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Ao citar a definição de “violência”, presente no Dicionário da Língua Portuguesa (linhas 19-24), o autor estabelece entre seu texto e o referido dicionário uma relação
irônica
intratextual
intertextual
metafórica
O diálogo entre duas ou mais obras de arte chamamos de intertextualidade. Ela pode ser observada em qualquer manifestação cultural, inclusive na literatura. Muitos poetas “reinventaram” a “Canção do exílio”, partindo desse poema de Gonçalves Dias criaram intertextos do poema.
Canção do exílio
Gonçalves Dias
Minha terra tem palmeiras,
onde canta o sabiá;
As aves que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.
Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores.
(...)
Canção do exílio
Murilo Mendes
Minha terra tem macieiras da Califórnia
onde cantam gaturamos de Veneza.
Os poetas da minha terra
são pretos que vivem em torres de ametista,
(...)
Nossas flores são mais bonitas
nossas frutas mais gostosas
mas custam cem mil rés a dúzia
Ai quem me dera chupar uma carambola de verdade
e ouvir um sabiá com certidão de idade!
Outra Canção do exílio
Eduardo Alves da Costa
Minha terra tem Palmeiras
Corinthians e outros times
De copas exuberantes
Que ocultam muitos crimes.
As aves que aqui revoam
São corvos do nunca mais,
A povoar nossa noite
com duros olhos de açoite
que os anos esquecem jamais.
Em cismar sozinho, ao relento,
sob o céu poluído, sem estrelas,
Nenhum prazer tenho eu cá...
....................................
Murilo Mendes e Eduardo Alves da Costa estabelecem intertextualidade em relação a Gonçalves Dias por:
conotação positiva.
reiteração de imagens.
conservação das técnicas de composição.
oposição de ideias.
valorização do nacionalismo.
Na canção, o verso – A dor da morte é não acabar com os nordestinos – tem sentido bastante próximo da seguinte passagem do texto de Euclides da Cunha:
O sertanejo adivinha-a e prefixa-a...
... se não afeiçoar nunca, o homem, às calamidades naturais que o rodeiam.
Enfrenta-a, estoico.
Procura em seguida desvendar o futuro.
... considera, entristecido, nos ares, em bandos, as primeiras aves emigrantes...
Definindo-se Intertextualidade, tem-se que
ela ocorre mediante a fusão de alguns textos que abordem a mesma temática.
é a relação que se estabelece entre dois textos, quando um deles faz referência a elementos existentes no outro.
a sua existência está atrelada a elementos que se repetem em situações diversas, não importando a natureza do texto nem a sua finalidade.
ela independe de fatores que justifiquem a mesma temática, contemplando realidades diversas em uma multiplicidade de cenários.
é a relação existente entre textos de mesmo gênero que contemplem temáticas similares e abordem cenários idênticos.
Assinale a alternativa que resume em um período só, mantendo a relação de sentido original, as frases constantes do trecho: "Sentido é algo particular, subjetivo. É possível encontrar sentido em qualquer tipo de trabalho – seja ele braçal, intelectual, criativo ou não." (linhas 25-27).
Embora sentido seja algo subjetivo, é possível encontrar sentido em qualquer tipo de trabalho.
Como sentido é algo subjetivo, é possível encontrar sentido em qualquer tipo de trabalho.
Sentido é algo subjetivo, apesar de ser possível encontrar sentido em qualquer tipo de trabalho.
O sentido é algo subjetivo, entretanto, é possível encontrar sentido em qualquer tipo de trabalho.
Conquanto sentido seja algo subjetivo, é possível encontrar sentido em qualquer tipo de trabalho.
O texto II representa uma crítica à seguinte ideia contida no texto I:
Quem tem mais conhecimento leva vantagem no desenvolvimento humano.
Em pesquisa, quem chega na frente está livre de disputas.
As reservas naturais são um grande chamariz para as pesquisas.
Na área das pesquisas, o mais importante é conquistar conhecimento.
As riquezas marítimas devem ser exploradas antes das espaciais.
No texto 3, o emprego da epígrafe se justifica:
por tratar-se de uma exigência do gênero crônica jornalística.
para mostrar familiaridade do autor com a literatura infantil.
para dar um tom informal e dialogal ao texto, tornando-o mais leve.
para adequar o texto ao gênero jornalístico, lido por públicos diversos.
por relacionar-se ao tema do texto, contribuindo para sua compreensão.
Assinale a alternativa correta:
A fonte de todo intertexto é explicitamente marcada em um texto.
Um texto não pode ser coerente para um leitor e incoerente para outro.
O uso catafórico dos pronomes pessoais eleva o grau de informatividade.
Um escritor experiente não precisa pensar no leitor para redigir um texto.
Diferentemente dos pronomes, os tempos verbais não estabelecem coesão.
O último parágrafo do texto apresenta um tipo de intertextualidade referente à
citação.
paródia.
alusão.
epígrafe.
Na segunda estrofe, o eu lírico se vale de
uma paródia, para atualizar um sentimento típico do romantismo nacionalista.
uma paródia, para aliviar o peso nacionalista de nossa formação literária.
intertextualidade, para ironizar o que considera um sentimento decadente do século XIX.
intertextualidade, para comprovar a superioridade de sua linguagem modernista.
uma paródia, para ironizar o excesso de saudosismo dos primeiros modernistas.
A intertextualidade é uma forma de diálogo entre textos, que pode se dar de forma mais implícita ou mais explícita e em diversos gêneros textuais. Qual das frases abaixo é um exemplo de intertextualidade?
Em seguida, metade dos participantes lavou as mãos.
Então é por isso que Pôncio Pilatos lavou as mãos.
Um grupo de jovens estudantes foi avaliado para observar a preferência deles por CDs.
Se você tiver tomado uma decisão difícil e quer que ela seja cumprida, lave as mãos.
Leia os textos seguintes:
TEXTO I
“É olhar para o horizonte, ver o que todos veem, mas enxergar o que poucos enxergam. É dar-se o direito de sonhar e agir para concretizar o sonho. E, acima de tudo, aliar persistência ao bom senso de se divertir enquanto vai em busca do que tanto deseja”.
(MELO, Ricardo )
TEXTO II
“Uma criança vê o que um adulto não vê. Tem olhos atentos e limpos para o espetáculo do mundo. O poeta é capaz de ver pela primeira vez o que, de tão visto, ninguém vê. Há pai que nunca viu o próprio filho. Marido que nunca viu a própria mulher, isso existe às pampas. Nossos olhos se gastam, no dia-a-dia, opacos. É por aí que se instala no coração o monstro da indiferença.”.
(RESENDE, Oto Lara. Vista Cansada)
O procedimento intertextual entre ambos os textos se dá por meio de:
Os textos acima cumprem diferentes funções e possuem objetivos distintos. Há, contudo, entre eles, o que Ingedore Koch chama de:
Alusão referencial.
Intertextualidade.
Dialogismo.
Paráfrase.
A respeito das ideias do texto I, assinale a alternativa correta.
O prejuízo anual decorrente de erros de medição, furto e fraudes nos sistemas de medição fica acima de sete bilhões de reais.
A fatura de energia elétrica recebida mensalmente pelo consumidor não apresenta a demonstração da composição da tarifa paga.
O furto de energia resulta em prejuízo financeiro apenas para as organizações vinculadas ao setor de eletricidade.
Os furtos e as fraudes representam mais da metade das perdas no setor elétrico.
As perdas das organizações vinculadas à eletricidade fazem parte do sistema intrínseco do setor, por isso não há como reduzi-las.
Os personagens de Guimarães Rosa identificados no texto de Paulo Rónai encontram equivalentes nestes versos de Manuel Bandeira:

A equivalência ocorre em virtude da seguinte convergência entre os dois escritores:
valorização de personagens sobre as quais não atuam os limites das convenções e do senso comum.
elevação do universo introspectivo e reflexivo em criaturas cuja relevância social é pouco reconhecida.
reconhecimento de que personagens humildes e submissas despertam um especial encantamento poético.
valorização da irracionalidade como um modo de redenção espiritual de criaturas socialmente desprestigiadas.
elevação das criaturas humildes a um plano transcendente, no qual seus sacrifícios alcançam pleno sentido.
No período “Para isso, deverá não se deixar trair pela vaidade excessiva nem acreditar em tudo o que ouve, principalmente quando parte dos bajuladores que costumam estar à volta, como a mosca azul que insiste em rondar o banquete para tirar vantagem da porção que apodreceu” (5º parágrafo, texto 1), a referência à “mosca azul” pode ser lida numa relação de intertextualidade com o poema A mosca azul, de Machado de Assis, cuja primeira estrofe é: “Era uma mosca azul, asas de ouro e granada, / Filha da China ou do Indostão, / Que entre as folhas brotou de uma rosa encarnada, / Em certa noite de verão.”. Levando-se em conta essa relação de intertextualidade e a descrição da mosca azul feita por Machado de Assis, pode-se afirmar que a “mosca azul” significa:
a tentação relacionada à riqueza e ao poder que, inoculada na alma humana, leva a pessoa a agir de modo a obter, por qualquer preço, os meios para atingir os seus fins.
a falsidade, a demagogia e outros contravalores praticados por aqueles que, no exercício do poder, oprimem as pessoas e as mantêm subjugadas às suas ordens.
a ação dos bajuladores interessados em obter vantagens junto às autoridades constituídas, com o fim de usufruir as regalias que lhe são oferecidas, enquanto estas durarem.
a vaidade excessiva que pode tomar conta do homem público quando, no exercício do poder, passa a se considerar senhor absoluto da verdade, só aceitando a opinião dos bajuladores.
a negação da própria fragilidade enquanto ser humano, levando a pessoa a considerar-se quase perfeita, ou não sujeita a erro, numa atitude de autodivinização.
Diz-se que a intertextualidade ocorre quando um texto evoca ou cita outro já consagrado.
Marque a opção em que existe esse procedimento textual.
“Na palavra coisa viajam todos os significados.” ( l.2)
“Alguma coisa acontece no meu coração.” (l.5)
“Coisa é música aos ouvidos. Coisa é notícia.” (l.6)
“Há sempre uma coisa à mão para nos salvar.” (l. 18-19)
A destruição total do espelho faz com que a princesa se sinta sozinha novamente e a leva a correr pelo jardim para ‘cansar a tristeza’. Lá ela encontra um lago e vê que ‘no reflexo da água a amiga esperava por ela’. Há, nesse momento, uma forte intertextualidade com o mito de Narciso devido ao fato de que ambos fitaram o lago, enxergaram seu reflexo e por ele foram absorvidos. Dentre as características da intertextualidade, não está:
o dialogismo
a metáfora
a citação explícita
a coesão
Compare o conteúdo da frase de uso geral “dinheiro não traz felicidade” com os versos:
a gente não quer só dinheiro,/ a gente quer dinheiro e felicidade./ a gente não quer só dinheiro,/ a gente quer inteiro e não pela metade.
Sobre o processo de intertextualidade evidenciado no texto, pode-se afirmar que o poema
adere totalmente à idéia contida na frase.
“reescreve” a frase de modo a resumir a sua idéia.
ridiculariza o conteúdo da frase, emprestando-lhe humor.
se fundamenta na frase, mas adota outra perspectiva.
usa a frase de modo não intencional dentro do seu discurso.