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A prática de análise linguística distingue-se do ensino tradicional de gramática. Neste, a linguagem é uma estrutura dada, acabada; naquela (prática de análise linguística), a linguagem é uma forma de interação social, que funciona segundo certas condições de produção dos gêneros textuais/discursivos, caracterizados pelo tema, composição, estilo, forma de circulação, interlocutores, situação comunicativa, intencionalidade, aceitabilidade, etc. Na sala de aula escolar, a prática de análise linguística considera a construção de efeitos de sentido como o ponto central do trabalho docente.
Fonte: MENDONÇA, M. Análise linguística: refletindo sobre o que a há de especial nos gêneros. In: SANTOS, C. F.; MENDONÇA, M.; CAVALCANTI, M. C. B. (orgs.) Diversidade textual: os gêneros na sala de aula. Belo Horizonte: Autêntica, 2007, p. 73-88. (adaptado).
Na sala de aula, é INCORRETO afirmar que a prática de análise linguística
focaliza a integração das práticas de leitura, oralidade e produção de variados tipos e gêneros textuais.
funde-se ao trabalho com os gêneros textuais, na medida em que contempla a intersecção das condições de produção e as escolhas linguísticas dos estudantes e docente.
tem preferência por questões abertas e atividades de pesquisa, que exigem comparação e reflexão sobre adequação e efeitos de sentido, a partir de variados gêneros textuais.
concebe a língua como ação interlocutiva situada, sujeita às interferências dos estudantes e docente.
privilegia como unidade de análise a palavra, a frase, o período e prefere atividades estruturais de identificação, de classificação de unidades, de funções morfossintáticas e correção gramatical.