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Texto para as questões 5, 6 e 7.
A outra noite
Outro dia fui a São Paulo e resolvi voltar à noite, uma noite de vento sul e chuva, tanto lá como aqui. Quando vinha para casa de táxi, encontrei um amigo e o trouxe até Copacabana; e contei a ele que lá em cima, além das nuvens, estava um luar lindo, de lua cheia; e que as nuvens feias que cobriam a cidade eram, vistas de cima, enluaradas, colchões de sonho, alvas, uma paisagem irreal.
Depois que o meu amigo desceu do carro, o chofer aproveitou o sinal fechado para voltar-se para mim:
– O senhor vai desculpar, eu estava aqui a ouvir sua conversa. Mas, tem mesmo luar lá em cima?
Confirmei: sim, acima da nossa noite preta e enlamaçada e torpe havia uma outra – pura, perfeita e linda.
– Mas, que coisa...
Ele chegou a pôr a cabeça fora do carro para olhar o céu fechado de chuva. Depois continuou guiando mais lentamente. Não sei se sonhava em ser aviador ou pensava em outra coisa.
– Ora, sim senhor...
E, quando saltei e paguei a corrida, ele me disse um "boa noite" e um "muito obrigado ao senhor" tão sinceros, tão veementes, como se eu lhe tivesse feito um presente de rei.
BRAGA, R., Para gostar de ler, vol. 2, crônicas, São Paulo, Ática
As orações estão corretamente classificadas em:
I. Quando vinha para casa de táxi... (Oração subordinada adverbial temporal).
II. Depois que o meu amigo desceu do carro... (Oração subordinada substantiva subjetiva).
III. Não sei se sonhava em ser aviador ou pensava em outra coisa. (Oração coordenada sindética alternativa)
Está correta apenas a I.
Está correta apenas a II.
Estão corretas apenas I e III.
Estão corretas apenas II e III.