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Leia o texto a seguir para responder às questões de 1 a 3.
Analfabeto em emojis
Durante uma conversa numa confraternização de fim de ano, após algumas cervejas, alguém finalmente teve a coragem de me dizer que eu era muito rude, algo que aparentemente estava entalado na garganta de algumas pessoas. Eu confesso que não entendi, pois sempre tento ser cordial e amável no relacionamento interpessoal. Ao perguntar de onde veio essa sensação, as pessoas responderam:
– Você frequentemente só responde com joinha 👍 às mensagens de WhatsApp.
Fiquei espantado, pois não tinha ideia que isso era considerado rude. E não só isso. Percebi ali que o meu repertório de emojis era bem limitado (se resumindo ao 👍 e 🙂), o que me caracterizava, muito provavelmente, como um dinossauro ranzinza. O pior é que mais recentemente também descobri, por meio de meus próprios filhos, que eu cometia o deslize de usar pontuação nas mensagens do WhatsApp, algo também considerado MUITO grosseiro (assim como o uso de caixa-alta). Como faço para me adaptar? (...)
O artista japonês Shigetaka Kurita desenhou o primeiro conjunto de 176 emojis (do japonês e-imagem moji-letra) para uma empresa de telefonia celular, mas a grande maioria eram símbolos cotidianos para usar em lugar de palavras, como bola, casa, orelha, telefone, etc. Mas a expansão do uso não ocorreu até 2011, quando a Apple decidiu deixar emojis disponíveis em seu teclado, com o Android seguindo a tendência dois anos depois. Em 2015 o Dicionário Oxford nomeou 😂 a palavra do ano. Hoje em dia o Consórcio Unicode, que governa o uso dos emojis, lista mais de 3.500 símbolos diferentes, mas que aumentam a cada dia. (...)
KNOBEL, Marcelo. Analfabeto em emojis. Gama. 07 dez. 2023. Disponível em <https://gamarevista.uol.com.br/colunistas/marcelo-knobel/analfabeto-em-emojis/> .
Em relação ao texto “Analfabeto em emojis”, é correto afirmar que ele se desenvolve a partir de:
um histórico sobre a criação de emojis, num tom dissertativo, até mudar depois para a descrição de vários emojis.
um estilo bastante técnico e informativo, até mudar depois para a narração de uma experiência pessoal do autor.
uma experiência pessoal do autor, num tom narrativo, até mudar depois para um estilo bastante técnico e informativo.
um depoimento pessoal do autor a respeito das pessoas que usam emojis, totalmente contrário à comunicação por imagens.
um depoimento pessoal do autor a respeito das pessoas que usam emojis, defendendo a comunicação só por imagens.