realidade, conhecimento, etc. Na história, dois homens prisioneiros estão acorrentados numa caverna, virados de costas para a abertura, por onde entra a luz solar. Eles sempre viveram ali, nesta posição. Conheciam os animais e as plantas somente pelas suas sombras projetadas nas paredes. Um dia, um dos homens consegue se soltar, e vai para fora da caverna. Fica encantado com a realidade, percebendo que foi iludido completamente pelos seus sentidos dentro da caverna. Agora ele estava diante das coisas em si, e não suas sombras. Diante do conhecimento. Retornou para a caverna, e contou para o companheiro o que havia visto. Este não acreditou, e preferiu continuar na caverna, vendo e acreditando que o mundo é feito de sombras. Para Platão, as coisas que nos chegam através dos sentidos (tato, visão, audição, etc), são apenas as sombras das ideias. Quem estiver preso ao conhecimento das coisas sensíveis apenas não poderá alcançar o mundo das ideias, ficando como o prisioneiro.
Disponível em <http://www.infoescola.com/filosofia/alegoria-da-caverna/>
Com base nos textos acima, julgue os itens:
I. O personagem do quadrinho faz referência ao Mito de Platão, por considerar que as novas tecnologias libertam as ideias humanas.
II. A alusão ao mito pelo personagem da charge quer levar o leitor a concluir que os celulares representam as sombras da caverna que limitam as ideias do homem moderno.
III. A charge aduz a importância de acompanharmos as modernas tecnologias para termos acesso aos conhecimentos.
Apenas um item está correto.
Apenas dois itens estão corretos.
Todos os itens estão corretos.
Todos os itens estão errados.
Apenas um item está incorreto.
Ao citar versos do poema “Linha Reta”, do escritor Fernando Pessoa, a autora faz uso do recurso argumentativo denominado
intertextualidade.
neologismo.
ambiguidade.
ironia.
apóstrofe.
A menção à encíclica papal apresenta procedimento de construção denominado:
impessoalidade
intertextualidade
informalidade
ambiguidade
Observe o último parágrafo do texto:
"É certo que a primavera chega. É certo que a vida não se esquece, e a terra maternalmente se enfeita para as festas da sua perpetuação."
(Trecho extraído do livro "Cecília Meireles - Obra em Prosa - Volume 1", Editora Nova Fronteira - Rio de Janeiro, 1998, pág. 366.)
Esse último parágrafo pode ser lido como uma alusão ao trecho do texto extraído do livro "Cecília Meireles - Obra em Prosa".
Tal procedimento constitui o que se chama de:
Extratextualidade.
Intertextualidade.
Coesão Textual.
Coerência Textual.
Notas sobre ela. Ela não queria galãs ou amores do cinema, só queria um amor tão certo quanto o café que ela bebia todos os dias ao acordar. zack magiezi |
Disponível em: <https://lopesca.blogspot.com/2017/05/zack-magiezi-ela.html> Acesso em: 24 jan. 2021.
O poeta Zack Magiezi tornou-se popular nas redes sociais por publicar microcontos como o do exemplo acima. Observando atentamente a narrativa, percebemos que sua construção baseia-se no uso de intertextualidade. Como está marcada essa intertextualidade no texto?
A referência ao café sugere um desgaste do cotidiano amoroso da personagem.
A expressão “ela não queria” apresenta um pressuposto sobre o desejo esperado por uma mulher.
O desejo da personagem restringe-se a amores impossíveis.
O conto ratifica o imaginário esperado sobre as mulheres em relação ao amor.
Intertextualidade é definida como a relação entre um texto que é cita outro texto preexistente, um fenômeno despertado no diálogo de um texto com um ou mais textos verbais, não-verbais ou mistos. Sobre a relação dialógica entre os textos 4 e 5, podemos afirmar que o trecho do texto 5 que melhor evidencia o intertexto com o texto 4 é:
“A saída para muitos brasileiros tem sido os grãos de segunda linha, como arroz fragmentado e feijão bandinha [...].”
“Dezenove milhões de brasileiros acordam atualmente sem saber se vão conseguir alguma refeição para o dia.”
“O açougue, que distribui os ossos há dez anos [...].”
“Em Cuiabá, uma cena chama atenção: a distribuição de pedaços de ossos com retalhos de carne tem formado filas.”
“A crise provocada pela pandemia só fez a fila crescer.”
O Texto 4 consiste em post feito pela contista esperancense Vanuza Duarte, em seu perfil na rede social Instagram. O Texto 5, por sua vez, traz uma notícia do site G1 sobre a situação da fome no Brasil. Sua leitura é necessária para responder as questões de 11 a 15:
TEXTO 4:

Disponível em >. Acesso em 18 de outubro de 2021.
TEXTO 5:
Fila para conseguir doação de ossos é flagrante da luta de famílias brasileiras contra a fome
Dezenove milhões de brasileiros acordam atualmente sem saber se vão conseguir alguma refeição para o dia. Dois anos atrás, eram 10 milhões.
Dezenove milhões de brasileiros acordam atualmente sem saber se vão conseguir alguma refeição para o dia. Dois anos atrás, eram 10 milhões. [...]
Em Cuiabá, uma cena chama atenção: a distribuição de pedaços de ossos com retalhos de carne tem formado filas. O açougue, que distribui os ossos há dez anos, diz que isso acontecia antes apenas uma vez por semana e, agora, são três. A crise provocada pela pandemia só fez a fila crescer.
Desde o início da pandemia, o arroz ficou 56% mais caro e o preço do feijão preto aumentou 71%. A saída para muitos brasileiros tem sido os grãos de segunda linha, como arroz fragmentado e feijão bandinha, que vem quebrados e com mais impureza.
A auxiliar de serviços gerais Catia Barbosa Gomes, que está desempregada e conta apenas com R$ 260 do Bolsa Família para alimentar os três filhos, é uma delas. "O feijão bandinha deve estar uns três ou quatro reais. O outro tá oito reais", conta.
Disponível em . Acessado em 18 de outubro de 2021.
Após a leitura, podemos afirmar que os textos 4 e 5:
possuem a mesma estrutura narrativa e têm uma mesma função social.
dialogam entre si, pois refletem acerca dos efeitos da pobreza e da fome no Brasil.
se contrapõem ao mostrarem posições distintas sobre uma mesma temática.
tratam de temas distintos, porém se utilizando dos mesmos recursos discursivos.
apresentam uma visão análoga sobre a fome, porém discordam sobre os seus efeitos.
Assinale a frase publicitária a seguir que se estrutura a partir de outra frase muito conhecida.
Ruim por ruim, vote em mim.
Esse é o mais seco dos gins – pergunte a qualquer Martini.
Aceite o desafio de voar conosco.
Errar é humano, vender abaixo do custo é divino.
Se não vende, não é criativo.
A frase a seguir que foi estruturada a partir de outra bastante conhecida (intertextualidade) é:
“A pressa é inimiga da refeição.”
“Quem não fez nada, não sabe nada.”
“A pressa gera o erro em todas as coisas.”
“Em toda iniciativa pensa bem aonde queres chegar.”
“Sem entusiasmo nunca se realizou nada de grandioso.”
Analise a imagem a seguir e assinale a alternativa que corresponde ao aspecto abordado no texto e ilustrado por ela.

Fonte: https://blog.convenia.com.br/cultura-empresarial/
Existência de culturas paralelas dentro da empresa.
Descentralização de poder.
Existência de cultura única dentro da empresa.
Colaboradores confortáveis ao receberem feedback de suas ações.
Resultado da existência de diversidade dentro do ambiente da empresa.
"Intertextualidade" refere-se à presença de elementos formais ou semânticos de textos, já produzidos, em uma nova produção textual. Refere-se, portanto, aos textos que apresentam, integral ou parcialmente, partes semelhantes ou idênticas de outros textos produzidos anteriormente.
(Platão & Fiorin. Para entender o texto. Leitura e Redação. Ática. P.20.)
Analise o texto "Canção do Exílio" autoria de Murilo Mendes:
"Minha terra tem macieiras da Califórnia onde cantam gaturamos de Veneza".
Os poetas da minha terra são pretos que vivem em torres de ametista, os sargentos do exército são monistas, cubistas, os filósofos são polacos vendendo a prestações.
A gente não pode dormir com os oradores e os pernilongos.
Os sururus em família têm por testemunha a Gioconda.
Eu morro sufocado em terra estrangeira.
Nossas flores são mais bonitas nossas frutas mais gostosas mas custam cem mil réis a dúzia.
Ai quem me dera chupar uma carambola de verdade e ouvir um sabiá com certidão de idade!
(https://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidiano/48715-minha-terra-tem-macieiras-da-california.shtml)
Os dois primeiros versos do texto "Canção do Exílio" de Murilo Mendes exemplificam uma intertextualidade com a "Canção do Exílio" escrita por Gonçalves Dias.
Marque a alternativa que comprova esta afirmação:
"Minha Dinda tem cascatas onde canta o curió não permita Deus que eu tenha de voltar pra Maceió".
"Minha Dinda tem coqueiros da Ilha de Marajó, as aves, aqui, gorjeiam não fazem cocoricó"."Um sabiá na palmeira, longe. Estas aves cantam um outro canto".
"Do que a terra mais garrida teus risonhos, lindos campos têm mais flores, nossos bosques têm mais vida, nossa vida no teu seio, mais amores".
"Um sabiá na palmeira, longe. Estas aves cantam um outro canto".
"Minha terra tem palmeiras, onde canta o Sabiá, as aves, que aqui gorjeiam, não gorjeiam como lá".
A frase abaixo que NÃO se refere a uma outra frase bastante conhecida (intertextualidade) é:
“A justiça tarda, mas não chega”;
“Depois da impunidade vem a bonança”;
“Assim tropeça a humanidade”;
“Não existe o herói sem a plateia”;
“Saio da História para cair na vida”.