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Em relação ao sentido das palavras destacadas nas...

Leia o texto a seguir para responder às questões de 1 a 8


Qualidade de vida e a cura da criança interior


Virgínia Leal


O que tem a ver qualidade de vida com as experiências que tivemos na infância? De que forma elas interferem, até hoje, em nossas atitudes, pensamentos e sentimentos? Tem tudo a ver. A criança não tem pensamentos e sentimentos elaborados, e só registra duas sensações: a de dor e a de prazer. A criança é capaz da entrega plena ao prazer. Ao observar uma criança, percebe-se isso.

Por que, então, deixamos de viver essa plenitude ao nos tornarmos adultos?

Há um momento, em geral na primeira infância, em que a criança sente uma dor profunda. Ela se sente abandonada e/ou desprotegida pela figura materna ou paterna, ou por ambos. Isso não quer dizer que de fato o abandono ou a desproteção tenham acontecido; como foi dito, os sentimentos e pensamentos infantis são ainda muito rudimentares. Se aconteceu ou não, não é relevante: para ela, a experiência foi real.

Quando a criança se sente ferida, ela constrói um mecanismo de proteção para que possa sobreviver emocionalmente. Esse mecanismo não pensa, só reage. Ele é feito de instintos e emoções e sobrevive na fase adulta, no aspecto imaturo das emoções.

É preciso não julgar essa parte imatura de nosso ser, se queremos conhecê-la. Todos nós temos uma. É preciso entender que a criança precisou dessa defesa para sobreviver, mas é possível ao adulto abrir mão dela.

É preciso dar segurança a essa criança interna que foi relegada, porque acreditamos que, no mundo adulto, não há lugar para ela. Ela ainda vive dentro de nós, cristalizada no momento em que se sentiu impotente. E como não a olhamos e ela quer ser vista, muitas vezes ela é nossa voz e nossas atitudes, expressas através dessa defesa.

Toda vez que reagimos a uma situação que se assemelha ao vivido pela nossa criança ferida, é ela que nos comanda. Não estamos interagindo com o presente, reagimos ao passado. Acontece que não temos consciência disso, e tudo que vive no inconsciente cresce e nos domina.

E o que fazer para evitar sermos dominados por essa voz imatura?

É preciso conhecer essa parte nossa tão escondida de nós mesmos. Ela quer ser vista, validada, acolhida, cuidada e amada.

Como fazemos isso?

Ao observar nossas reações e atitudes que nos causam mal-estar, desconforto, constrangimento; quando nos sentirmos inadequados, vítimas de pessoas ou situações; quando nos defendermos, culpando o mundo ou as pessoas por nossa infelicidade; quando projetarmos no outro o que não queremos ver em nós. Em todos esses casos, é a consciência imatura que fala mais alto e tolhe o nosso discernimento.

(...)

E, para sermos felizes, precisamos ajudar nossa criança ferida a crescer, e dessa forma sermos maduros emocionalmente, único caminho para assumirmos a responsabilidade por nossas vidas e construirmos, de forma consciente, uma realidade melhor.


Adaptado de: https://aeap-pe.com/poemas-e-cronicas/.

Em relação ao sentido das palavras destacadas nas alternativas a seguir, assinale aquela em que a palavra apresentada entre parênteses NÃO é sinônimo da palavra destacada.


A

“Se aconteceu ou não, não é relevante” (pertinente).


B

“Em todos esses casos, é a consciência imatura que fala mais alto e tolhe o nosso discernimento” (entendimento).


C

“Os sentimentos e pensamentos infantis são ainda muito rudimentares” (elementares).


D

“É preciso dar segurança a essa criança interna que foi relegada” (banida).


E

“Em todos esses casos, é a consciência imatura que fala mais alto e tolhe o nosso discernimento” (acolhe).