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O fenômeno da variação linguística diastrática (social) se manifesta exclusivamente por meio de diferenças lexicais, como o uso de gírias, não abrangendo aspectos fonológicos ou sintáticos da língua.
Certo
Errado
Leia o texto a seguir.
Entra no prego uma mulher classe média baixa, olhando atentamente as mercadorias.
RIBEIRO – Às suas ordens, dona.
MULHER (Nervosa.) – Vem me afobá não, tá? Vem não, que por enquanto só tô oiano. Vem cus reclame não, que eu sei muito bem o que eu quero, tá? É por isso que eu gosto de supermercado, lá num tem vendedô pra fica cutucano e vexano a gente.
RIBEIRO – Por isso não, dona, pode ficar à vontade.
MULHER – Fico, memo! Fico e fico memo! Oia, moço, se depois dos sessenta ano eu deixá vendedô me passa a perna vai sê uma vergonha, num é? (Olha a tudo, desconfiada.) – Escuta aqui, o senhor tem aí um secadô de cabelo usado mais bão?
ZORZETTI, Hugo. “Ópera cínica”. In: ______. Comédias. Goiânia: Ed. da UCG, 2005. p. 94.
O fragmento do texto teatral Ópera Cínica, de Hugo Zorzetti, contém exemplos de uso da língua que se distanciam da norma padrão. No que diz respeito aos termos “oiano”, “cutucano” e “vexano”, trata-se de variedades
gramaticais consideradas erros.
linguísticas históricas evitadas atualmente.
dialetais utilizadas em situações informais.
linguísticas denominadas “gírias”.
Acerca da expressão destacada, assinale a alternativa correta.
Em “O fulano é meu amigo espiritual. Beltrano? Meu amigo jurídico.”, “fulano” é usado em sentido pejorativo.
Em “Ou basta um porre, uma viagem, um acidente, um pneu furado.”, “porre” apresenta o mesmo sentido que em “Este filme está um porre, acho melhor mudar de canal.”.
Em “O que separa um amigo coletivo de um amigo pessoal, muitas vezes, é um perrengue.”, “perrengue” é uma variante linguística histórica, considerada um arcaísmo no português.
Em “Mas pode ser uma carona — de preferência daquelas demoradas, na hora do rush.”, a expressão destacada é, no Brasil, uma variante de “horário de pico” ou “horário de pique”.
Em “Alguns amigos da vida toda nunca ficaram no mano a mano.”, a expressão destacada veicula o sentido de “briga física em que se usam as mãos”.
A variação linguística é objeto de estudo da Linguística e relaciona-se às diferentes formas de uso da língua observadas entre falantes, contextos e situações de comunicação, sem se confundir com juízos normativos de correção gramatical (BAGNO, 2007).
Em relação à variação linguística, assinale a alternativa CORRETA.
A variação linguística consiste na substituição progressiva da norma-padrão por formas regionais específicas, processo entendido como resultado de práticas linguísticas locais que acabam por suplantar o modelo considerado padrão em determinadas comunidades.
A variação linguística caracteriza diferenças individuais de estilo linguístico, decorrentes exclusivamente de escolhas conscientes do falante em situações comunicativas particulares, sem relação sistemática com fatores sociais, culturais ou históricos mais amplos.
A variação linguística refere-se às múltiplas possibilidades de realização da língua condicionadas por fatores como contexto de uso, grupo social e situação comunicativa, constituindo fenômeno próprio das línguas naturais.
A variação linguística corresponde a desvios ocasionais do sistema gramatical consagrado, resultantes de falhas no processo de aquisição da língua ou de insuficiência de escolarização formal por parte dos falantes.
O elemento factual sobre o qual se alicerceia o texto é:
a variação diastrática, uma vez que o texto aborda a adequação de jargões a um público leigo.
a variação diatópica, pois evidencia marcas linguísticas regionais próprias do dialeto cearense.
a variação diacrônica, tendo em vista a transformação estrutural da linguagem jurídica ao longo do tempo.
a variação diafásica, já que o texto demonstra mudança de registro motivada exclusivamente pela formalidade da situação comunicativa.
a variação diamésica, em razão da adaptação da linguagem jurídica ao meio digital de divulgação das sentenças.
Analise as frases a seguir, considerando as variações linguísticas:
I. Depois dessa caminhada, fiquei com uma fome enorme.
II. Na minha dieta de baixa caloria, prefiro abóbora a macaxeira.
III. No calor da tarde, as crianças compraram um geladinho na porta da escola para se refrescar.
Considerando as frases que apresentam variação linguística regional, identifique a alternativa CORRETA.
II e III, apenas.
III, apenas.
I e III, apenas.
II, apenas.
I, II e III, apenas.
Sobre o uso da variação linguística na fala da personagem Inês, podemos AFIRMAR que:
Refletia o falar carioca na segunda metade do século XIX.
Fazia parte da estética do autor adotar uma postura antipurista em defesa de uma linguagem mais coloquial.
A linguagem foi utilizada com o objetivo de revelar a baixa escolaridade da personagem em questão.
Percebe-se um preconceito linguístico do autor ao utilizar aspas nas falas dessa personagem.
O autor optou por narrar a oralidade da personagem para gerar contraste com o núcleo de intelectuais que viviam no subúrbio.
No Texto 4, a referência ao uso das denominações “Trim” e “Trinco” para designar o cortador de unhas evidencia um fenômeno de variação linguística relacionado à
ampliação semântica de marcas comerciais, que passam a nomear objetos de uso cotidiano em determinadas regiões.
substituição de palavras da língua portuguesa por estrangeirismos sem adaptação ao sistema linguístico nacional.
criação deliberada de novas palavras por processos normativos e institucionais de padronização da língua portuguesa.
utilização ocasional de nomes comerciais como estratégia publicitária, sem incorporação efetiva ao vocabulário cotidiano dos falantes.
Com base nos conhecimentos sobre variações linguísticas, complete a lacuna do texto a seguir:
____ são palavras ou expressões próprias de determinados grupos sociais, como adolescentes ou comunidades marginalizadas. Exemplos recentes incluem "crush", "lacrar" e "sextou". Também existem as mais antigas, como "broto", as regionais, como o termo carioca "sussa", e expressões típicas da favela, como "quebrada".
A variação linguística que preenche de forma CORRETA a lacuna acima é:
Linguagens formais.
Dialetos.
Linguagens informais.
Gírias.
Jargões.
Assinale a alternativa INCORRETA quanto às variações linguísticas.
A variação diacrônica refere-se às mudanças ao longo do tempo.
A variação diastrática relaciona-se a grupos sociais.
A variação diafásica depende do contexto comunicativo.
A variação diatópica refere-se à variação regional.
A variação linguística compromete necessariamente a norma culta.
No auge de uma audiência jurídica, um advogado contratado afirmou:
“Meritíssimo, cumpre salientar que o réu em julgamento não apresenta antecedentes que desabonem sua conduta”.
Algumas horas após o serviço, conversando com um amigo fora do júri, o mesmo advogado disse: “Cara, o rapaz nunca fez nada errado antes”.
A partir dos seus conhecimentos e estudos sobre variação linguística, é correto afirmar que a diferença entre os dois enunciados se explica principalmente por:
Variação fonética, relacionada à pronúncia das palavras.
Variação histórica, posto que a língua se modifica ao longo do tempo.
Variação regional, uma vez que os enunciados pertencem a localidades distintas.
Variação situacional, em função da adequação da linguagem ao contexto comunicativo.
Variação social, em detrimento do nível de escolaridade dos interlocutores.
No trecho "Um trecho famoso diz: 'Tudo que nóis tem é nóis'.", a fala citada apresenta traços que se afastam da norma-padrão. Considerando os estudos sobre variação linguística e as modalidades de uso da língua, assinale a alternativa que interpreta corretamente o fenômeno observado.
A construção evidencia variedade popular urbana, marcada por traços morfossintáticos não padrão, empregados com valor expressivo e identitário no contexto artístico.
A formulação constitui recurso técnico de linguagem poética, baseado em supressão deliberada de marcas flexionais para produzir efeito rítmico formal.
O enunciado representa regionalismo específico, restrito a determinada comunidade geográfica, cuja forma compromete a compreensão ampla da mensagem.
A estrutura caracteriza desvio ocasional da norma culta, resultante de simplificação gramatical involuntária sem relevância estilística no enunciado citado.
Considere o enunciado:
“Si o Chico não mi alembra…” (que finaliza o Texto 2).
Esse registro, comum em diferentes contextos do modo como se fala português no Brasil, exemplifica o fenômeno da variação linguística.
Sobre esse tema, assinale a alternativa correta sobre esse enunciado em específico.
O exemplo ilustra bem o que são as variações diastrática e diatópica.
Por apresentar termos como “si” e “mi”, o enunciado é um exemplo de variação diacrônica.
O uso de “alembra” em vez de “lembra” caracteriza uma variação diatópica, o que prova que o erro gramatical é determinado unicamente pelo estado ou cidade onde o falante reside.
As variações apresentadas são consideradas desvios da norma culta e, portanto, não possuem regras internas ou lógica semântica, sendo classificadas como vícios de linguagem.
Trata-se de um exemplo de variação diacrônica com influência de neologismos.
As falas de Chico Bento na tirinha a seguir são exemplos da variação linguística:

diafásica.
diatópica.
diacrônica.
diastrática.
A abordagem (a) leva à ênfase no ensino da gramática normativa, da variedade culta da língua, eleita como “padrão”, ou seja, a melhor forma de falar e de escrever. (3º parágrafo)
O campo teórico que se dedica aos estudos da variação e um traço constitutivo da linguagem humana associado à noção de variação estão apresentados em:
psicolinguística – inatismo
gerativismo – competência
cognitivismo – categorização
sociolinguística – heterogeneidade
As formas linguísticas ‘gaio’, ‘foia’, ‘fuita’ e ‘caioço’, presentes no texto 3, evidenciam um fenômeno da linguagem denominado como:
Analfabetismo funcional.
Variação linguística.
Gagueira.
Afasia.
Assinale V OU F sobre os conceitos de variações linguísticas e assinale a sequência correta:
I. ( ) A norma culta é a modalidade correta da língua.
II. ( ) Variação linguística indica erro.
III. ( ) Textos formais não apresentam variação.
IV. ( ) A língua é socialmente heterogênea.
V. ( ) A adequação depende do contexto.
F, V, V, V, F
F, F, V, F, F
V, V, F, F, F
V, F, F, F, F
V, F, F, V, V
Assinale a alternativa em que existe variação linguística diastrática.
Uso de regionalismos do Nordeste.
Linguagem formal em um artigo científico.
Gírias utilizadas por um grupo profissional específico.
Diferenças entre língua falada e escrita.
Mudanças linguísticas ao longo do tempo.
Entre os sucessos de Gaúcho da Fronteira, um dos mais reconhecidos intérpretes da música regional gaúcha, está a canção “É disso que o velho gosta”, cuja estrofe é apresentada abaixo.
E aqui, pelas bandas do Rio Grande, é mais ou menos assim:
Churrasco, bom chimarrão
Fandango, trago
E um rodeio de guria, né tchê?
Nessa estrofe, temos exemplo de:
Variação linguística diacrônica.
Variação linguística diatópica.
Variação linguística diastrática.
Variação linguística diafásica.
A variação linguística deve ser tratada em sala de aula sob a ótica da sociolinguística. A variação que ocorre em função do contexto comunicativo, determinando o nível de formalidade e o estilo utilizado pelo falante (registro formal vs. informal) para adequar-se à situação de interlocução, é tecnicamente denominada variação:
Diatópica.
Diastrática.
Diacrônica.
Diafásica.
Diamésica.