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Leia o seguinte poema:
Aula de Português
A linguagem
na ponta da língua,
tão fácil de falar
e de entender.
A linguagem
na superfície estrelada de letras,
sabe lá o que ela quer dizer?
Professor Carlos Góis, ele é quem sabe,
e vai desmatando
o amazonas de minha ignorância.
Figuras de gramática, esquipáticas,
atropelam-me, aturdem-me, sequestram-me.
Já esqueci a língua em que comia,
em que pedia para ir lá fora,
em que levava e dava pontapé,
a língua, breve língua entrecortada
do namoro com a prima.
O português são dois; o outro, mistério.
Carlos Drummond de Andrade, Boitempo II. 1979.
O poema “Aula de Português”, de Carlos Drummond de Andrade, explora a dicotomia entre as variações da língua, especialmente em contextos institucionais e cotidianos. Dessa forma, esse contraste apresentado pelo eu lírico é um exemplo, primordialmente, das variações
diatópica e diacrônica.
diafásica e diastrática.
diastrática e diatópica.
diacrônica e diafásica.
diafásica e diatópica.