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• Texto para as questões de 61 a 65.
Contam, numa anedota, que certo dia Rui Barbosa saiu às ruas da cidade e se assustou com a quantidade de erros existentes nas placas das casas comerciais e que, diante disso, resolveu instituir um prêmio em dinheiro para o comerciante que tivesse o nome de seu estabelecimento grafado corretamente. Dias depois, Rui Barbosa saiu à procura do vencedor. Satisfeito, encontrou a placa vencedora: “Alfaiataria Águia de Ouro”. No momento da entrega do prêmio, ao dizer o nome da alfaiataria, Rui Barbosa foi interrompido pelo alfaiate premiado, que disse:
— Sr. Rui, não é “águia de ouro”; é “agúia de ouro”!
O caráter político do ensino de língua portuguesa no Brasil.
Disponível em: http://rosabe.sites.uol.com.br. Acesso em: 12 abr. 2025.
A variação linguística é natural e decorre do fato de que as línguas são sistemas dinâmicos e sensíveis a vários fatores. Partindo desse pressuposto, o excerto a seguir, no contexto discursivo em que se insere, configura-se como um exemplo de variação
“— Sr. Rui, não é ‘águia de ouro’; é ‘agúia de ouro’!”
diafásica, em decorrência do grau de informalidade nas placas de comércio.
diacrônica, uma vez que há o uso de um arcaísmo por um dos interlocutores.
diatópica, pois os termos em discussão são dialetos usados na região dos falantes.
diastrática, porque há o uso de uma variação que subjaz o contexto social de um dos falantes.
geracional, pela diferença nas escolhas lexicais, em decorrência da divergência etária entre os interlocutores.