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Em “o computador morreu, o celular morreu”, o verbo...

Leia o Texto 2 para responder às questões de 06 a 10.


Texto 2


Hoje, excepcionalmente, de Antônio Prata


Hoje, excepcionalmente, não escrevo esta coluna. Semana retrasada eu também não escrevi, verdade. Pensando bem, minha falha não soa assim tão excepcional. Gostaria de dizer que a sequência de mancadas visa a normalizar o erro, num ato antissistema, antieficiência, Manifesto Pau-Brasil, "toca Raul!" e viva Domenico De Masi, mas estaria mentindo. A explicação é mais prosaica. Semana retrasada eu estava na praia, caiu um temporal, fiquei sem luz por 30 horas, o computador morreu, o celular morreu, tive medo de morrer também enfrentando a RioSantos e "Hoje, excepcionalmente"...

Agora é diferente. Embora eu esteja na praia, de novo, tem luz. É sexta-feira de Carnaval. Não chove, muito pelo contrário. O sol se põe no mar em algum ponto do horizonte entre Senegal e Angola, com requintes de calendário. Tem uma moqueca saindo do fogão à lenha. Seis crianças correm pelo gramado me chamando pra um esconde-esconde e um freezer horizontal cheio de Heinekens abre e fecha a tampa, murmurando "Antooooooonio... Antooooooonio".


Disponível em: <https://www1.folha.uol.com.br/colunas/antonioprata/2024/02/hoje-excepcionalmente.shtml.> Acesso em: 11 fev. 2024.

Em “o computador morreu, o celular morreu”, o verbo “morreu” está empregado em sentido


A

figurado.


B

latente.


C

alternativo.


D

próprio.