Questões de Concurso sobre Intertextualidade

 
 
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O texto apresenta-se em uma linguagem predominantemente informativa. Contudo, além de apresentar os fatos, há demonstração de análise subjetiva do autor no seguinte trecho em destaque:


A

“Obviamente, são os mais vulneráveis aos perigos da travessia.” (3º§)


B

“Nos últimos meses, tem se dedicado a registrar a onda de refugiados na Europa.” (1º§)


C

“Não são poucas as que morrem de hipotermia mesmo depois de pisar em terra firme, por falta de atendimento médico.” (2º§)


D

“Messinis diz que o mais chocante do seu trabalho é retratar, em território pacífico, pessoas que trazem no rosto o sofrimento da guerra.” (2º§)

Assinale a alternativa correta a respeito dos textos 1 e 2.


A

Ambos os textos apresentam como crítica principal a falta de informação dos pacientes que se automedicam. Isso se comprova, no texto 1, pelos discursos de Stuart Figueredo e Carlos Gadelha e, no texto 2, pela figura do senhor, cliente da farmácia.


B

Ambos os textos tratam da mesma temática, porém o texto 1 tem como finalidade maior dar informações a respeito da automedicação, enquanto o texto 2 busca apresentar uma crítica por meio do humor.


C

Enquanto o texto 1 aborda a automedicação de maneira parcial, apresentando opiniões e argumentos, o texto 2 mostra-se imparcial, sem maiores críticas sobre o tema, com a finalidade única de gerar humor.


D

O texto 2, ao contrário do texto 1, usa dados percentuais para falar da automedicação. Por isso, ele se caracteriza por ser mais científico e objetivo em sua análise.


E

Tanto o texto 1 quanto o texto 2 utilizam o humor para tecer suas críticas com relação à automedicação.

Considerando-se as funções da linguagem, ao se discorrer sobre o fazer do poeta, dentre os elementos adotados na construção do texto, empregou-se a


A

intertextualidade.


B

metalinguagem.


C

interdiscursividade.


D

informatividade.

Essa tirinha pode ser lida como uma alusão ao conto de fadas “Branca de Neve”. Esse procedimento constitui o que se denomina:


A

Intertextualidade.


B

Inferência.


C

Anáfora.


D

Metáfora.

A um possível diálogo explícito entre textos, influência de um texto sobre outro que o toma como modelo ou ponto de partida, e que gera a atualização do texto citado, denominamos:


A

Hipertextualidade.


B

Hipérbole.


C

Hipérbato.


D

Intertextualidade


E

Prosódia.

Leia o poema abaixo e responda à próxima questão.


ANATOMIA DO MONÓLOGO

ser ou não ser ?

er ou não er ?

r ou não r ?

ou não ?

onã?


(José Paulo Paes)


Em relação ao poema Anatomia do monólogo, de José Paulo Paes, podemos afirmar:


A

O poema apresenta um diálogo explícito com dois textos bastante conhecidos, a peça Hamlet, de Shakespeare, e a bíblia.


B

O poema de José Paulo Paes filia-se ao movimento da poesia simbolista.


C

O poema de José Paulo Paes é um soneto que representa muito bem a poesia barroca.


D

O poema de José Paulo Paes filia-se ao movimento da poesia dadaísta, movimento de vanguarda europeia que influenciou o modernismo brasileiro.


E

O poema de José Paulo Paes caracteriza-se como sendo um Haicai.

Sobre as ciências sociais ou comportamentais, a autora afirma que estudam nosso comportamento da mesma maneira que estudamos, imparcialmente, o comportamento de outras espécies.

Sendo assim, pode-se afirmar que esse estudo ocorre de forma


A

única e sem igual.


B

comparativa e genérica.


C

genérica e sem igual


D

objetiva e justa.

Assinale a alternativa em que a reescritura do seguinte período retirado do texto lido mantém a clareza de sentido e a correção sintática.


Creio que, quando a futura humanidade olhar para o nosso tempo, ficará espantada, particularmente, com o fato de que nos conhecemos mais agora do que nossos ancestrais se conheciam.


A

Ficará espantada, quando olhar para o nosso tempo a humanidade com o fato de que nos conhecemos mais agora do que nossos ancestrais, creio que particularmente se conheciam.


B

Quando a futura humanidade, creio que, olhar para o nosso tempo, particularmente, com o fato de que nos conhecemos mais do que nossos ancestrais se conheciam, ficará espantada.


C

Particularmente, conhecemo-nos mais agora do que nossos ancestrais se conheciam, mas creio que a futura humanidade quando olhar para o nosso tempo ficará espantada.


D

Quando a futura humanidade olhar para o nosso tempo, creio que ficará particularmente espantada com o fato de que nos conhecemos mais agora do que nossos ancestrais se conheciam.

Assinale a alternativa que apresenta proposição que resume as ideias do texto.

A
Os que detêm o poder econômico na sociedade não usam a variante estigmatizada da língua.

B
Uma variedade linguística vale, na sociedade, o que valem seus falantes.

C
A linguagem oficial do Estado foi escolhida como a língua padrão, ou seja, a que deve ser falada por toda a população.

D
A variedade linguística empregada pelos detentores do poder político e cultural é mais correta que as demais.

E
A conquista do poder político nas instituições é determinada pelo uso da variante de prestígio da língua.

Camões diz que o amor “É um contentamento descontente”. Gregório de Matos, por sua vez, afirma que o amor é “um embaraço de pernas”. Comparando os dois versos citados, percebe-se que, no poema de Gregório de Matos, o amor é representado por aspectos


A

físicos.


B

religiosos.


C

filosóficos.


D

espirituais.


E

psicológicos

Assinale a alternativa que apresenta proposta de reescrita gramaticalmente correta e coerente com as ideias do primeiro período do segundo parágrafo do texto.

A
Para o enfoque funcionalista, é importante considerar como princípio fundamental o uso da língua subordinado ao estudo do sistema linguístico.

B
Considera-se o enfoque funcionalista como princípio fundamental para a subordinação do sistema linguístico à qualquer uso da língua.

C
O enfoque funcionalista tem como princípio fundamental, o uso da língua subordinado ao sistema linguístico.

D
Constitui princípio fundamental do enfoque funcionalista subordinar o estudo do sistema linguístico ao uso da língua.

E
A subordinação ao uso da língua, é o enfoque funcionalista tomado como princípio fundamental do estudo do sistema linguístico.

O título do texto enumera duas ações entre as quais Aris – fotógrafo apresentado no texto – se divide. A partir da estrutura escolhida para transmitir tal informação, é correto afirmar que tais ações


A

são complementares tendo em vista seus objetivos.


B

possuem aspectos diferentes, mas ocorrem no mesmo contexto.


C

são dependentes entre si, independente do contexto apresentado.


D

contrastam-se considerando as características próprias de cada uma.

O título do texto “Eu tenho outra dentro de mim” e os recursos não verbais que mostram o espaço de um consultório como o divã, o psicanalista fazendo anotações e o diploma pendurado na parede são elementos que exemplificam uma relação de incorporação de um texto em outro, denominada:


A

Enunciação.


B

Dicotomia.


C

Intertextualidade.


D

Dependência.

Leia a charge.


Imagem associada para resolução da questão

(Gazeta do Povo, 03.02.2016)


O pensamento da personagem sugere que ela


A

é avessa à humildade.


B

vangloria-se perante o mundo.


C

despreza qualquer forma de lixo.


D

exige o melhor para si.


E

apresenta autoestima baixa.

A citação de Thelma Krug, no 5º parágrafo,


A

refuta o argumento de que um novo projeto educacional possa contribuir para alterar a gravidade do quadro de emissão de poluentes.


B

ratifica a opinião de que os investimentos em fontes limpas e renováveis de energia estagnaram após um período de crescimento.


C

reforça a ideia de que os contínuos esforços para conter a extração ilegal de petróleo, carvão e gás ainda são insuficientes.


D

corrobora a afirmação acerca da urgência de se eliminarem gradualmente os subsídios anuais para os combustíveis fósseis.


E

contesta o ponto de vista de quem considera a geração de energia por meio de fontes renováveis uma alternativa para os combustíveis fósseis.

Assinale a alternativa que corresponde ao processo de composição do texto “Gregório de Matos Guerra: o Boca do Inferno”.


A

Relatar acontecimentos.


B

Defender um ponto de vista.


C

Articular conhecimentos.


D

Apresentar um método para a realização de uma ação.


E

Retratar fatos, seres, objetos, etc.

As frases a seguir – de Machado de Assis – apresentam intertextualidades em relação a algum texto conhecido, à exceção de uma. Assinale-a.


A

“Não só de fé vive o homem, mas também de pão e seus compostos e similares.”


B

“O futuro a Deus pertence, dizem os cristãos.”


C

“O povo, graças à ilusão da Providência, costuma dizer que Deus dá o frio conforme a roupa.”


D

“As pessoas que foram crianças não esqueceram decerto a velha questão que se lhes propunha sobre qual nasceu primeiro, se o ovo, se a galinha.”


E

“O passado é passado. Cuidemos do presente e do futuro.”

Esse fragmento é a introdução de um artigo jornalístico. Para defender sua argumentação, o autor utiliza como principal estratégia de persuasão o (a)


A

intertextualidade.


B

discurso direto.


C

comparação.


D

ambiguidade.


E

metonímia.

De acordo com o texto, a situação vivenciada pelos refugiados, no Brasil, é


A

conturbada com frequência, pois aqui, cada vez mais, cresce o preconceito velado em relação às pessoas que buscam uma vida melhor.


B

normal para a maior parte das pessoas que, saindo de sua zona de conforto, dedicam-se a acolher, sem restrições, aqueles que buscam uma vida melhor.


C

encarada, muitas vezes, sem levar em consideração a profundidade que o problema implica, e contaminada de certas atitudes de preconceito.


D

menos traumática, porque aqui as pessoas entendem as dificuldades a que estão expostos e é notória a inexistência de preconceito.


E

amenizada pelo acolhimento que recebem da maior parte da sociedade, ainda que eles se mostrem hostis com aqueles que querem ajudá-los.

Bom Conselho


Chico Buarque


Ouça um bom conselho

Que eu lhe dou de graça

Inútil dormir que a dor não passa


Espere sentado

Ou você se cansa

Está provado, quem espera

nunca alcança.

[...]

Disponível em: <https://www.letras.mus.br/chico-buarque/85939/>. Acesso em: 08 jul. 2016.


A intertextualidade é um recurso de linguagem que requer do leitor um outro tipo de conhecimento, de textos anteriores. No texto acima, o autor faz alusão a ditados populares com o intuito de desconstruir suas mensagens. Nesse caso, a intertextualidade é identificada como


A

explícita, pautada na forma.


B

implícita, pautada na forma.


C

implícita, pautada no discurso.


D

implícita, pautada no conteúdo.


E

explícita, pautada no conteúdo.

   
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