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Classifique, sintaticamente, os termos da segunda coluna de...

O anel de Giges


  1. Não podemos negar que há homens que, embora não cometam nenhuma injustiça, prefeririam ter o poder de fazê-lo
  2. impunemente, caso quisessem. Tomemos como exemplo o pastor Giges. Este, segundo a história, era um simples pastor a serviço
  3. do rei da Lídia.
  4. Um dia, aconteceu que a terra tremeu, e abriu-se um sulco no solo, no lugar onde ele se encontrava pastoreando. Admirado,
  5. desceu ao fundo da abertura e encontrou um cavalo de bronze, maior que um cavalo natural, e umas portas. Tendo aberto as
  6. portas, encontrou um corpo morto, maior que o corpo de um homem natural, e junto a ele um anel. Depois de ter retirado o anel
  7. do dedo do morto, saiu da abertura.
  8. Com esse anel no dedo, foi assistir à assembleia habitual dos pastores, que se realizava todos os meses, para informar ao
  9. rei o estado dos seus rebanhos. Tendo ocupado o seu lugar no meio dos outros, virou, sem querer, a pedra do anel para o interior
  10. da mão; imediatamente se tornou invisível aos seus vizinhos, que falaram dele como se não se encontrasse ali.
  11. Assustado, apalpou novamente o anel [...]. Assim que teve certeza, conseguiu juntar-se aos mensageiros que iriam
  12. conversar com o rei. Chegando ao palácio, ele seduziu a rainha, conspirou com ela a morte do rei, matou-o e obteve, assim, o
  13. poder.
  14. Agora suponha que existam dois anéis dessa natureza, e o justo recebesse um, e o injusto, outro. É provável que nenhum
  15. fosse de caráter tão firme para perseverar na justiça e para ter a coragem de não se apoderar dos bens de outra pessoa. Afinal, ele
  16. poderia tirar sem receio o que quisesse dos mercados e lojas, introduzir-se nas casas para se unir a quem lhe agradasse, matar uns,
  17. libertar outros da prisão e fazer o que quisesse, tornando-se igual a um deus entre os homens.
  18. Agindo assim, nada o diferenciaria do mau: ambos tenderiam para o mesmo fim. Isso é uma grande prova de que ninguém
  19. é justo por vontade própria, mas por obrigação, não sendo a justiça um bem individual, visto que aquele que se julga capaz de
  20. cometer a injustiça comete-a.


Adaptado de https://www.netmundi.org/filosofia/o-anel-de-giges-uma-lenda-sobre-a-moralidade/. Acesso em: 17 set. 2024

Classifique, sintaticamente, os termos da segunda coluna de acordo com a primeira. Ato contínuo, assinale a alternativa que completa corretamente os parênteses de cima para baixo.


( 1 ) sujeito

( 2 ) objeto direto

( 3 ) objeto indireto

( 4 ) predicativo do sujeito

( 5 ) complemento nominal



(__) “um simples pastor a serviço do rei da Lídia” (l. 02 e 03)

(__) “à assembleia habitual dos pastores” (l. 08)

(__) “a um deus entre os homens” (l. 17)

(__) “o pastor Giges” (l. 02)

(__) “um sulco” (l. 04)


A

1 – 5 – 3 – 4 – 2.


B

4 – 3 – 5 – 2 – 1.


C

5 – 2 – 4 – 1 – 3.


D

3 – 1 – 2 – 5 – 4.