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O avanço das tecnologias digitais, a multiplicação de programas educacionais e a reconfiguração dos espaços de aprendizagem desafiam a escola a repensar seu papel formativo. Nesse cenário, as práticas de ensino de Língua Portuguesa são atravessadas por novas linguagens, múltiplas mídias e distintas formas de produção discursiva. Diante desse contexto, é pertinente ocorrer:
A incorporação crítica das tecnologias ao ensino, de modo que o uso de plataformas e recursos digitais seja orientado pela intencionalidade pedagógica e pela ampliação das capacidades interpretativas e comunicativas dos estudantes.
A valorização das políticas públicas centradas na universalização do acesso tecnológico, ainda que a formação docente permaneça em segundo plano, pois a infraestrutura constitui o elemento decisivo da qualidade educacional.
A reorganização curricular com base em competências digitais instrumentais, assegurando que o domínio técnico das ferramentas de comunicação garanta a inserção dos alunos nas práticas discursivas contemporâneas.
A substituição gradual das mediações pedagógicas presenciais por ambientes virtuais autogeridos, uma vez que a autonomia discente tende a ser mais efetiva em espaços de aprendizagem mediados por tecnologias interativas.