Questões de Concurso sobre Variação Linguística

 
 
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Verifica-se, na charge, a seguinte variação linguística:


A

diastrática, pela utilização de jargão e de expressões técnicas.


B

diafásica, pelo uso da informalidade em “tá vendo” e “tô ocupada”.


C

diastrática, por evidenciar a ocorrência de regionalismo linguístico.


D

diafásica, o que se evidencia pelo gênero de substantivos e de adjetivos.


E

diacrônica, pois mostra, por meio de duas gerações, uso de arcaísmo e neologismo.

Analise a seguinte publicação, retirada de um perfil de humor no Instagram:


Imagem associada para resolução da questão


Fonte: Sebatiao.Salgados


Podemos afirmar que a tirinha representa a seguinte forma de variação linguística:


A

Variação diamésica.


B

Variação diatópica.


C

Variação diacrônica.


D

Variação diastrática.


E

Variação diafásica.

Leia o texto a seguir:


“Vez e outra vou

Na venda do vilarejo pra comprar,

Sal grosso, cravo e outras coisa que faltar

Marvada pinga, ai ai”


O trecho acima é uma estrofe da música Vida Boa, de Victor Chaves, conhecida na voz da dupla Victor e Léo. Que tipo de variação linguística fica evidenciada por este trecho, analisando o contexto, e a utilização das palavras:


A

Geográfica


B

Social


C

Situacional


D

Histórica


E

Nenhuma das alternativas

Nesse poema, o eu poético apresenta uma reflexão acerca das variações linguísticas próprias do português brasileiro em relação ao português europeu. Segundo a perspectiva do eu poético,


A

a língua portuguesa apresenta uma única forma de uso.


B

a variante europeia do português é mais culta e correta.


C

o português brasileiro é uma corruptela da forma lusitana.


D

a variação é uma marca da formação cultural brasileira.

Leia e responda a seguir:


Cuitelinho


Cheguei na bera do porto

onde as onda se espaia.

As garça dá meia volta,

senta na bera da praia.

E o cuitelinho não gosta

que o botão de rosa caia.

[...]


(In: Marcos Bagno. A língua de Eulália.)


Imagem associada para resolução da questão


As palavras empregadas nos textos acima evidenciam as seguintes variantes linguísticas:


A

Diastrática - tautologia.


B

Diacrônica – solecismo


C

Social – histórica.


D

Topônimo – diafásica.

Observe a imagem a seguir.


Imagem associada para resolução da questão


Disponível em: <https://buzzmonitor.com.br/blog/biscoito-ou-bolacha-quemganha-a-batalha-nas-redes-sociais/>. Acesso em: 01 ago. 2024.


Nas redes sociais, é comum a discussão sobre o uso de alguns vocábulos, com pessoas afirmando que o correto a se dizer é como é usado em sua própria localidade. Esse tipo de discussão tem como centro a variação


A

diatópica.


B

diafásica.


C

diacrônica.


D

diastrática.

Considerando o texto e a noção de variação linguística, sabe-se que o trecho "[...] ali encaixado de tal sorte que não os molesta, nem os estorva no falar, no comer ou no beber. [...] Então estiraram-se de costas na alcatifa, a dormir" evidencia uma


A

variação social da língua portuguesa, mostrando como a linguagem utilizada por Pero Vaz de Caminha era específica a um determinado grupo social brasileiro.


B

variação histórica da língua portuguesa, trazendo o uso de algumas expressões e construções pouco usuais no português contemporâneo.


C

variação regional da língua portuguesa, refletindo a influência das línguas indígenas na forma como os colonizadores descreviam os nativos.


D

preferência por estruturas de frase que enfatizam a descrição detalhada, típica da escrita renascentista.

Analise as afirmativas a seguir relativas à variação linguística, considerando a frase “Uns 120 anos atrás”, transcrita do texto I.


I. O correto é escrever “A uns 120 anos atrás”.

II. O mais adequado é registrar “Há uns dias atrás”.

III. O certo é grafar “Há uns dias”, segundo a norma-padrão”.

IV. A frase “Uns 120 anos atrás” sugere o registro informal da linguagem.


Estão corretas as afirmativas


A

I e II, apenas.


B

I e IV, apenas.


C

II e III, apenas.


D

III e IV, apenas.

Leia o texto abaixo a fim de responder às questões 26 a 32


TEXTO I

Criado robô que escreve poesia desenvolvida por Inteligência Artificial


Por Cátia Santos – 1º de dezembro de 2021


Embora os robôs sejam criados para realizar tarefas muito específicas e mecânicas, os avanços na tecnologia permitiram que eles aprendessem sobre suas habilidades particulares. Ai-Da, por exemplo, é um verdadeiro artista capaz de pintar, desenhar, esculpir e escrever poesia.

Este robô utiliza um modelo sofisticado de linguagem, uma base de dados de palavras e uma análise de padrões de fala.

A apresentação do Ai-Da realizou-se no Ashmolean Museum na Universidade de Oxford na passada sexta-feira, tendo o robô feito parte de uma exposição em homenagem ao 700º aniversário da morte do poeta Dante Alighieri. Além de escrever poemas, através do recurso à Inteligência Artificial, o robô consegue ser capaz de pintar, desenhar e esculpir.

Ao contrário dos poetas humanos, a inspiração de Ai-Da é baseada em 14.233 versos da “Divina Comédia” de Dante Alighieri, uma base de palavras e programas de análise de padrões de fala. Depois de processar as centenas de linhas, o robô humanoide usou algoritmos para criar um poema.

Dado o crescente avanço dos modelos linguísticos, Aidan Meller [criador do Ai-Da] acredita que, em breve, “serão completamente indistinguíveis dos textos humanos”. /.../ Na verdade, em entrevista à CNN, o criador do Ai-Da disse que o robô é capaz de imitar tão bem a caligrafia de um humano que, se lermos, não saberemos que não foi escrito por um. Meller acrescentou ainda que, embora não veja a poesia de Ai-Da como uma real competição com os poetas humanos, ele admite que é “fundamentalmente perturbador”, tendo em conta a qualidade de trabalho apresentada pelo robô.


Fonte: The Guardian. (Disponível em: https://www.maistecnologia.com/criado-robo-que-escreve-poesia-desenvolvida-por-inteligencia-artificial/. Acesso em 13/03/2023)



Em relação à estrutura linguística usada no texto I, pode-se afirmar, quanto à escolha lexical feita, que esta se utilizou da variedade


A

Diatópica


B

Formal


C

Diastrática


D

Informal


E

Diafásica

Observe a tirinha de Armandinho a seguir.


Imagem associada para resolução da questão


Considerando a definição de variação linguística e suas classificações, é CORRETO afirmar que:


A

é exemplificada a variação diastrática na tirinha.


B

a variação diafásica é exemplificada na tirinha.


C

a tirinha exemplifica a variação diatópica.


D

a tirinha apresenta exemplo de variação diacrônica.


E

há exemplo de variação situacional na tirinha.

A variação linguística é um fenômeno natural que ocorre pela diversificação dos sistemas de uma língua em relação às possibilidades de mudança de seus elementos (vocabulário, pronúncia, morfologia, sintaxe). Ela existe porque as línguas possuem a característica de serem dinâmicas e sensíveis a fatores como a região geográfica, o sexo, a idade, a classe social do falante e o grau de formalidade do contexto da comunicação. É importante observar que toda variação linguística é adequada para atender às necessidades comunicativas e cognitivas do falante.


Analise as proposições indicadas a seguir no que se refere às denominações de variações linguísticas para identificar a alternativa correta.


A

Variações históricas (diacrônicas): englobam o local em que ocorre as variações, ou seja, depende da localização.


B

Variações geográficas (diatópicas): envolvem o idioma com base no contexto histórico, ou seja, mudam com o passar do tempo.


C

Variação social (diastráticas): é percebida segundo as classes sociais envolvidas, ou seja, a exemplo de um diálogo entre um advogado e um agricultor.


D

Variação regional (diatópica): é percebida pelo idioma adotado, ou seja, pelo uso de estrangeirismos.

Leia o texto a seguir.


A PEDA DE ORO


Tinha um viúvo que tinha treis rapaz e o pai já era bastante avançado na idade, já num trabaiava mais. Os treis rapaz dentro de casa era muito obidiente do pai. Intão fazia lavora e tudo...

Um dia os rapaz tá lá trabaiando na roça e passo um home. Chegô, oiô ês:

–Bom dia!

–Bom dia!

–Uai!

–Tá trabaiano, né, ôs minino?

–É, nós tá trabaiano aqui, mas nosso pai tá bastante avançadona idade, coitado, num pode fazê mais nada. Agora nós é que trata dele. Nós faz tudo, pa meu pai.

O home assuntô ‘sim. Falô:

– Ó, ocês é besta, moço! Cês tá pa saí po mundo, pocês trabaiá, arrumá suas vida. Se ocês ficá mais seu pai toda vida, cês num ‘ruma nada. Cês tem que largá ele. Dipois que ocês largá ele, ele dá o jeito dele, uai! Ocês fica só dento de casa trabaiano pa seu pai, cês num ruma nada procês não. E dispidiu dês e saiu.


UFMG. Pró-Reitoria de Extensão. Quem conta um conto aumenta um ponto. Belo Horizonte: Editora UFMG, 1998. p. 6-7.


O trecho acima exemplifica a variedade linguística


A

diatópica, pois marca um falar próprio do dialeto caipira.


B

diacrônica, pois marca um falar próprio do século XVIII.


C

diafásica, pois marca um falar próprio de pessoas mais jovens.


D

diamésica, pois marca um falar próprio das crônicas.


E

diastrática, pois marca um falar próprio de acadêmicos.

“Ao mesmo tempo, deverá reconhecer a grande e rica diversidade do português falado aqui, vencendo, de vez, o mito da língua única e homogênea” (linhas 11 e 12) O trecho entre aspas legitima o processo de variação linguística, o qual está corretamente tipificado e descrito como


A

variação dialetal, por tratar-se do uso formal ou informal da língua.


B

variação diafásica, pois representa as variações que se estabelecem em função do contexto comunicativo.


C

variação diastrática, por tratar das mudanças ocorridas na língua com o decorrer do tempo.


D

variação diatópica, pois ocorre em virtude da convivência entre os grupos sociais.


E

variação diacrônica, pois ocorre em razão das diferenças regionais.

Tendo em vista o nível de formalidade exigido pela situação comunicativa em que se insere alguns textos e a influência geográfica a que podem estar submetidos, assinale a alternativa que nomeia corretamente os tipos de variações linguísticas que se referem a esses dois fatores, respectivamente.


A

Diacrônica e diastrática.


B

Diastrática e diatópica.


C

Diatópica e diacrônica.


D

Diafásica e diastrática.


E

Diafásica e diatópica.

Variação linguística é um fenômeno que acontece em toda língua, por meio de diferentes intervenções. Na sentença: “como uma história romântica na qual você é o protagonista” (linha 5), o termo “você” pode ser considerado um exemplar da variação


A

cultural porque alguns falam “tú”.


B

social porque quem é jovem fala “cê”.


C

histórica porque variou de “vossa mercê”.


D

individual porque o uso do “cê” é pessoal.


E

regional porque em algumas regiões se utiliza “vc”.

Releia este trecho:


“Seria um caos, porque tá pra brotar no dicionário uma fruta com mais nomes: mexerica, tangerina, bergamota, mimosa, pokan, murcote, tanja... Lanche?”


A multiplicidade de nomes da fruta, citada pelo autor, está relacionada a um fator de variação linguística do tipo


A

etária.


B

geográfica.


C

situacional.


D

histórica.

A respeito de variação e norma, à luz do que preconizam Abaurre e Pontara, analise as assertivas abaixo, assinalando V, se verdadeiras, ou F, se falsas.


( ) Variedade linguística é cada um dos sistemas em que uma língua se diversifica, em função das possibilidades de variação de seus elementos (vocabulário, pronúncia, morfologia, sintaxe).

( ) Norma culta ou padrão é a denominação dada à variedade linguística dos membros da classe social envolvida com fenômenos econômico-financeiros no âmbito da comunidade rural.

( ) Preconceito linguístico está relacionado ao aspecto pejorativo atribuído às produções escritas elaboradas por falantes da Língua Portuguesa no ambiente profissional.


A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:


A

V – F – F.


B

V – F – V.


C

F – V – F.


D

V – V – F.


E

F – F – V.

Informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma sobre o tratamento da variação linguística no ensino de língua portuguesa.


( ) A fim de combater o preconceito linguístico, é preciso que as aulas de língua portuguesa viabilizem a compreensão de que a defesa de uma única variedade linguística como “correta” não conta com respaldo científico. Dessa forma, as variantes “nós fez” e “nós fizemos” representam, em relação ao seu potencial comunicativo, formas linguísticas igualmente legítimas e, dependendo do contexto de uso, adequadas.

( ) Os fenômenos de variação linguística podem ser analisados paralelamente à abordagem da norma-padrão. A partir da diversidade de gêneros textuais – falados e escritos, formais e informais, literários e não literários –, deve-se mostrar ao estudante que cada (con)texto requer uma variedade específica.

( ) Uma vez que a maioria dos gêneros textuais falados e escritos exige o emprego da norma-padrão, a gramática normativa deve ser concebida como o componente mais essencial da aula de língua portuguesa. Nesse sentido, o ensino dessa gramática revela-se indispensável para assegurar que os alunos se expressem com clareza e correção, bem como para promover a manutenção do português padrão, língua oficial e patrimônio linguístico do Brasil.

( ) Dada a complexidade dos fenômenos de variação linguística, recomenda-se que, na Educação Básica, apenas uma unidade letiva seja dedicada ao assunto, momento em que se deve explorar, prioritariamente, a variação fonético-fonológica, identificada, por exemplo, pela diversidade de sotaques brasileiros, e a variação lexical, revelada pelo uso de palavras distintas para nomear uma mesma entidade.


De acordo com as afirmações, a sequência correta é:


A

F, F, V, V.


B

F, V, F, V.


C

V, V, F, F.


D

V, F, V, F.

Qual frase exemplifica uma variação regional da língua portuguesa?


A

Vou pegar minha boia pra almoçar.


B

Era tudo exposto de forma muito prolixa na exordial.


C

Diga, meu bebezinho.


D

Sempre serás um troglodita.

Após a leitura do texto, é possível perceber que um tipo de variação linguística é predominante:


A

Social.


B

Histórica.


C

Contextual.


D

Regional.


E

Diastrática.

   
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