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Tem tudo a ver:
A poesia
tem tudo a ver
com tua dor e alegrias,
com as cores, as formas, os cheiros,
os sabores e a música
do mundo.
A poesia
tem tudo a ver
com o sorriso da criança,
o diálogo dos namorados,
as lágrimas diante da morte,
os olhos pedindo pão.
A poesia
tem tudo a ver
com a plumagem, o voo,
e o canto dos pássaros,
a veloz acrobacia dos peixes,
as cores todas do arco-íris,
o ritmo dos rios e cachoeiras,
o brilho da lua, do sol e das estrelas,
a explosão em verde, em flores e frutos.
A poesia
— é só abrir os olhos e ver —
tem tudo a ver
com tudo.
(Elias José, in: Segredinhos de amor. 2ª ed. São Paulo, Moderna, 2002.)
No poema "Tem tudo a ver" de Elias José, a função predominante de linguagem é:
Emotiva, pois expressa sentimentos pessoais do autor em relação à poesia.
Referencial, ao descrever objetivamente a relação da poesia com a vida e a natureza.
Conativa, ao influenciar o leitor a refletir sobre os elementos da poesia.
Metalinguística, por discutir o próprio conceito e função da poesia.
Ficcional, ao criar um universo imaginário dentro da poesia.