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Leia o texto a seguir para responder às questões de 03 a 06:
Medo e coragem
Estamos habituados a considerar a coragem a ausência de medo. “Fulano é corajoso, não tem medo de nada!”. Bem, uma pessoa assim pode ser admirável, mas não penso que a palavra “coragem” seja a mais adequada para qualificar um temerário. Sim: aquele que não teme nada é chamado “temerário”. Pode cometer loucuras, colocar-se em grandes riscos, não porque saiba enfrentar seus medos, e sim porque os ignora.
Não devemos, por isso, desqualificar a impetuosidade dessas pessoas. Há muita pulsão de vida, muita vontade de não ficar à margem dos acontecimentos – e também uma boa dose de generosidade – nesses que pulam no abismo para tentar salvar alguém que está caindo. Morrerá, certamente, junto com aquele que tentou resgatar. Se o temerário não pode ser confundido com o corajoso, várias vezes age por impulsos cegos de generosidade.
Mas a coragem, a meu ver, exige uma volta a mais no parafuso da impetuosidade. Não se trata de ignorar o perigo, e sim de enfrentá-lo. Enfrentar perigos com cuidado, com astúcia, lançando mão de todos os recursos possíveis diante de uma situação ameaçadora – a isso quero chamar de coragem.
(Maria Rita Kehl, “Medo e coragem”, Revista E. Disponível em: https://www.sescsp.org.br/editorial/sobre-a-coragem/. Adaptado)
Assinale a alternativa que apresenta informação correta a respeito do emprego de sinais de pontuação no texto.
Em “… pode ser admirável, mas não penso que a palavra ‘coragem’ seja a mais adequada…” (1o parágrafo), a vírgula é opcional.
Em “– e também uma boa dose de generosidade –” (2o parágrafo), os travessões servem para isolar uma exemplificação.
Em “… lançando mão de todos os recursos…” (3o parágrafo), é opcional a inclusão de uma vírgula depois da palavra “mão”.
Em “Morrerá, certamente, junto com aquele que tentou resgatar” (2o parágrafo), as vírgulas são opcionais.
Em “‘Fulano é corajoso, não tem medo de nada!’” (1o parágrafo), as aspas indicam a citação de uma pessoa entrevistada pela autora do texto.