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A leitura já foi concebida como simples decodificação gráfica, como interação entre texto e leitor ou como processo construtivo de sentidos. A perspectiva atual, influenciada pela linguística textual e pela hermenêutica, articula conhecimentos linguísticos, memória discursiva, cultura e práticas sociais. Qual alternativa expressa rigorosamente essa concepção?
A leitura como decodificação garante apenas correspondência grafema-fonema, limitando-se a processos elementares de reconhecimento formal das unidades gráficas.
A leitura como interação enfatiza encontro entre texto e leitor, mas ainda privilegia a intenção autoral como fonte central dos sentidos.
A leitura como construção de sentidos articula repertórios linguísticos, memória discursiva, contextos culturais e múltiplas interpretações sociocognitivas dos textos.
A leitura como decodificação constitui etapa inicial importante, mas não sustenta análise crítica, hermenêutica e interpretação multifacetada dos discursos.
A leitura como interação radicalizada pode reduzir a materialidade textual, priorizando impressões subjetivas e negligenciando os fundamentos linguísticos estruturais.