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No segundo parágrafo, a delimitação do sentido de “língua oficial” ocorre pelo emprego de um mecanismo linguístico descrito como:
A Carta do leitor é um gênero textual que circula no contexto jornalístico, nas revistas e nos jornais principalmente. Aparece em seção fixa, denominada comumente de Cartas, Cartas à redação, Carta do leitor, Painel do leitor, entre outras, reservada à correspondência dos leitores.
A esse respeito, leia o texto seguinte.
CENTRÃO
Os tempos já tomaram outros rumos. É pena que o novo governo ainda precise depender de negociações com "camaleões da velha política", que só respiram emendas orçamentárias a seu favor, sem pensar na população que os elegeu. Rodrigo Maia, que sabe negociar com essa gente melhor que os novatos, tem uma oportunidade ímpar de inflar sua biografia política ao apoiar a reforma da Previdência sem muitos remendos (O centro do Centrão, 5 de junho). Infelizmente, será preciso liberar algumas "verbinhas" para obter os votos que economizarão 1,2 trilhão de reais em dez anos. Dar os anéis em lugar dos dedos.
Júlio César Drummond
Belo Horizonte-MG
Veja 2.638, ano 52/nº 24, "Leitor", 12 jun. 2019, p.18.
Considere o gênero textual Carta do leitor, a intertextualidade e o dialogismo e avalie o que se afirma a esse respeito.
I. A última frase do texto alude a uma expressão chula, cujo enunciado é uma resposta a um já dito em forma de paródia.
II. As aspas em "camaleões da velha política" e em "verbinhas" funcionam como um comentário crítico implícito; por meio desse recurso tipográfico, o locutor se coloca como juiz das palavras.
III. Embora publicada numa seção específica, essa carta, pela estrutura apresentada, preserva todos os elementos característicos de qualquer tipo de carta.
IV. O texto, além do caráter apreciativo, revelado no seu funcionamento dialógico, é construído com a representação de outros discursos, configurando uma estratégia ideológica.
V. “Centrão” configura-se como uma carta produzida em coautoria: o leitor, de quem partiu o texto, e o jornalista, criador do texto-fonte no qual o autor da carta se baseou para fazer seu comentário.
Está correto apenas o que se afirma em
I e II.
I, III e IV.
II, IV e V.
III, IV e V.
No excerto acima, a sentença linguística “Moisés, que também contou a sua morte, não a pôs no intróito, mas no cabo: diferença radical entre este livro e o Pentateuco.” (linhas 4 e 5) é reproduzida pelo narrador por meio do seguinte mecanismo:
performance
polissemia
intertextualidade
estruturação sintática
paralinguagem
Os textos in box (à margem direita) relacionam-se com o texto principal por
No trecho, “‘Quem não se comunica, se trumbica’”, o autor faz uso de um recurso intertextual conhecido como
alusão.
pastiche.
paráfrase.
paródia.
citação.
"Os elementos da textualidade representam as conexões e articulações que tornam um texto um todo compreensível e encadeado, e não um conjunto de frases sem sentido." (SARMENTO, 2013, p.66).
Com base no conceito apresentado, é correto afirmar que, no primeiro parágrafo, identifica-se um elemento da textualidade responsável pela relação e o diálogo entre textos denominado
É correto afirmar que, com a menção às Musas, o poema
adota uma perspectiva crítica, pois emprega a referência para negar a originalidade dos poetas tradicionais.
traduz um sentimento saudosista, anunciando o desejo do eu lírico de voltar à época em que a poesia era valorizada.
revela um tom melancólico, na medida em que as musas são figuras míticas associadas ao fracasso.
dialoga com textos da tradição literária, em que as musas eram fonte de inspiração para os poetas.
assume um viés cômico, ridicularizando a representação das musas em composições poéticas antigas.
São vários os interdiscursos que “dialogam” no artigo de opinião de Frei Betto, como fonte de evidências para sua argumentação. Abaixo se apontaram alguns deles, com uma exemplificação. Assinale a opção em que NÃO haja correspondência entre a nomeação e a exemplificação:
Econômico: “Bilhões de dólares são eletronicamente transferidos de um país a outro no jogo da especulação, derivativo de ricos”.
Político: “... e causa-nos profunda decepção saber que, neste país, a impunidade é mais forte que a lei”.
Religioso: “Resta-nos captar fragmentos do real (e aceitar que o saber é uma construção coletiva). Nosso processo de conhecimento se caracteriza pela indeterminação, descontinuidade e pluralismo.”
Tecnológico: “Graças às redes de computadores, um rapaz de São Paulo pode namorar uma chinesa de Beijing sem que nenhum dos dois saia de casa”.
As ações sociais e políticas do homem, sugeridas nos Textos 1 e 2 e evidenciadas nos Textos 3 e 4, na contemporaneidade, resumem-se
aos relacionamentos amorosos e afetivos entre duas pessoas.
à atuação nos meios educacionais e na vivência sociocultural.
ao comportamento de consumidor e à participação eleitoral.
à intervenção nas decisões e à atuação nas redes sociais.
Dentro das concepções de leitura, texto e discurso, encontramos a intertextualidade, que é um diálogo entre os textos. A intertextualidade é dividida em sentido amplo e em sentido restrito. Assinale a alternativa CORRETA a respeito dos tipos de intertextualidade em sentido restrito:
A intertextualidade de conteúdo é encontrada em textos de uma mesma área de conhecimento.
A intertextualidade de forma/conteúdo é quando o autor do texto segue a mesma forma e conteúdo de outro texto, de tal forma que pode ser considerado plágio.
A intertextualidade explícita é quando não há citação expressa na fonte. Já na implícita, a citação é expressa.
O intertexto próprio é a intertextualidade em que o próprio autor cita enunciadores indeterminados.
A imagem que melhor representa o tema discutido no poema “O bicho” é:





Assinale a opção CORRETA.
No stricto sensu, a intertextualidade ocorre quando, em um texto, está inserido outro texto (intertexto) anteriormente produzido, que faz parte da memória ocial de uma coletividade ou da memória discursiva dos interlocutores.
No caso da intertextualidade em textos literários, o repertório do leitor não é acionado para o confronto entre as histórias que se cruzam e seus elementos, como cenários e personagens.
A intertextualidade não se dá nas pequenas intervenções do dia-a-dia, em conversas ou situações informais, títulos de obras de meios de comunicação diversos.
A intertextualidade implícita é quando, no próprio texto, é feita a menção à fonte do intertexto, exemplos: citações, referências, menções, resumos, resenhas etraduções, na argumentação por recurso à autoridade, bem como em se tratando de situações de interação face-a-face, nas retomadas do texto do parceiro, para encadear sobre ele ou contraditá-lo
A intertextualidade explícita é quando se introduz no texto um intertexto alheio, sem qualquer menção da fonte, com o objetivo quer de seguir-lhe a orientação argumentativa, quer de colocá-lo em questão para ridicularizá-lo ou argumentar em sentido contrário.
Para construir a sua argumentação, o autor, entre outros recursos, utiliza tipos de intertextualidade. Pode-se afirmar que, entre esses tipos, NÃO se observa a
paráfrase.
citação direta.
referência.
epígrafe.
O texto abaixo que NÃO apresenta traços de intertextualidade é:
Ficou moderno o Brasil / Ficou moderno o milagre / A água já não vira vinho / Vira direto vinagre (Cacaso);
É bom não esquecer que a ordem de “Crescei e multiplicaivos” foi dada quando a população do mundo consistia de duas pessoas (W. Ralph Inge);
A geladeira aqui em casa é Brastemp, mas manda a honestidade reconhecer que também não é nenhuma Brastemp (João Ubaldo Ribeiro);
Tempo, no Brasil, não é dinheiro. É deságio (L. F. Veríssimo);
É tão vulgar trabalhar pelo dinheiro quanto trabalhar de olho na posteridade (Orson Welles).
Conforme Koch e Travaglia (1989, p. 20), “A sequência é percebida como texto quando aquele que a recebe é capaz de percebê-lo como uma unidade significativa global.” Entre os fatores importantes para a compreensão global de um texto, pode-se citar a intertextualidade, que consiste em recorrer a conhecimentos de outros textos para processar cognitivamente o texto com o qual se está trabalhando. Considerando a explicação acima, assinale o tipo de intertextualidade que se estabelece no Texto I.
Paráfrase.
Paródia.
Citação.
Alusão.
Discutindo uma mesma temática, há, como semelhanças entre os textos I (escrito por um teólogo) e II (escrito por um professor), os seguintes aspectos, EXCETO:
A constatação do adoecimento humano face às incertezas e inseguranças decorrentes de um cotidiano que tanto desagregou os vínculos sociais quanto afetou a identidade individual.
A crítica à pós-modernidade, vista como centrada num cientificismo desumanizador e num consumismo exacerbado.
O recurso à intertextualidade, por meio de citações explícitas ou a alusões, como forma de dar maior credibilidade à argumentação.
O recurso a um registro formal, beirando ao hermético, calcado no predomínio do uso denotativo da língua.