Imagem de fundo

Em uma perspectiva mais funcionalista da gramática, uma...

Texto para responder às questões de 36 a 38.

D. Margarida tira os sapatos que lhe apertam os pés, machucando os calos.

– Não faz mal. Estou no camarote. Ninguém vê.

Mexe os dedos do pé com delícia. Agora sim, pode ouvir melhor o que ele está tocando, ele, o seu Gilberto. Parece um sonho… um teatro deste tamanho. Centenas de pessoas finas, bem vestidas, perfumadas, os homens de preto, as mulheres com vestidos decotados – todos parados, mal respirando, dominados pelo seu filho, pelo Betinho!

D. Margarida olha com o rabo dos olhos para o marido. Ali está ele a seu lado, pequeno, encurvado, a calva a reluzir foscamente na sombra, a boca entreaberta, o ar pateta. Como fica ridículo nesse smoking! O pescoço descarnado, dançando dentro do colarinho alto e duro, lembra um palhaço de circo.

(VERÍSSIMO, Érico. As mãos de meu filho. Rio de Janeiro: Meridiano, 1942. Fragmento.)

Em uma perspectiva mais funcionalista da gramática, uma palavra pode exercer várias funções em uma frase. Considere a seguinte frase retirada do texto “D. Margarida tira os sapatos que lhe apertam os pés, machucando os calos.” (1º§) Nela, o pronome lhe exerce a função de:


A

Sujeito e elemento de coesão referencial.


B

Objeto indireto e elemento de coesão gramatical.


C

Adjunto adnominal e elemento de coesão referencial.


D

Complemento nominal e elemento de coesão gramatical.