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Observa-se no poema o uso frequente de hipérbatos e...

Ela


(Machado de Assis.)

Seus olhos que brilham tanto,

Que prendem tão doce encanto,

Que prendem um casto amor

Onde com rara beleza,

Se esmerou a natureza

Com meiguice e com primor.

Suas faces purpurinas

De rubras cores divinas

De mago brilho e condão;

Meigas faces que harmonia

Inspira em doce poesia

Ao meu terno coração!

Sua boca meiga e breve,

Onde um sorriso de leve

Com doçura se desliza,

Ornando purpúrea cor,

Celestes lábios de amor

Que com neve se harmoniza.

Com sua boca mimosa

Solta voz harmoniosa

Que inspira ardente paixão,

Dos lábios de Querubim

Eu quisera ouvir um -sim

P’ra alívio do coração!

Vem, ó anjo de candura,

Fazer a dita, a ventura

De minh’alma, sem vigor;

Donzela, vem dar-lhe alento,

“Dá-lhe um suspiro de amor!”

Observa-se no poema o uso frequente de hipérbatos e inversões sintáticas, alterando a ordem usual das palavras. A principal função desse recurso no texto é:


A

Confundir o leitor para gerar suspense e expectativa narrativa.


B

Destacar palavras e conceitos importantes, de efeito poético e musical.


C

Cumprir exigências métricas do poema sem alterar o sentido.


D

Simplificar a leitura, tornando o poema mais direto e acessível.