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O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 21 a 25.
Por Que o Câncer de Pulmão Deixou de Ser Apenas "Coisa de Fumante"
O câncer de pulmão, tradicionalmente associado ao tabagismo, tem apresentado um perfil de pacientes em transformação nas últimas décadas. Hoje, a doença afeta mais mulheres, pessoas mais jovens e também aquelas que nunca fumaram, revelando novos fatores de risco que ultrapassam o hábito de fumar o cigarro comum. Entre eles, destacam-se o uso crescente de cigarros eletrônicos e a exposição à poluição.
Os dispositivos eletrônicos, cada vez mais comuns especialmente entre jovens, liberam aerossóis com múltiplas substâncias potencialmente tóxicas. Estudos recentes identificaram, inclusive, níveis elevados de metais pesados e outras toxinas em dispositivos descartáveis, o que preocupa especialistas e órgãos de vigilância sanitária, dada a falta de padronização e controle desses produtos, cuja venda é proibida no Brasil.
Outro fator que ajuda a explicar o surgimento do câncer de pulmão em não fumantes é a poluição atmosférica, sobretudo as partículas finas e poluentes provenientes do tráfego de veículos automotores. Pesquisas europeias mostraram uma associação consistente entre a exposição crônica a esses poluentes e o aumento da incidência de câncer de pulmão, efeito que também é observado entre pessoas que nunca fumaram, tema abordado em artigo publicado neste espaço em 2023.
Do ponto de vista clínico e de saúde pública, compreender esse novo perfil do câncer de pulmão leva a duas prioridades: a necessidade de ampliar as políticas de controle do tabaco para incluir dispositivos eletrônicos, com regulamentações e fiscalizações mais rigorosas, e a integração da qualidade do ar e da exposição ocupacional nas estratégias de prevenção, por meio do monitoramento ambiental e de ações para reduzir emissões em áreas urbanas. Essas iniciativas têm o potencial de proteger populações inteiras e reduzir a carga da doença a médio prazo.
Apesar da mudança no perfil epidemiológico, vale destacar que o câncer de pulmão ainda é, em grande parte, evitável. A combinação entre tabagismo tradicional, novos produtos eletrônicos e poluição do ar explica a evolução da doença, reforçando a urgência de ações coordenadas para frear essa tendência e proteger as gerações futuras.
Em escala global, o câncer de pulmão segue com índices alarmantes. Estimativas mais recentes indicam que esse número já chegou a 2,5 milhões de novos casos anuais, um avanço que evidencia a magnitude do problema no mundo.
No Brasil, as projeções do Instituto Nacional de Câncer (INCA) para este ano apontam para mais de 32 mil novos diagnósticos. A distribuição por sexo e região revela desigualdades importantes e reforça a necessidade de tratar a doença como uma prioridade estratégica de saúde pública, para um dos tumores mais incidentes no país.
https://forbes.com.br/forbessaude/2025/08/por-que-o-cancer-de-pulmao-deixou-de-ser-apenas-coisa-de-fumante/
Os tipos textuais, conforme a linguística textual,constituem-se em estruturas básicas que organizam o discurso a partir de intenções comunicativas específicas. Cada um apresenta características próprias. Considerando a classificação destes tipos textuais, analise as assertivas abaixo:
I.A bula de remédio é um exemplo de texto injuntivo, pois orienta o leitor por meio de instruções e ordens.
II.Um editorial de jornal, ao sustentar uma tese e utilizar estratégias persuasivas, é um exemplo típico de texto argumentativo.
III.Uma biografia, ainda que contenha elementos opinativos, tem como predominância a estrutura narrativa, marcada pela sequência temporal de fatos.
IV.Uma letra de música jamais pode ser enquadrada no tipo narrativo, pois sempre se insere exclusivamente no descritivo.
Assinale a alternativa que indica quais afirmativas são verdadeiras:
Apenas as assertivas I e III estão corretas.
Apenas as assertivas II e IV estão corretas.
As assertivas I, II, III e IV estão corretas.
Apenas as assertivas I, II e III estão corretas.