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O título da reportagem, publicada em 2002 na revista Isto é, faz referência:
ao aspecto azulado do pó liberado pelo material radioativo denominado Césio ̶ 137 no acidente de 1987.
à dor causada pela morte de Leide das Neves que teve contato direto com o pó radioativo do Césio ̶ 137.
ao preconceito e descaso vividos pelos quatro “chapas” que aceitaram o trabalho da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN).
à atitude negligente do físico responsável pela Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) em relação aos trabalhadores contratados.
Texto 1
A justiça em Sócrates
1--Antes de tentar justificar ou explicar a justiça em Sócrates, ou o seu conceito, o que vem a ser a mesma coisa, devemos tentar definir o que é justiça.
2--No conceito clássico, ou seja, no sentido filosófico, justiça é um conceito que delimita, justifica e dá razão de ser às ações do ser humano no seu dia a dia perante seu semelhante. Dá ao ser humano a dimensão de compreender o que ele é perante o seu semelhante e como ele deve justificar as suas ações. Complicado? Nem tanto. Você é justo quando você entende. Entende o outro. Não você. O outro. Você pode ter as suas convicções, as suas certezas. Mas nada disso importa se você não leva em consideração o que o outro pensa. E não somente leva em consideração, mas se importa. Isso é justiça. A mais pura dela.
3--Sócrates tinha esse conceito de justiça. Ele procurava a verdade, sem preconceito. Sem medo. Ele pressupunha qualquer coisa. Mas respeitava a opinião formada. A dos outros. Ele sabia que a justiça estabelecida, aquela que estava escrita e que regia os seus semelhantes, devia ser respeitada e ouvida. Não importava aqui se estava a favor ou não. E aqui está a grande contribuição ao conceito de justiça de Sócrates.
4--Ele talvez pensasse diferente do que os outros pensavam. Tinha opinião diferente e queria discutir essa diferença. Mas jamais iria desrespeitar o conceito de justiça estabelecido. Quando o acusaram de ser um perverso e de ser diferente, ele no fundo se rejubilou. Diziam que ele tinha rompido a lei. Ele era uma pessoa justa, mas não via justiça, no sentido pior do termo, nessas acusações. E o que Sócrates fez?
5--Entendeu que a justiça, o seu conceito pessoal, não era o da sociedade. E respeitou esse sentimento. E se recusou a fugir e assim morreu.
6--Na minha visão, há uma moral funda nisso. Todos nós temos conceitos particulares de justiça. Achamos o que é justo, o que é certo, assim como achamos o que é bonito, o que é bom, o que devemos comprar. Somos sujeitos a uma série de decisões e pragmatismos sobre diferentes valores.
7--Temos de tomar decisões sobre vários assuntos e percepções durante o nosso dia a dia. E, às vezes, as decisões que tomamos nos frustram, porque são diferentes do que pensamos ou do que sentimos, porque somos obrigados a seguir a moda, o costume. Às vezes, não temos a coragem necessária de estabelecermos um conceito próprio e viver por ele. Mas com coragem ou sem, temos que entender algo fundamental, que Sócrates nos ensinou. Somos regidos por uma lei maior, que é a lei da civilidade, da harmonia, do convívio. Temos de aceitar o que está estabelecido, se queremos viver em sociedade. Este entendimento do conceito maior em detrimento do conceito particular se chama civilidade. Se chama filosofia. Se chama ser humano. No maior conceito possível. Esse era, ao meu ver, o conceito de justiça de Sócrates.
8--Eu posso achar que isso é certo ou não. O mais importante é entender, perceber, que há uma razão maior que nos faz sermos seres civilizados e humanos. Somos a única espécie que tem essa habilidade de poder entender, de se perguntar e de racionalizar. De estabelecer um valor que nos situa, que nos faz sermos o que somos. E entender isso, esse conceito maior de justiça, que pode ser diferente do nosso, não é ser acomodado. É um começo de uma discussão. De uma dialética, de um questionamento e aperfeiçoamento, de um melhor entendimento sobre o que podemos e o que somos.
9--E sem tomar cicuta.
10--As perguntas fundamentais da filosofia sobre quem somos, para onde vamos, de onde viemos moldam os nossos valores, porque certamente respondemos a essas perguntas, às vezes, de maneira não consciente, mas respondemos, através do que falamos, das diferentes formas de expressão que usamos e principalmente através de nossos atos perante a realidade da vida.
11--Sócrates entendeu isso. Quando ele dizia que a única coisa que sabia era o que nada sabia, ele nos mandou uma extraordinária mensagem. Ele se matou por um ideal e porque sabia que havia uma vida do outro lado. Queria que o julgamento dos seus atos fosse feito pela divindade. O seu discurso final é claro nesse sentido, quando ele diz que a ele é destinado morrer e aos outros viver. Qual dos dois é o melhor destino? Só os deuses sabem. Essa certeza em um valor, na justiça, e em um ideal, uma vida além da morte, entra em contradição com a sua negativa de nada saber.
12--Sócrates entendeu que o que nos move, o que nos faz viver é a certeza do nosso coração. Ele a chama de Deimonion, o domínio do divino. Sem razão, sem justificativa. Só por ele existir. A justiça e o seu conceito fazem parte disso. Saber o que é certo, mas sempre duvidar dele e entender que o certo se veste com uma outra roupagem que, às vezes, contradiz o que vemos e em que acreditamos. Saber ver e ter a humildade de querer saber.
13--Assim sou eu.
14--Essas partes que dizem de mim, que traduzem e determinam a minha moral, os meus valores, só fazem sentido para mim e talvez um pouco para os outros, para os que eu amo e para os que me amam. Para os que de certa forma eu influenciei, porque todos influenciamos alguém na vida
15--Porque assim está determinado, dizem, no fundo da Galáxia de Órion, pra além da Via Láctea, lá nos confins do Universo, perto do grande buraco negro que suga o universo a sua volta, onde estão escritos os destinos dos seres humanos
16--Temos apenas de decifrar as mensagens das estrelas e tentar perceber, olhando o firmamento, como faziam os gregos, quão pequenos e insignificantes somos e entender de uma vez por todas as duas grandes e fundamentais verdades do ser humano:
17--É muito chato fazer ginástica, e não dá para ver o firmamento quando há nuvens no céu e está chovendo.
ALCAZAR, Luiz. Disponível em: . Acesso: <http://eupensoeoutrasbobagens.blogspot.com.br/2010/01/um-pouco-de-filosofia-e-o-conceito-de.html>15 set. 2017. (Adaptado).
A falta de aplicação do conceito de justiça do texto 3 pode ser considerada uma das causas da histórica situação de desigualdade presente na sociedade brasileira. Uma justificativa para reversão desse quadro pode ser pressuposta da seguinte frase do texto 1:
“Às vezes, não temos a coragem necessária de estabelecermos um conceito próprio e viver por ele”.
“o certo se veste com uma outra roupagem que, às vezes, contradiz o que vemos e em que acreditamos”.
“Quando ele dizia que a única coisa que sabia era o que nada sabia, ele nos mandou uma extraordinária mensagem”.
“Sócrates entendeu que o que nos move, o que nos faz viver é a certeza do nosso coração”.
“Temos apenas de decifrar as mensagens das estrelas e tentar perceber, olhando o firmamento, como faziam os gregos”.
O recurso utilizado pela autora em seu texto, ao trazer uma passagem da obra shakespeariana para embasar sua argumentação, é conhecido como:
intertextualidade.
intergenericidade.
ironia.
discurso informal.
Uma das marcas da textualidade é a intertextualidade, que mostra um diálogo entre textos.
O segmento abaixo, de Millôr Fernandes, que tem sua significação apoiada num texto alheio é:
“Os fatos, na verdade, já não acontecem. São fabricados nas poderosas oficinas da comunicação de massa”.
“Todos somos corruptos. Ninguém pode atirar a primeira pedra”.
“O comunismo é uma espécie de alfaiate que quando a roupa não fica boa faz alterações no cliente”.
“No dia em que morre um dos cônjuges, aí começa a felicidade conjugal”.
“Para inveja das minhas amigas mantenho a mesma silhueta há vinte anos. Vestida, é claro!”.
No segundo parágrafo é apresentada a atual situação do grego Aris Messinis no trecho “Em Lesbos, não é assim. Ele está em absoluta segurança. As pessoas que chegam estão lutando por suas vidas. Não são poucas as que morrem de hipotermia mesmo depois de pisar em terra firme, por falta de atendimento médico”. Acerca das informações apresentadas no trecho destacado, pode-se afirmar que:
Ao estabelecer um paralelo entre a situação de Aris Messinis e das pessoas por ele retratadas, pode-se afirmar que há uma oposição.
Há uma comparação apontando aspectos semelhantes entre a segurança de Aris Messinis e a luta pela vida das pessoas por ele retratadas.
A expressão “absoluta segurança” é uma expressão que recorre a um exagero para produzir um efeito expressivo em relação à situação de Aris Messinis.
O termo “lutando” é empregado com o objetivo de demonstrar um eufemismo na caracterização da ação das pessoas retratadas por Aris Messinis.
“Segundo ele, a fotossíntese natural, mesmo que não tenha uma eficiência gigantesca, é prova de que usar o CO2 para produzir combustíveis é algo perfeitamente viável” (9º §)
Nos itens abaixo, o período transcrito acima foi redigido de 5 formas distintas, mas com a manutenção do sentido original. Houve, entretanto, alteração do sentido do período, por NÃO observância dos valores sintáticos e semânticos das orações, na paráfrase:
Consoante ele, a fotossíntese natural, conquanto não tenha uma eficiência gigantesca, é prova de que usar o CO2 para produzir combustíveis é algo perfeitamente viável.
Segundo ele, a fotossíntese natural, dado que não tenha uma eficiência gigantesca, é prova de que o uso do CO2 para a produção de combustíveis é algo perfeitamente viável.
Consoante ele, a fotossíntese natural, a despeito de não ter uma eficiência gigantesca, é prova de que usar o CO2 para a produção de combustíveis é algo perfeitamente viável.
De acordo com o professor, a fotossíntese natural, embora não tenha uma eficiência gigantesca, é prova de que o uso do CO2 para produzir combustíveis é algo perfeitamente viável.
Segundo ele, a fotossíntese natural, apesar de não ter uma eficiência gigantesca, é prova de que o uso do CO2 para produzir combustíveis é algo perfeitamente viável.
O tempo verbal utilizado na seguinte oração do texto: “O grego Aris Messinis é fotógrafo da agência AFP em Atenas.” indica
concomitância entre os fatos apresentados.
que o fato apresentado possui características de ser provável.
a intenção do enunciador de demonstrar polidez em um texto formal.
a atualidade do fato apresentado considerando-se o texto apresentado.
A intertextualidade é a relação entre dois textos caracterizada por um citar o outro. São exemplos de intertextualidade:
I. Citação
II. Paráfrase
III. Paródia
IV. Tradução
V. Prefácio
Todas as alternativas são exemplos de intertextualidade;
Apenas a alternativa III é exemplo de intertextualidade;
Apenas as alternativas I e III são exemplo de intertextualidade;
Todas as alternativas são exemplos de intertextualidade exceto a alternativa II;
Apenas a alternativa V é exemplo de intertextualidade;
Considerando que a intertextualidade é propriedade constitutiva de qualquer texto, é correto afirmar que
constitui uma questão relativamente complexa porque a ela se ligam muitos termos que se equivalem como, por exemplo, polifonia e intertextualidade.
é identificada como intertextualidade de forma e conteúdo quando se faz citações, discursos diretos, referências documentadas com a fonte, resumos, resenhas.
é do tipo explícita quando alguém utiliza, por exemplo, determinado gênero tal como a epopeia em um outro contexto não épico só para obter um efeito de sentido especial.
ocorre com textos próprios, alheios ou genéricos, pois alguém pode situar-se numa relação consigo mesmo e aludir a seus textos, bem como citar textos sem autoria específica (provérbios).
A intertextualidade é condição necessária para que um poema possa ser plenamente apreciado – o que o autor, no segundo parágrafo, deixa bastante evidente ao dizer que:
“Alguns de seus trechos, ou ele inteiro, devem ser relidos, às vezes mais de uma vez.”
“Há muitas coisas a serem descobertas num poema, e tudo nele é sugestivo”.
“Todos os componentes de um poema escrito podem (e devem) ser levados em conta.”
“Tudo isso deve ser comparado a outros poemas que o leitor conheça.”
“de preferência, o leitor deve ser familiarizado com os poemas canônicos.”
Ao longo do texto, verifica-se o uso de tipos de intertextualidade como recursos de argumentação. Assinale o tipo em que NÃO se observa no texto.
Citação direta.
Epígrafe.
Referência histórica.
Citação indireta.
Segundo a autora, o olhar da futura humanidade para o nosso tempo será marcado pelo espanto diante da barbárie imperante, porque constatará que
apesar da ampliação de conhecimentos sobre o comportamento humano, não aplicamos essas descobertas em benefício próprio.
as informações da ciência a respeito de nossos padrões de comportamento foram tratadas subjetivamente.
nos mantivemos infantilizados apesar de sermos racionais, civilizados e cientificamente avançados.
as universidades e os institutos de pesquisa não produziram resultados imparciais sobre o comportamento da espécie humana.
Vários são os recursos expressivos usados pela autora na construção do texto. Entre esses recursos está a intertextualidade. Marque a alternativa em que NÃO se observa o uso desse recurso.
“Dilma também disse que ‘o Brasil não parou e nem vai parar’ – e não vai mesmo parar de piorar enquanto ela achar que o inferno são os outros.” (Linhas 14-15)
“Marcelo Castro disse que o Brasil ‘está perdendo feio’ a guerra contra o mosquito [...]” (Linhas 25-26)
“Pode continuar a trocar o ministro da Saúde, o ministro da Fazenda, o ministro do Planejamento, o ministro da Educação.” (Linhas 20-21)
“Seu governo não erra. Aliás, ‘se erra’, como admitiu há alguns meses, erra pouco e sem maldade – e tudo tem conserto.” (Linhas 27-28)
Em “Com Licença Poética”, Adélia Prado estabelece um diálogo com o “Poema de Sete Faces”, de Carlos Drummond de Andrade.
Esse recurso é denominado
contextualização.
intertextualidade.
referenciação.
ironia.
INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir e, com base nele, responda às questões de 1 a 3.
TEXTO 1
Bebida na adolescência
Pesquisas recentes constatam que o álcool é a droga mais usada por adolescentes. O pior é que o consumo vem aumentando, principalmente entre os mais novos e as meninas: quase metade dos jovens de 12 a 17 anos já usou bebida alcoólica. Nos anos 1980, o consumo iniciava-se entre os 16 e 17 anos. Atualmente, ocorre entre os 12, 14 anos, e o uso frequente tem crescido. Por que os jovens têm bebido cada vez mais e mais cedo? Vamos levantar hipóteses e refletir a respeito a fim de nos responsabilizarmos pela questão.
Em primeiro lugar, a presença de bebidas alcoólicas na vida cotidiana dos jovens é vista por eles como corriqueira e inofensiva. Muitos acham que o problema surge apenas com a ingestão em demasia, quando se tornam inconvenientes ou se aproximam do que eles chamam de “PT” (perda total) – perda dos sentidos ou coma.
Contribuem muito para essa percepção os belos comerciais de bebidas. Mais do que um produto, vendem um estilo de vida almejado pelos jovens: beleza, alegria, popularidade, azaração etc. Aliado a esse poderoso instrumento, surge outro muito eficaz: o aval dos pais.
Muitos adultos acreditam que oferecer bebida aos filhos em casa é uma atitude aconselhável e dão festas para os menores nas quais permitem que haja bebida, por exemplo.
Aliás, para muitos jovens, faz parte das festas o ritual do “esquenta”: antes do evento, reúnem-se em pequenos grupos para beber na casa de um deles – sei de casos, inclusive, em que os pais que recebem os amigos do filho participam do momento festivo introdutório – ou em locais públicos, com bebidas trazidas de casa ou compradas em supermercados.
Aí está outro fator que leva os jovens a crerem que a ingestão de bebida alcoólica é inofensiva: apesar de sua venda ser proibida a menores de 18 anos, a lei não é respeitada. Muitos estabelecimentos comerciais – notadamente supermercados – as vendem sem pedir documentos aos jovens e muitos adultos aceitam o pedido deles para passar a bebida em sua compra. Eu já fui abordada em um supermercado por três adolescentes que pediram que eu colocasse duas garrafas de vodca em minha esteira. Diante da recusa, pediram para outra pessoa e foram atendidos.
Os jovens bebem, entre outros motivos, porque o álcool provoca euforia, desinibição e destrava os mais tímidos. Mas, depois, afeta a coordenação motora, os reflexos e o sono, além de interferir na percepção do que o jovem considera certo e errado. Já conversei com garotas que tiveram a primeira experiência sexual sob efeito do álcool e se arrependeram.
Os mesmos pais que ensinam o filho a beber não o ensinam sobre os cuidados que podem reduzir seus efeitos, como alimentar-se bem antes, não misturar diferentes tipos de bebida e ingerir muita água. Os menores de 18 anos sempre encontrarão maneiras de transgredir as proibições para o uso de bebida alcoólica. Entretanto, temos ajudado para que isso não seja visto por eles como transgressão. E, talvez, esse seja nosso maior equívoco.
SAYÃO, Rosely. Bebida na adolescência. Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/equilibrio/eq2602200914.htm. Acesso em: 12 fev.2016. (Fragmento).
INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir para responder à questão 4.
TEXTO 2
Disponível em: http://suvacodecobrahiphop.blogspot.com.br/2012/11/bebida-na-adolescencia.html. Acesso em: 12 fev. 2016.
O texto 2 tem relação direta com um fato a que o texto 1 – Bebida na adolescência – faz menção.
Assinale a alternativa em que o trecho do texto 1 estabelece essa relação com o texto 2.
“Pesquisas recentes constatam que o álcool é a droga mais usada por adolescentes.”
“Nos anos 1980, o consumo iniciava-se entre os 16 e 17 anos. Atualmente, ocorre entre os 12, 14 anos, e o uso frequente tem crescido.”
“Muitos estabelecimentos comerciais - notadamente supermercados – as vendem (bebidas) sem pedir documentos aos jovens.”
“Os mesmos pais que ensinam o filho a beber não o ensinam sobre os cuidados que podem reduzir seus efeitos [...]”
“Há alguns anos atrás o idoso era tido como patriarca, que era dotado de sabedoria.” (1º§) Assinale a alternativa cuja paráfrase para a frase anterior em destaque mantém o sentido original.
“Há alguns anos o idoso era tido como patriarca cuja sabedoria lhe era pertinente.”
“Faz alguns anos que o idoso era tido como exemplo, que era dotado de sabedoria.”
“Há alguns anos atrás, tinha-se o idoso como patriarca, onde era dotado de sabedoria.”
“O idoso, há alguns anos atrás, era visto como fonte de conhecimento, sendo dotado de sabedoria.”
A frase em latim “libertas quae sera tamen” traduz-se, comumente, por “liberdade ainda que tardia”.
A esse diálogo entre obras dá-se o nome de intertextualidade. Sobre esse recurso, pode-se afirmar que
o texto que faz referência a outra obra é absolutamente dependente dela.
na prática, acontece quando não há uma referência de um texto em outro.
as relações intertextuais não influenciam o processo de compreensão do texto.
há uma relação dialógica entre eles que permite manter o mesmo sentido ou não.
o autor espera que o leitor consiga contextualizar apenas textos de mesmos gêneros.
Percebe-se que o compositor Beto Guedes, em seu texto, faz referência a elementos da simbologia cristã. Isso é percebido no próprio título da canção, que remete a Mateus 5,13: “Vós sois o sal da terra”. Essa contextualização com elementos cristãos é demonstrada em outras passagens da música, EXCETO em:
Instrução: As questões de números 01 a 09 referem-se ao texto abaixo.
Quem tem medo do Lobo Bom?
01----------Quantas vezes você já deixou de fazer algo importante? Você sabia que, em muitas dessas
02---vezes, pode ser que você tenha deixado de agir não por medo de fracassar, mas exatamente pelo
03---temor de dar certo?
04----------Parece equívoco, mas é verdade. A autora Marianne Williamson diz que nosso maior medo
05---é descobrir que somos poderosos além do que podemos imaginar. Mas, por que temos medo do
06---nosso sucesso? Por motivos diversos. Muita gente associa o sucesso ___ inveja e ___ perda de
07---amigos e pessoas próximas, que se sentiriam diminuídas. Outras têm ___ crença de que
08---felicidade, dinheiro e sucesso atraem tragédias e coisas negativas. Ou de que “não se pode ter
09---tudo nessa vida” (e então elas preferem ter um bom relacionamento ou uma família bacana, por
10---exemplo, ___ sucesso profissional).
11----------No Brasil, devido à nossa história, também é muito comum acreditarmos que para ser bem-
12---sucedido tem que ser corrupto, desonesto ou anti-ético. Quando temos esses tipos de crença,
13---nós nos auto-sabotamos. Quer ver? Se alguém acredita que toda pessoa bem-sucedida não é
14---honesta, provavelmente ele não vá querer ter sucesso. Por exemplo, quando ganham dinheiro no
15---trabalho, clientes meus que têm medo da inveja batem o carro ou levam uma multa inesperada,
16---ou, ainda, gastam com supérfluos (o 57º par de sapatos!) e depois se sentem culpados. Ou seja,
17---dão um jeito, consciente ou inconscientemente, de se livrar do dinheiro para não serem invejados.
18---Já os que acreditam não ser possível ter tudo, quando ganham dinheiro dão um jeito de arrumar
19---briga com o companheiro (aí, o relacionamento piora e a tese é reforçada). Algumas pessoas
20---ficam até doentes.
21----------Na maioria dos casos, essas crenças surgem ainda na infância, a partir de situações que a
22---gente viveu ou observou nossos pais e parentes viverem. Algumas dessas histórias vieram até
23---de outras gerações. Por exemplo: quem cresceu nos anos 80 viveu um período de forte
24---instabilidade econômica no Brasil, em que havia uma inflação incontrolável, racionamento de
25---carne e outros alimentos nos supermercados, além de insegurança generalizada. É muito comum
26---que essas pessoas sejam conectadas com a escassez até hoje, acreditando em ideias como “não
27---vai ter para todo mundo” (porque na infância não tinha mesmo!), ou que para uma pessoa ser
28---bem-sucedida é preciso que outra esteja perdendo, já que não tem para todo mundo.
29----------Para acabar com essa forma de sabotagem, você precisa fazer o que eu chamo de “detox
30---de dinheiro” completo: identificar quais são todas as suas historinhas, condicionamentos, crenças
31---e bloqueios com relação a dinheiro, poder e sucesso. A autora Byron Katie diz que a causa de
32---todo sofrimento é um pensamento não questionado. Então, para cada uma das crenças que você
33---identificar, pergunte-se: “Isso é mesmo verdade?” Comece a questionar todos os acordos
34---invisíveis que fez inconscientemente no seu passado e que estão, hoje, fazendo com que tenha
35---medo e impedindo você de ser tudo o que pode ser.
(Fonte: http://vidasimples.uol.com.br/noticias/pensar/quem-tem-medo--do-lobo-bom.phtml#.V4_W91eQnWwl - Texto adaptado)
O título do texto “Quem tem medo do Lobo Bom?”
I. estabelece uma intertextualidade com uma versão de um conto de fadas.
II. faz uma metáfora que será explicitada ao longo do texto: a de que o lobo bom é o medo bom, que não paralisa.
III. poderia ser substituído por “O medo do fracasso”.
Quais estão corretas?
Apenas I.
Apenas II.
Apenas III.
Apenas I e II.
I, II e III.