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TEXTO:
Brasil perdeu 7 milhões de leitores em 4 anos: como mudar esse jogo?
Em novembro do ano passado, a 6ª edição da
"Retratos da Leitura no Brasil" mostrou que 53% das
pessoas entrevistadas não leram nem mesmo parte
de uma obra nos três meses anteriores à pesquisa.
5 Foi a primeira vez que os dados mostraram que a
maioria da população brasileira não lê livros. Por quê?
A Suzi Soares tem alguns palpites. Ela é cofundadora
do Sarau do Binho. E o Sarau do Binho, vale
pesquisar mais, é um importante movimento literário
10 brasileiro. Começou num bar, nas noites de segunda,
quando as pessoas se encontravam para falar de
livros e declamar os poemas que faziam. A partir daí,
cresceu. Ônibus cheio, qualquer dia da semana, às
seis da tarde, e na saída do Terminal Campo Limpo,
15 na zona sul de São Paulo, você encontrará a Suzi
e todo o time do sarau distribuindo livros de graça.
Cuidadosamente organizados num tecido colorido,
estendido por todo o chão.
Para fechar, eu perguntei à Suzi sobre as escolas.
20 A"Retratos da Leitura no Brasil" mostrou que apenas
4% das pessoas estavam lendo algo indicado por
elas. O Sarau do Binho tem o projeto Matéria Poética,
que estimula estudantes a abraçarem os livros. Suzi
defendeu os professores, já tão sobrecarregados e
25 desvalorizados pelo Estado brasileiro. Pediu uma
política séria e integrada, isso sim. "Há professores
fazendo trabalhos maravilhosos nas escolas e suas
salas de leitura, mas não há uma política pública
e nem uma intenção dos nossos governantes de
30 criarem este espaço para a arte e a criação", explica
a Suzi, que deixa uma sugestão. "Há muitas escolas,
principalmente as escolas do Estado de São Paulo,
que não têm um profissional responsável pela
Biblioteca. Geralmente, são professores readaptados
35 que permanecem ali e as bibliotecas ficam fechadas,
sem que a criança possa entrar e pegar um livro". E
se os governantes começassem por aí, fazendo as
bibliotecas serem realmente bibliotecas e não um
depósito de livros?
40 "Levamos livros de literatura para distribuirmos
para os estudantes e eles ficam felizes. Existe
interesse, sim", finaliza Suzi.
Disponível em: <https://www.uol.com.br/ecoa/colunas/tony-marlon/2025/03/12/brasil-perdeu-7-milhoes-de-leitores-em-4-anos-como-mudar-esse-jogo>. Acesso em: 7 mar. 2025. Adaptado.
“Suzi defendeu os professores, já tão sobrecarregados e desvalorizados pelo Estado brasileiro. […] e eles ficam felizes.”
Deseja-se substituir as expressões em destaque por outras, de modo que: “desvalorizados” seja substituído por uma forma sinônima (sem alterar o sentido de “falta de reconhecimento” ou “falta de mérito”) e “felizes” seja substituído por uma forma antônima (mantendo o oposto de “contentes” e “satisfeitos”).
A alternativa que realiza essas substituições de forma coerente com o contexto original é:
“Suzi defendeu os professores, já tão convidados a assumir mais tarefas e pouco reconhecidos pelas autoridades educacionais. […] e eles ficam desanimados, diante da falta de incentivo para leituras.”
“Suzi defendeu os professores, já tão impelidos a inúmeras funções e frequentemente ignorados pelo poder público. […] e eles ficam desconfiados, pois não veem ações concretas que promovam a leitura.”
“Suzi defendeu os professores, já tão subestimados em seu valor profissional. […] e eles ficam descontentes, percebendo que o esforço para ampliar o acesso à leitura não é reconhecido.”
“Suzi defendeu os professores, já tão assoberbados de tarefas e desprestigiados pelos governantes. […] e eles ficam infelizes, porque não recebem condições adequadas para fomentar o hábito de leitura.”
“Suzi defendeu os professores, já tão onerados em excesso e raramente elogiados pelo Estado brasileiro. […] e eles ficam abatidos, pois não observam políticas que estimulem a leitura e valorizem seu trabalho.”