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Leia os textos I e II para responder às questões de números 58 a 60.
Texto I
Mais de 8 mil quilômetros de costa. Quatro milhões e meio de quilômetros quadrados de território marinho. Enormes reservatórios naturais de carbono. Um leito oceânico recheado de petróleo, gás e outras riquezas minerais. A maior biodiversidade de espécies marinhas do Atlântico Sul.
A aquisição do Alpha Crucis – um navio oceanográfico de 64 metros e 972 toneladas, comprado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e pela USP – simboliza uma mudança de paradigma não só para a oceanografia brasileira, mas na maneira como o país olha para o mar de uma maneira geral. Um fenômeno motivado em grande parte nos últimos anos pela descoberta das reservas de petróleo e gás do pré-sal, em águas extremamente profundas e distantes da costa.
Segundo o diretor do Instituto Oceanográfico da USP, Michel Mahiques, a mudança começou ainda antes, com a propagação do conceito da Amazônia Azul – um slogan criado pela Marinha para valorizar as riquezas biológicas e minerais do mar brasileiro. “Temos de pensar nas questões geopolíticas também. Quem tem mais conhecimento leva vantagem.”
(Novo navio de pesquisa da USP chega para revolucionar as ciências no mar. O Estado de S.Paulo, 27.05.2012. Adaptado)
Texto II

(Don Kindler, Human nature. Picture Prompts, 1981)
O texto II representa uma crítica à seguinte ideia contida no texto I:
Quem tem mais conhecimento leva vantagem no desenvolvimento humano.
Em pesquisa, quem chega na frente está livre de disputas.
As reservas naturais são um grande chamariz para as pesquisas.
Na área das pesquisas, o mais importante é conquistar conhecimento.
As riquezas marítimas devem ser exploradas antes das espaciais.