Imagem de fundo

Quanto à intertextualidade que ocorre entre a música do...

Leia os Textos 2, 3 e 4 para responder às questões de 04 a 06.


Texto 2

Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine.


BÍBLIA SAGRADA. 1ª Coríntios: 13.


Texto 3

Amor é um fogo que arde sem se ver,

É ferida que dói, e não se sente,

É um contentamento descontente,

É dor que desatina sem doer.


Trecho do soneto “O amor é fogo que arde sem se ver”, de Camões.


Texto 4

Ainda que eu falasse a língua dos homens

E falasse a língua dos anjos, sem amor eu nada seria.


É só o amor, é só o amor;

Que conhece o que é verdade;

O amor é bom, não quer o mal;

Não sente inveja ou se envaidece.


O amor é fogo que arde sem se ver;

É ferida que dói e não se sente;

É um contentamento descontente;

É dor que desatina sem doer.


Ainda que eu falasse a língua dos homens

E falasse a língua dos anjos, sem amor eu nada seria.


É um não querer mais que bem querer;

É solitário andar por entre a gente;

É um não contentar-se de contente;

É cuidar que se ganha em se perder


Trecho da música “Monte Castelo”, de Legião Urbana.

Quanto à intertextualidade que ocorre entre a música do grupo Legião Urbana, o soneto de Camões e o trecho bíblico, é correto afirmar que os intertextos


A

devem ser invalidados, uma vez que ocorreram cópias de trechos originais de outros autores, deixando, assim, de ser lido como um intertexto clássico e configurando-se como plágio não intencional.


B

são válidos e criativos, pois os textos citados, ao serem retirados de seus contextos originais, a serviço de um projeto de texto consciente, atualizam-se e formam um novo objeto.


C

têm sua relação estabelecida por meio do tema comum do amor, mas não se pode afirmar que há autoria na cópia dos textos originais citados, pois a interpretação não cabe ao leitor e sim a quem escreveu a música.


D

contrapõem os sentidos dos textos, e é justamente tal oposição semântica que constitui a originalidade da música, fenômeno estratégico na construção de autoria por parte do poeta.