Questões de Concurso sobre Variação Linguística

 
 
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Assinale a alternativa INCORRETA quanto às variações linguísticas.


A

A variação diacrônica refere-se às mudanças ao longo do tempo.


B

A variação diastrática relaciona-se a grupos sociais.


C

A variação diafásica depende do contexto comunicativo.


D

A variação diatópica refere-se à variação regional.


E

A variação linguística compromete necessariamente a norma culta.

No auge de uma audiência jurídica, um advogado contratado afirmou:


“Meritíssimo, cumpre salientar que o réu em julgamento não apresenta antecedentes que desabonem sua conduta”.


Algumas horas após o serviço, conversando com um amigo fora do júri, o mesmo advogado disse: “Cara, o rapaz nunca fez nada errado antes”.


A partir dos seus conhecimentos e estudos sobre variação linguística, é correto afirmar que a diferença entre os dois enunciados se explica principalmente por:


A

Variação fonética, relacionada à pronúncia das palavras.


B

Variação histórica, posto que a língua se modifica ao longo do tempo.


C

Variação regional, uma vez que os enunciados pertencem a localidades distintas.


D

Variação situacional, em função da adequação da linguagem ao contexto comunicativo.


E

Variação social, em detrimento do nível de escolaridade dos interlocutores.

Considere o enunciado:


“Si o Chico não mi alembra…” (que finaliza o Texto 2).


Esse registro, comum em diferentes contextos do modo como se fala português no Brasil, exemplifica o fenômeno da variação linguística.


Sobre esse tema, assinale a alternativa correta sobre esse enunciado em específico.


A

O exemplo ilustra bem o que são as variações diastrática e diatópica.


B

Por apresentar termos como “si” e “mi”, o enunciado é um exemplo de variação diacrônica.


C

O uso de “alembra” em vez de “lembra” caracteriza uma variação diatópica, o que prova que o erro gramatical é determinado unicamente pelo estado ou cidade onde o falante reside.


D

As variações apresentadas são consideradas desvios da norma culta e, portanto, não possuem regras internas ou lógica semântica, sendo classificadas como vícios de linguagem.


E

Trata-se de um exemplo de variação diacrônica com influência de neologismos.

Assinale V OU F sobre os conceitos de variações linguísticas e assinale a sequência correta:


I. ( ) A norma culta é a modalidade correta da língua.

II. ( ) Variação linguística indica erro.

III. ( ) Textos formais não apresentam variação.

IV. ( ) A língua é socialmente heterogênea.

V. ( ) A adequação depende do contexto.


A

F, V, V, V, F


B

F, F, V, F, F


C

V, V, F, F, F


D

V, F, F, F, F


E

V, F, F, V, V

As falas de Chico Bento na tirinha a seguir são exemplos da variação linguística:


Imagem associada para resolução da questão


A

diafásica.


B

diatópica.


C

diacrônica.


D

diastrática.

As formas linguísticas ‘gaio’, ‘foia’, ‘fuita’ e ‘caioço’, presentes no texto 3, evidenciam um fenômeno da linguagem denominado como:


A

Analfabetismo funcional.


B

Variação linguística.


C

Gagueira.


D

Afasia.

Analise, a seguir, sob a perspectiva da pedagogia da variação linguística, a situação didática fictícia apresentada.


Descrição da aula


(contexto fictício)

• Público-alvo: 8º ano do Ensino Fundamental.

• Disciplina: Língua Portuguesa

• Professor: Marilda Gomes

• Conteúdo: exposição oral

• Atividade: apresentações de trabalhos pertencentes a um projeto de letramento interdisciplinar sobre “Os impactos do lixo ao meio ambiente” entre Língua Portuguesa e Ciências.


Descrição da aula:

A aula iniciou com a apresentação de um dos grupos de alunos que iriam apresentar. Para trabalharem a temática do projeto, além de lerem textos indicados pelos professores, os grupos ficaram responsáveis por visitar locais diferentes e observarem o descarte do lixo. Ciente disso, um aluno do primeiro grupo começou a apresentação relatando sobre a visita realizada a uma praça da cidade.

Aluno: — “A gente fomos lá na praça e vimos que os lixo tá tudo jogado no chão, porque os morador não colabora...”

A professora interrompeu o aluno no meio da frase, diante de toda a turma, para dizer:

— “A gente fomos não, João! Ou você diz ‘nós fomos’, ou ‘a gente foi’. E atenção à concordância: ‘os lixos estão’ e ‘os moradores não colaboram’. Não pode falar assim, o certo é usar o português correto. Fala de novo, do jeito certo, para continuar.”

Diante dessa situação, o aluno ficou envergonhado, hesitou, tentou reformular a frase e concluiu a apresentação de forma rápida, insegura e monossilábica.

No final da aula, a professora escreveu, no quadro, algumas frases com

“erros de concordância” presentes nas falas dos alunos, solicitou que eles escrevessem no caderno e corrigissem para o português correto que deve ser o único utilizado.

Fonte: arquivo pessoal.

Após analisar a metodologia utilizada pela professora Marilda no contexto fictício apresentado, pode-se afirmar que, à luz da pedagogia da variação linguística, defendida por estudiosos como Marcos Bagno:


A

o processo de ensino-aprendizagem conduzido pela professora, à luz de um ideal de língua heterogênea, incentiva valorização das variedades linguísticas e considera a possibilidade de mostrar aos alunos adequações e inadequações de uso da língua em diferentes contextos comunicativos, a exemplo da apresentação oral do trabalho.


B

o processo de ensino-aprendizagem conduzido pela professora alicerça-se em um dos erros teóricos cometidos por professores em sala de aula, ao imaginarem a escrita como ideal e a norma-padrão como uma variedade linguística.


C

o processo de ensino-aprendizagem conduzido pela professora, embora respeite a identidade e variação linguística do aluno, desconsidera a possibilidade de mostrar aos estudantes adequações e inadequações de uso da língua em diferentes contextos comunicativos, a exemplo da apresentação oral do trabalho.


D

o processo de ensino-aprendizagem conduzido pela professora peca apenas no fato de não considerar a ética necessária em sala de aula, uma vez que, embora seja necessário mostrar ao João que só existe uma forma correta de falar, não deveria tê-lo feito na frente de todos os seus colegas.


E

o processo de ensino-aprendizagem conduzido pela professora, à luz de um ideal de língua homogênea, incentiva o preconceito linguístico ao desvalorizar as variedades linguísticas e ao desconsiderar a possibilidade de mostrar aos alunos adequações e inadequações de uso da língua em diferentes contextos comunicativos, a exemplo da apresentação oral do trabalho.

No estudo da variação linguística, diferentes usos da língua podem ser associados a fatores históricos, sociais, regionais e situacionais, sem que isso implique ausência de organização ou funcionamento linguístico, devendo a variação da língua ser compreendida como


A

acomodação gradual do sistema a contextos específicos de menor monitoramento estilístico.


B

manifestação inerente à dinâmica social e às necessidades de interação das comunidades.


C

ramificação colateral da norma-padrão motivada por restrições de acesso à escolarização.


D

simplificação estrutural das formas gramaticais em decorrência do contato entre dialetos.

A abordagem (a) leva à ênfase no ensino da gramática normativa, da variedade culta da língua, eleita como “padrão”, ou seja, a melhor forma de falar e de escrever. (3º parágrafo)


O campo teórico que se dedica aos estudos da variação e um traço constitutivo da linguagem humana associado à noção de variação estão apresentados em:


A

psicolinguística – inatismo


B

gerativismo – competência


C

cognitivismo – categorização


D

sociolinguística – heterogeneidade

Analise as frases a seguir, considerando as variações linguísticas:


I. Depois dessa caminhada, fiquei com uma fome enorme.

II. Na minha dieta de baixa caloria, prefiro abóbora a macaxeira.

III. No calor da tarde, as crianças compraram um geladinho na porta da escola para se refrescar.


Considerando as frases que apresentam variação linguística regional, identifique a alternativa CORRETA.


A

II e III, apenas.


B

III, apenas.


C

I e III, apenas.


D

II, apenas.


E

I, II e III, apenas.

“_______, a qualquer momento de sua história, está irremediavelmente sujeita à _______ e à _______. (...) a velha tese da uniformidade do português brasileiro é em grande parte uma _______.” (Ilari e Basso, O português da gente, 2006, p. 194)


Em relação ao tema da variação linguística, assinale a alternativa cujas palavras completam corretamente as lacunas acima, na mesma ordem.


A

Toda língua – variação – mudança – certeza


B

Toda língua – variação – mudança – ilusão


C

Quase toda língua – variação – mudança – ilusão


D

Toda língua – fixação – imutabilidade – ilusão


E

Quase toda língua – fixação – imutabilidade – certeza

Leia o texto a seguir.


— Minha filha, você me deu sua palavra que a sua festa ia acabar às duas horas.

— E acabou, papai.

— Sim, mas às duas da tarde! Nós estávamos almoçando, hoje, e ainda estava chegando gente pra festa de ontem!

— É que a turma se excedeu um pouco, papai, qualé?

— Outra coisa, você jurou que seus amigos iam ficar na sala e não invadiriam os outros aposentos.

— E, então?

— Então que eu fui acordado no meio da noite por um cabeludo me perguntando se não tinha vodca em casa.

— Ele se perdeu, só isso.

— Tudo bem. Mas ele precisava me chamar de “ó do pijama”?

— Papai...


VERISSIMO, Luis Fernando. Pais e filhos. Porto Alegre: LP&M, 1999.


O modo como os jovens dialogam – com expressões como “qualé?” e “ó do pijama” – revela que a variação linguística presente no texto está associada


A

a fatores sociais e geracionais que influenciam o modo de falar de determinados grupos.


B

à diferença entre fala e escrita, pois toda fala informal constitui erro linguístico.


C

ao uso inadequado da norma culta, que deveria ser seguido em qualquer situação.


D

à falta de escolaridade dos personagens jovens, que impede o domínio da língua padrão.

A língua apresenta variações conforme o contexto de uso e os grupos sociais. Considerando esse fenômeno | linguístico, relacionado à variação linguística, assinale a alternativa CORRETA:


A

A variação ocorre apenas na modalidade oral.


B

A variação compromete a comunicação eficaz.


C

A variação linguística reflete usos legítimos da língua.


D

A variação impede o uso da norma padrão.

Ocorrem no Texto 2 algumas formas que estão fora da ortografia e da norma-padrão: “mais menor”, “pra”, “pro”. Considerando o contexto de registro desses usos, eles constituem exemplo de variação linguística


A

diacrônica.


B

diatópica.


C

diastrática.


D

diafásica.

A variação linguística no Brasil manifesta-se de diferentes formas, refletindo aspectos regionais, sociais, históricos e funcionais da língua. Qual das alternativas a seguir exemplifica CORRETAMENTE uma variação geográfica do português brasileiro?


A

A valorização do sotaque paulista em programas de televisão nacionais.


B

O uso de palavras de origem indígena, como abacaxi e pipoca.


C

A escolha de linguagem formal ou informal em e-mails de trabalho.


D

A pronúncia do r final em palavras como mar: gutural no Rio de Janeiro e vibrante em São Paulo.


E

O uso de gírias entre jovens de diferentes classes sociais em São Paulo.

O texto utiliza uma linguagem acessível para atingir um público amplo. Esse uso da linguagem está relacionado a qual tipo de variação linguística?


A

Variação histórica.


B

Variação regional.


C

Variação social (diastrática).


D

Variação estilística (ou de registro).


E

Variação fonética.

Leia a charge a seguir.


Imagem associada para resolução da questão


Disponível em: https://www.facebook.com/photo/?fbid=657317256438267&set=pcb.657317283104931. Acesso em: 8 jan. 2026.


Ao se expressar, o indivíduo é orientado pelo contexto em que está inserido quanto às regras e normas da gramática da língua, tanto na elaboração de textos escritos quanto no uso da oralidade. Assim, ocorre a adequação linguística conforme a necessidade do momento. Frente ao exposto, a fala do estudante na charge é um fenômeno linguístico relacionado à variação


A

diatópica, uma vez que no contexto comunicativo, o estudante utiliza termos de uma região geográfica do Brasil.


B

diacrônica, pois no contexto comunicativo o aluno utiliza expressões arcaicas que caíram em desuso na língua portuguesa contemporânea.


C

formal, pois no contexto comunicativo o estudante respeita as regras do padrão formal da língua portuguesa para se dirigir à professora.


D

diafásica, uma vez que no contexto comunicativo o estudante faz uso de um registro inadequado para se dirigir à professora.

Analise as seguintes proposições acerca do trabalho com a variação linguística no contexto de ensino:


I- É necessário reconhecer que a escola é o lugar de interseção entre o saber científico e o senso comum.

II- É preciso considerar as contribuições da sociolinguística, sem desconsiderar as noções de “certo” e “errado”.

III- É necessário insistir no ensino de gramática normativa como a forma mais adequada para o tratamento linguístico em sala de aula.

IV- A abordagem sociolinguística em sala de aula deve favorecer a compreensão da diversidade linguística e o combate ao preconceito linguístico.


É CORRETO o que se afirma apenas em:


A

I, II e III.


B

I e IV.


C

I e III.


D

II e IV.


E

IV.

No oitavo parágrafo, o autor afirma que o sucesso do Moltbook é um “tapa na cara das redes sociais humanas”, as quais teriam ficado “obsoletas”. Considerando os níveis de linguagem e o contexto de publicação do texto (um jornal de grande circulação), a análise correta sobre a variação linguística empregada é:


A

O uso da expressão “tapa na cara” caracteriza um registro informal e metafórico, recurso utilizado para aproximar o locutor do leitor e conferir expressividade à crítica.


B

A utilização de termos como “agentes”, “algoritmos” e “criptomoeda” configura um jargão técnico inacessível, o que impede a compreensão do texto pelo público leigo.


C

O texto mantém um nível de linguagem exclusivamente formal, evitando gírias ou expressões populares para preservar a credibilidade acadêmica do Instituto de Tecnologia.


D

A alternância entre termos técnicos e expressões coloquiais revela uma falha de coesão, demonstrando que o autor não domina o registro padrão da língua portuguesa.

Leia o texto a seguir.


A hora e vez do Português Brasileiro


A sociedade brasileira tem-se caracterizado nos últimos 30 anos por uma enorme mobilidade, causada pela intensa urbanização e pela expansão da fronteira agrícola. No começo do século passado, apenas 8% da população habitavam as cidades, porcentagem que passou para 36% nos anos 50, 67,6% nos anos 80, e pouco mais de 80% no final do século. Nos dois casos, passam a conviver brasileiros de regiões geográficas diferentes, usuários de falares igualmente diferentes.

No caso daqueles que se deslocam para as capitais, como é o caso de Brasília e de São Paulo, para ficar apenas com dois exemplos, tem-se observado que quem chega ou procura outros conterrâneos, isolando-se com eles da sociedade envolvente, ou procura integrar-se em seu novo meio. Os primeiros conservam os traços típicos de seu falar. Os segundos apagam os traços mais salientes de seu falar, o que tem permitido descobrir o que eles mesmos consideram mais típico, mais característico. Já se notou que os candangos nordestinos de Brasília se livram logo das vogais pretônicas abertas, como em còronel, èvidentemente, etc.


CASTILHO, Ataliba. A hora e a vez do Português Brasileiro. Museu da Língua, Portuguesa: São Paulo, 2017, p. 21-22.


No texto, destaca-se a compreensão de que a variação linguística no Português do Brasil apresenta


A

manifestações típicas dos falares regionais, distanciando-os do Português Europeu.


B

adaptações fonéticas na fala regional, ocasionadas pelas contingências do espaço urbano.


C

manutenção de traços da fala conservadora evitando trocas linguísticas com falantes de outra região.


D

abertura recorrente de vogais diante da migração nordestina para a capital do país no passado.

   
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