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A variação linguística empregada na composição do texto reforça sua função argumentativa ao
combinar recursos formais e expressivos, aproximando o discurso acadêmico do leitor não especializado.
performar o registro científico, assegurando a confiança das informações apresentadas na exposição do tema.
alternar registros coloquiais e científicos, criando efeito de proximidade sem abandonar o caráter técnico predominante.
utilizar formas arcaicas de linguagem, valorizando recursos expressivos em detrimento da atualidade discursiva.
Analise o emprego da linguagem nos textos a seguir:
Texto I
"Participei do evento organizado pela instituição cultural e constatei que a estrutura estava bem planejada, com uma programação variada e um ambiente seguro e acolhedor para todos os presentes."
Texto II
"Fui na festa e achei tudo legal! A música tava da pesada e nois se divertiu muito."
As variações linguísticas correspondem às diferenças que uma língua manifesta em função de fatores como a região, a cultura ou o contexto social em que é empregada.
Com base nisso, assinale a alternativa que indica corretamente o tipo de variação presente nos dois textos.
Não há variação linguística entre os textos; ambos seguem o mesmo padrão informal da língua.
Os textos exemplificam a variação diacrônica, evidenciando como a língua se transforma ao longo do tempo, incorporando registros informais, como observado no texto II.
Os dois textos exemplificam a variação diatópica, evidenciando as diferenças regionais na forma de falar.
Os textos exemplificam variação diastrática, percebida segundo os grupos ou classes sociais envolvidos.
Durante uma aula sobre variedades linguísticas, um professor explica a variação que a língua sofre ao longo do tempo. Para isso, ele utiliza como exemplo o trabalho que Castilho desenvolveu ao produzir a exposição sobre a linha do tempo da língua portuguesa, na qual o visitante do museu percorre 2 mil anos de história do português. Considerando esse estudo sobre variedades linguísticas, qual denominação os estudantes devem atribuir para a variação que ocorre através do tempo, representada na exposição do museu?
Diatópica.
Diacrônica.
Diastrática.
Diamésica.
Dialética.
À luz dos aspectos semântico-pragmáticos para o ensino de língua portuguesa, considere as palavras “td”, “vc”, “gnt”, “fds” e “flw” e assinale a alternativa que apresenta uma abordagem didática adequada para o trabalho com essas variantes linguísticas do mundo digital.
A abordagem deve pautar-se pela descrição morfológica, fonética e fonológica, sem necessidade de contextualização de uso dessas variantes linguísticas, e isso se deve às exigências da redação do Enem.
O estudo dessas abreviações não deve ser promovido nas escolas, porque foge ao escopo do que é considerado adequado à norma culta do português brasileiro.
Essas palavras devem ser descritas em seu contexto de uso digital, desde que seja realizado o ensino da norma culta por meio da aplicação de exercícios de fixação, sem abordagem da pragmática comunicativa.
Deve-se trabalhar a semântica dessas abreviações, a partir da reflexão acerca de suas utilizações no contexto digital ou em outros, como na redação do Enem, articulando, assim, a significação e a situação de uso.
O ensino de variantes linguísticas do mundo digital deve ser feito a partir da base morfológica dos itens lexicais com exercícios de análise linguística que priorizem a norma-padrão da língua portuguesa.
Tendo em vista o texto selecionado para introduzir a discussão e o propósito de Tirésias de desconstrução do preconceito linguístico, cumpre então ao professor, em consonância com a atual Sociolinguística, esclarecer e desenvolver o conceito de
metalinguagem.
interdisciplinaridade.
analfabetismo funcional.
variação linguística.
intertextualidade.
Na perspectiva da variação linguística, como definida por Marcos Bagno (2002), a língua é uma “atividade social, cujas normas evoluem segundo os mecanismos de auto-regulação dos indivíduos e dos grupos em sua dinâmica histórica de interação entre si e com a realidade” (p. 32).
Levando em consideração essa definição, é papel do professor de Linguagens em sala de aula trabalhar prioritariamente com
as variantes de menor prestígio social, visto que essas são as que de fato serão utilizadas pelos estudantes em suas realidades dentro e fora do espaço escolar.
as variantes provenientes da norma padrão da língua portuguesa, visto que o espaço escolar é um ambiente formal, no qual os estudantes utilizarão exclusivamente as variantes de maior prestígio.
uma multiplicidade de variantes linguísticas, alternando entre as mais e menos prestigiadas, de modo a oferecer aos estudantes um acervo múltiplo de modos e usos da língua portuguesa.
as variantes locais e regionais do espaço no qual a escola se encontra, valorizando, desse modo, as especificidades de cada grupo de estudantes.
Na charge, a fala da personagem feminina apresenta características de variação linguística
geracional, por ter sido dita por pessoa idosa.
geográfica, por ser comum do lugar indicado.
sociocultural, por representar uso informal.
estilística, por uma escolha do autor da charge.
histórica, por apresentar palavras antigas.
Leia a tirinha:

Armandinho, Alexandre Beck A
A partir dos estudos sobre variação linguística dialetal, analise os elementos multimodais da tirinha, de modo a marcar a alternativa correta.
A dialetologia se preocupa unicamente com o aspecto fonológico da língua.
A linguística histórica está para os estudos sincrônicos, assim como a dialetologia está para os estudos diacrônicos.
Os dialetologistas desenvolvem um estudo específico com dialetos, uma vez que lidam com populações que vivem em determinadas áreas há gerações.
A dialetologia estuda as variações regionais de uma língua, as quais podem ocorrer tanto no vocabulário quanto na pronúncia, na gramática e até mesmo na entonação, analisando as características específicas de cada dialeto e as influências históricas e culturais que moldaram essas variações.
Os dialetologistas se ocupam da análise dos dialetos nativos, excluindo grupos de migrantes que trazem suas línguas para novas áreas, evitando o chamado contato linguístico.
Leia o anúncio a seguir.

Anúncio de uma exposição de fonógrafos no Rio de Janeiro. Gazeta de Notícias, ed. 302, 3 nov. 1879. Disponível em: https://www.normaculta.com.br/variacoes-linguisticas/. Acesso em: 7 set. 2025.
Variações linguísticas, como essa da imagem de 1879, acontecem e são decorrentes de fatores como região, época, contexto social e situação de uso. No caso dessa ilustração, a variação linguística encontrada é a
geográfica (diatópica).
histórica (diacrônica).
social (diastrática).
situacional (diafásica).
De acordo com o texto, os alunos encontravam uma certa dificuldade em entender o colega de classe que viera de outro estado (Rio Grande do Sul), e isso causava, até, uma desconfiança de que a língua por ele falada não era o português (pelo menos não o “correto”). Com base nisso é INCORRETO afirmar que:
Ainda que seja o mesmo idioma falado em todas as regiões, cada uma terá suas peculiaridades por causa dos aspectos culturais e históricos.
O preconceito linguístico está intimamente relacionado com as variações linguísticas.
Os falantes da língua vão criando expressões, sotaques e entonações conforme as necessidades linguísticas.
Quem comete o preconceito linguístico acredita que sua maneira de falar é inferior à outra.
O texto "A última vez em que não tive escolha" apresenta uma narrativa de caráter intimista e reflexivo, construída em linguagem acessível e marcada por traços de oralidade e de afetividade. Considerando as noções de variação linguística e níveis de linguagem, assinale a alternativa que melhor interpreta o uso da língua no texto.
A linguagem empregada aproxima-se da modalidade coloquial monitorada, pois equilibra marcas de oralidade e escolhas lexicais afetivas com a estrutura sintática própria da norma culta, conferindo naturalidade e expressividade sem afastar-se do padrão escrito formal.
O texto caracteriza-se pelo nível popular de linguagem, em que predominam desvios gramaticais, regionalismos e construções sintáticas não convencionais, resultando em um discurso espontâneo que se afasta da norma-padrão.
A autora recorre à modalidade técnica da língua, característica de textos informativos e científicos, a fim de conferir objetividade à reflexão sobre o amadurecimento e garantir neutralidade semântica em relação à experiência pessoal narrada.
A presença de expressões afetivas e de pronomes de tratamento familiares, como "bebê dela", constitui evidência do registro solene da linguagem, empregado para ressaltar a hierarquia simbólica e a distância emocional entre os interlocutores.
Continho
Paulo Mendes Campos
Era uma vez um menino triste, magro e barrigudinho, do sertão de Pernambuco. Na soalheira dada de meio-dia, ele estava sentado na poeira do caminho, imaginando bobagem, quando passou um vigário a cavalo.
– Você, aí, menino, para onde vai essa estrada?
– Ela não vai não: nós é que vamos nela.
– Engraçadinho duma figa! Como você se chama?
– Eu não me chamo, não, os outros é que me chamam de Zé.
CAMPOS, Paulo Mendes. Continho. Mercúrio Agência, 2024. Disponível em: https://agmercurio.wordpress.com/2011/11/24/continho/. Acesso em: 25 de ago. 2025.
Em relação ao texto “Continho”, assinale a alternativa que apresenta características de linguagem que reforçam o seu tom regionalista.
Referência ao sertão, emprego do vocábulo “soalheira” e diálogo em linguagem formal.
Referência ao sertão, emprego do vocábulo “soalheira” e diálogo em linguagem coloquial.
Referência ao cavalo, emprego do vocábulo “engraçadinho” e diálogo em linguagem formal.
Uso da expressão “Era uma vez”, emprego de enunciados interrogativos e diálogo em linguagem coloquial.
Uso da expressão “Era uma vez”, emprego de enunciado exclamativo e narração em linguagem padrão.
Leia o texto abaixo:
Definição
As variantes linguísticas são as duas ou mais formas que veiculam um mesmo sentido e compõem o conjunto de uma mesma variável linguística. A variação pode ocorrer no léxico (como no exemplo entre aipim e macaxeira…), na fonética (as pronúncias), na morfologia (como o apagamento ou não do morfema indicando o infinitivo) e na sintaxe (estrutura das frases).
REVISTA LÍNGUA PORTUGUESA, A LÍNGUA QUE APRENDEMOS, A LÍNGUA QUE FALAMOS, artigo de Edmilson José de Sá, edição número 20, p. 31.
Analise as afirmativas abaixo em relação ao texto.
1. O exemplo entre aipim e macaxeira é variação social, logo denota determinados grupos ou escolaridade, entre outros.
2. O Dicionário da Ilha, de Fernando Alexandre e de Andrea Ramos (edições Cobra Coralina), registra a palavra diarada, muitos dias. Eis um exemplo de variação regional, marcada por distinções no vocabulário e na pronúncia.
3. Os textos 2 e 3, de Euclides da Cunha, são classificados predominantemente de variação de registro, nos quais prepondera o emprego mais coloquial de linguagem. Um bom exemplo disso é a utilização do pronome oblíquo lhe.
4. As variações linguísticas devem ser sempre evitadas pelo falante por se constituírem erro.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
É correta apenas a afirmativa 2.
São corretas apenas as afirmativas 1, 2, e 3.
São corretas apenas as afirmativas 1, 3 e 4.
São corretas apenas as afirmativas 2, 3 e 4.
São corretas as afirmativas 1, 2, 3 e 4.
No contexto da expressão "Não entendo de sonhos." , observe a variação linguística presente e selecione a opção que melhor a descreve.
Variação regional, representando uma particularidade linguística específica de uma região.
Variação social, refletindo características linguísticas associadas a determinados grupos sociais.
Variação diacrônica, indicando mudanças linguísticas ao longo do tempo.
Variação estilística, denotando uma escolha linguística influenciada pelo estilo do autor.
À luz do que ensinam Abaurre e Pontara, analise as assertivas a seguir a respeito de variação linguística e linguagem:
I. As variantes faladas nos estados do Nordeste são diferentes daquelas faladas nos estados do Sul; no interior dessas regiões geográficas, podem também ser observadas diferenças entre os estados e mesmo entre regiões e cidades dos estados.
II. As variações de estilo ou registros linguísticos são as denominações comumente dadas aos diferentes graus de formalidade determinados pelos contextos de uso da língua.
III. A gíria, ao mesmo tempo que contribui para definir a identidade do grupo que a utiliza, funciona como um meio de exclusão dos indivíduos externos a esse grupo.
Quais estão corretas?
Apenas I.
Apenas II.
Apenas I e III.
Apenas II e III.
I, II e III.
Todas as opções abaixo são exemplos de variação linguística, exceto:
Histórica.
Geográfica.
Conceitual.
Regional.
Social.
“Ele sempre foi tranquilo. Como se diz, no popular, a ‘danação’ é de criança da idade dele mesmo”, afirmou.
Sobre a palavra destacada ‘danação’, é CORRETO afirmar que
Não deve ser usada em textos escritos, pois é considerada linguagem vulgar.
Apresenta um fenômeno que acontece com a língua, denominado variação linguística.
Evidencia preconceito contra a fala da mãe de Netinho.
Indica um caso de linguagem que deve ser abolida de conversas.
É exemplo de linguagem culta ou padrão, caracterizada pela desobediência às normas gramaticais.
Tendo em vista a relação entre variação linguística e os níveis da gramática, o exemplo de variação está INCORRETAMENTE classificado em
seje / seja: variação lexical.
macaxeira / aipim / mandioca: variação lexical.
magríssimo / macérrimo / magérrimo: variação morfológica.
a gente foi no posto / nós fomos ao posto: variação morfossintática.
Qual das alternativas a seguir expressa corretamente o conceito de variação linguística e sua influência nos contextos de comunicação?
A variação linguística refere-se apenas à diversidade regional de uma língua, não afetando os diferentes contextos de comunicação.
A variação linguística é um fenômeno que ocorre somente em línguas estrangeiras, não tendo impacto na comunicação em língua materna.
A variação linguística é a adaptação da linguagem de acordo com o contexto social, cultural e individual, afetando a comunicação de forma significativa.
A variação linguística é um problema para a comunicação, pois dificulta a compreensão mútua entre falantes de diferentes dialetos ou sotaques.
O fenômeno linguístico que se pode constatar na citação de Guimarães Rosa, considerando os usos de “bão e “mió”, é o da variação
morfológica.
sintática.
semântica.
fonológica.
contextual.