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“Todo texto é um tecido de citações, oriundas de inúmeros centros da cultura, e cada produção discursiva é necessariamente atravessada por vozes pré-existentes que lhe conferem densidade intertextual” (Barthes, A Morte do Autor, 1968). Em relatórios científicos sobre mudanças climáticas, observa-se a justaposição de dados técnicos, metáforas literárias e argumentos sociopolíticos.
Considerando a perspectiva barthesiana, identifique a alternativa que expressa adequadamente a função da intertextualidade nesses discursos.
A intertextualidade fragiliza fundamentos epistemológicos, promovendo relativismo descontrolado nos discursos ambientais contemporâneos.
A intertextualidade dissolve a autoria singularizada, suprimindo responsabilidade enunciativa dos produtores de discursos acadêmicos.
A intertextualidade uniformiza perspectivas interpretativas, impedindo emergência de singularidade hermenêutica textual distinta.
A intertextualidade compromete objetividade epistêmica, anulando coerência metodológica em contextos acadêmicos complexos.
A intertextualidade legitima construções argumentativas, inserindo textos científicos em tradições discursivas historicamente consolidadas.